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Primeira pedalada para o trabalho [Multimodal]

Detalhe do relógio antigo da Estação de trem de Santo Amaro

Detalhe do relógio antigo da Estação de trem de Santo Amaro

Já não é de hoje que pedalo. Eu sempre gostei, mas só parei por alguns anos da minha vida em que estava comprometido com meu futuro profissional.

Ia para o curso de bike quando tinha 16 anos. Até os 18 usava a bike como meio de transporte também, não só como lazer ou esporte.

Eis que hoje, muitos anos depois, volto a usá-la como um modal de transporte.

Eu tenho um carro, mas não acho muito inteligente usá-lo para ir e voltar para o trabalho/faculdade diariamente. Existem meios de transporte mais inteligentes para fazer isso. Como eu utilizo os trens da CPTM, consigo usar o tempo de traslado para ler, navegar ou atualizar meus projetos pessoais.

Hoje, eles pararam. GREVE. E justamente trecho que eu utilizo. Eu não tenho a menor vontade de vir trabalhar de carro. Então…

Vim de bike! Vim com meu carro até interlagos, onde tem uma das entradas da ciclovia, com meu pai para que ele levasse o carro de volta. E então de interlagos vim até a Vila Olimpia, pela ciclovia. Foram 17K em 50 Minutos. Vim mais devagar para não suar, e com a mountain bike (a minha fixa está com um barulho estranho no movimento central).

E olha que ainda vim de Cycle Chic, vestido de social para trabalhar no escritório.

Marginal pinheiros no dia da Greve da CPTM

Marginal pinheiros no dia da Greve da CPTM

Esta foto aí de cima é da hora que eu estava voltando pra casa. Mostra claramente a burrice de uma metrópole não planejada para pessoas. Como houve a greve na linha esmeralda, várias pessoas correram para seus automóveis para garantir seu conforto em meio às ruas cheias de carros vazios. Eu fiz minha parte hoje, utilizei um transporte não poluente e consegui ir e voltar sem maiores problemas. Vamos mudar essa mentalidade de que o único transporte que existe é o automóvel. Precisamos rever nossos conceitos para criar uma cidade cada vez melhor.

Bike underground (Big in Japan)

Ah, os Japoneses! Com a questão da mobilidade urbana, a cada dia sofremos mais com a falta de espaço nas grandes cidades. E não é só o carro que ocupa espaço: com a utilização cada vez maior de bicicletas para o transporte urbano de pequenas distancias, a tendência é que nos próximos anos também podemos ver um congestionamento de bikes em alguns bairros de maior penetração deste modal de transporte. Pensando nisso, arquitetos japoneses estão elaborando estacionamentos para bicicletas no subsolo.

Equipada com um chip que a identifica, tudo o que você tem que fazer é posicionar a sua bike na plataforma, travá-la no mecanismo de fixação e o equipamento faz o resto (Ah, pressione o botão verde).

Veja a demonstração no vídeo a seguir:


Com o cartão, você pode retirar sua bike tranquilamente. “Assim, os cidadãos ganham mais espaços na superfície”, diz o engenheiro Masanori Mitobe, um dos envolvidos no projeto.

Falando em mobilidade, ontem fui no Shopping Vila Olimpia com meus sobrinhos, e nos metemos a ir de bike, e ficamos surpresos com a receptividade do local para estacionar as magrelas:

Shopping Vila Olimpia de parabéns pela acessibilidade com bikes - Mobilidade Urbana

Shopping Vila Olimpia de parabéns pela acessibilidade com bikes – Mobilidade Urbana

Shopping Vila Olimpia de parabéns pela acessibilidade com bikes - Mobilidade Urbana

Shopping Vila Olimpia de parabéns pela acessibilidade com bikes – Mobilidade Urbana

Shopping Vila Olimpia de parabéns pela acessibilidade com bikes - Mobilidade Urbana

Shopping Vila Olimpia de parabéns pela acessibilidade com bikes – Mobilidade Urbana

Mobilidade wins!

Photo Running

Um domingo comum como qualquer outro, e aí rolou de fazer um treino às 12:30. Normalmente faço no melhor horário do dia: a manhã. Mas como a previsão era de chuva, acabei ficando em casa, e quando vi que o tempo estava firme, aproveitei para sair.
Parti para a Vila Olímpia  local onde costumo sair de bike para treinar aos domingos, e fui em direção à Pinheiros. Como o tempo não estava muito certo, acabei não levando minha câmera, e utilizei o celular para registrar os KM’s. Boa parte das fotos foram tiradas na Vila Madalena, reduto da boemia em São Paulo, onde encontrei vários lugares que nem imaginaria que existissem. O treino acabou durando 22KM’s.
Logo abaixo algumas fotos do percurso:

Grafite na escadaria da ponte estaiada no parque do povo. Arte Urbana pelos cantos da cidade

Photo + Bike = Love (Pinheiros) Ismael Paulo Santos
Photo + Bike = Love (Pinheiros)

Vila Madalena – Até os quadros de força têm arte

Opa! Cena capturada sem querer

Pode não parecer, mas é uma ladeira que acaba com as articulações 

 Acesso a um parque vazio no meio da Vila
Inspirações do Sertão 

Seria um presente abandonado? Um carro deixado por lá? Não sei ao certo, mas a cena não fugiu da câmera

Não me pergunte onde achei esta placa, pois nunca havia passado por esta rua antes. Ladeiras, subidas e descidas o tempo todo

Par de Janelas perdidas na Vila Madalena

A cada dia a corrida proporciona oportunidades únicas de conhecer novos lugares, seja fora de sua cidade ou mesmo dentro dela. Às vezes achamos que conhecemos o lugar que moramos, e a rotina faz com que passamos sempre nos mesmos lugares, o que é um problema.

Você precisa correr por sua cidade, admirar cada detalhe, percorrer cada KM para assim entender melhor tanto o seu desempenho nos treinos em lugares, terrenos e altimetrias diferentes, como apurar o olhar à sua volta. Correr toda semana no mesmo percurso pode ser legal, mas enjoa. Corra pela sua cidade! Sempre com muita atenção aos carros e motos e cruzamentos espalhados pela cidade.

EcoRun SP 10K 2012 – A Day to remember [Post Atrasadíssimo]

Opa! Não era qualquer corrida: Essa aí foi a que começou todo o processo de Duathlon Urbano em corridas de rua!
Domingo, 6:15am. Passei na casa da Aline para irmos à mais uma prova na Cidade Universitária:A Eco Run 10K. Essa foi especial, pois tivemos a ideia de sairmos da Vila Olímpia de bike para chegar à cidade universitária. Eu até sairia de Interlagos mesmo, apesar da distância considerável para a USP (Em torno de 30KM), mas era a primeira vez que a Aline estava me acompanhando para uma prova oficial.
Chegando lá, desmontamos a bike do carro e partimos para a arena do evento. da VO (Vila Olímpia  para a Cidade Universitária (USP) são cerca de 5KM, então não dá nem pra cansar, serviu como um aquecimento mesmo.
Utilizamos o bicicletário da estação de trem, que disponibiliza uma quantidade razoável de lugares, e pudemos deixar as magrelas com tranquilidade e segurança.
Bem, agora faltava chegar no evento. A organização foi bem próxima a raia olímpica, portanto de fácil acesso para quem chegava pela Ciclovia ou áreas próximas.
Chegando lá fui recebido pela Patrícia Melendi, que cordialmente me concedeu o kit para esta prova.

O estante da TetraPak bombou nessa edição da EcoRun – Agradecimentos pela participação na prova =]

Ah, também tem aquela máquina que tira foto dos corredores e envia por e-mail. Tá certo que só fui receber quase um mês depois, mas chegou! =P

A limitação de atletas no evento por imposição da Administração da USP fez com que a organização tenha ocorrido sem problemas, com tempo hábil para retirada do Kit, preparação pré-prova, aquecimento, fotos e tudo mais. Não havia tumulto e a área de concentração estava bem aprazível.
Foi dada a largada. A Aline saiu comigo, mas eu avisei para que ela não tente acompanhar o ritmo dos corredores da largada, que frequentemente impõem um ritmo forte no início e depois acabam reduzindo no meio da prova. Este é o pior ritmo que se pode fazer em uma corrida: O regressivo. O ideal é que o ritmo seja sempre constante, ou progressivo (quando você inicia a corrida em um ritmo mais leve e vai aumentando a velocidade conforme o andamento da prova).
OPA [GANGNAM STYLE] ¬¬’ >>> Pausa para a Foto!

E lá fomos nós: a Aline nos 5K e eu nos 10K


Eu tava bem condicionado naquele dia, mas resolvi ir bem na manha, pois depois da prova tinha mais 40KM de Bike! Insano!!!
Como toda prova na USP, é impossível participar e não encontrarmos amigos pela concentração ou pela prova. E não é que o Corretor Corredor conseguiu tirar uma bela foto minha! Valeu!!!


E também encontrei o grande amigo e Blogger Eduardo Acácio:

Fechada a prova, fomos no Stand da Tetrapak e lá acabei encontrando as minhas amigas de corridas de rua Tati e Claudia.
Agora começou a terceira parte: Pedalada. Saímos da USP e fomos em direção à Vila Olímpia  para tomar um café da manhã reforçado para os próximos KM’s. Rodamos boa parte da Ciclofaixa, e de quebra ainda encontramos outros amigos que estavam pedalando. Aliás foi um dia muito especial, pois justamente nesse domingo havia sido inaugurada a ciclofaixa da avenida paulista. Da VO fomos para o Ibirapuera, onde subimos a Abílio Diniz Soares para chegar à avenida mais famosa de São Paulo (SP, claro, porque a avenida mais conhecida nos últimos meses foi a Avenida Brasil #OiOiOi). E quase no pé da Paulista, eis que surge uma ligação no celular. Era a Angélica e família que já estavam a postos no MASP, inaugurando a pedalada nessa região. Pra ficar completo, só faltava o Marcos, que costuma fazer trajetos longos com sua Speed e não pôde ir nesse dia.
O resultado foi essa linda foto abaixo, no primeiro dia de funcionamento da Faixa:

Depois da Paulista, fomos parar na Cidade Universitária, foi quando notamos que já tinhamos rodado 37KM’s, e então era hora de voltar.
Voltamos para a VO, onde finalizamos com um belo lanche da tarde e fechamos o dia com 48KM de Pedal e 10KM de corrida.
Foi um dia muito especial, pois em cada trecho reencontrei bons amigos e revi pessoas queridas. Além disso foi nessa prova que iniciei o costume de ir de Bike e fazer a prova de corrida de rua. Há muito mais lembranças e momentos, mas não cabe aqui, pois quem corre sabe que a cada prova podemos escrever um livro de sensações, que não seriam expressas somente por palavras.

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