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WORLD BIKE TOUR SÃO PAULO 2014 ADIADO PARA 02/FEV | INFORMATIVO

Alterar data de prova é a pior coisa que uma organização pode fazer. Na corrida, significa que todo o seu planejamento vai ser prejudicado por um fator externo (se bem que o WBT é um PASSEIO). Mas vamos dar um ponto pra organização da World Bike Tour, pois no comunicado que estou retransmitindo abaixo (na íntegra), eles deixam bem claro a causa do problema.

Passeio Ciclístico do aniversário de São Paulo adiado para 2 de Fevereiro

Por fatos alheios a esta organização e que provêm da retenção de uma balsa pela Capitania dos Portos no Estado do Pará e que comprometeu o transporte desde Manaus e a chegada na totalidade das 8000 bicicletas, a serem usadas para o evento em São Paulo, esta organização e os seus parceiros viram-se forçados a adiar a realização do mesmo para o próximo dia 2 de Fevereiro de 2014.

Foram vários os esforços para tentar fazer chegar as cerca de 2000 bicicletas em causa, tais como o frete de transporte por via aérea. Esgotadas todas as possibilidades e com todo o pesar desta organização, informamos todos os interessados desta situação.

Informamos ainda que toda a atividade da Feira World Bike Tour, nomeadamente a entrega dos Kits de Participação, se mantêm como o previsto eque se mantêm todas as indicações abaixo à exceção da data do passeio:

LARGADA

Acesso: Avenida Roberto Marinho
Local: Ponte Octávio Frias De Oliveira (Ponte Estaiada)
Horário: 09h00
Data: 2 de Fevereiro de 2014

Todos os participantes devem acessar a ponte estaiada pela Avenida Roberto Marinho pelas 07h00 da manhã e dirigirem-se a alça assinalada com a cor igual à da sua pulseira (Amarelo, Azul, Verde e Vermelho) e seguirem todas as indicações da organização.

PERCURSO

O novo percurso com cerca de 10 Km mantem a largada no grande marco arquitetônico da cidade, Ponte Octávio Frias de Oliveira (Ponte Estaiada), seguindo pelo contra-fluxo da pista local da Avenida de Magalhães de Castro (Marginal Pinheiros sentido Interlagos) até à Rua Itapeaçu, passando nesse trecho ao lado da Ponte Eng.º Ary Torres e sob a Ponte Cidade Jardim, entrando pela Rua Dr. José Augusto de Queiroz, acessa às Avenidas Lineu de Paula Machado, seguindo pelo contra-fluxo até à Praça Prof. Cardin, retornado pela outra pista da mesma avenida em contra-fluxo, entrando no Jokey Clube São Paulo onde será o seu termino.

SQUEEZE

Uma boa hidratação é indispensável, antes, durante e após a atividade física!

A organização do WBT e a Levorin, disponibilizou para todos os participantes um “Squeeze” (garrafa) para que seja utilizado no processo de hidratação. Higienize-o, abasteça-o de água ou com bebidas isotônicas e hidrate-se antes do passeio WBT. Durante o passeio existirão postos de reabastecimento de água criados pela Sabesp.

CHEGADA

No final do passeio World Bike Tour São Paulo 2014 no Jokey Clube, e queira voltar pedalando para acessar o local da largada na Ponte Estaiada, utilize a Ciclofaixa “trecho Sul/Oeste”. O trecho da Ciclofaixa junto ao Jockey Clube (chegada do passeio) será reaberto às12h00, podendo ser também uma excelente opção de continuar pedalando na sua nova bicicleta.

BICICLETA

O elemento mais esperado por todos os que participam neste evento é a bicicleta. Como facilmente compreenderão a operação logística para garantir a colocação de 8000 bicicletas no local de largada é complexa. Em todo o processo desde a carga, transporte e descarga é natural que algumas bicicletas fiquem desajustadas. Se ao pegar a sua bicicleta verificar que a mesma está desajustada, por favor mantenha a calma, procure um dos vários mecânicos disponíveis para que o mesmo possa proceder aos reajustes necessários. Os mecânicos estão disponíveis no local da largada e ao longo de todo o percurso. Jamais jogue a sua bicicleta no chão ou a vandalize, pois não servirá mais para si ou outra pessoa e obrigará a uma intervenção maior para que possa ser reabilitada.

TRANSPORTES PÚBLICOS

Se pretende utilizar o Metrô, jogue pelo seguro trazendo o bilhete único evitando as filas da bilheteria. Não esqueça de consultar o regulamento do Metrô, quanto ao transporte de bicicletas, em www.metro.sp.gov.br/sua-viagem/bicicleta-metro.aspx .

Para acessar a Ponte Estaiada (local de largada do passeio) as estações mais próximas são a estação do Morumbi e da Berrini. A CPTM reforçará neste dia o contingente de carros na linha 9 – Esmeralda.

A Organização do World Bike Tour São Paulo e seus Parceiros, agradecem desde já a compreensão de todos.

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Achei perdida aqui no HD

Pedalar Caloi 2012

Achei do nada aqui esse Flyer que eu tinha feito pra pedalada. Dps fui conferir essa foto e é em São Francisco, com a galera da bike fixa. Nesse tempo aí a Patrícia não era tão viciada no pedal, rs.

 

Pedal da independência [Fixed Gear Ride]

 

 

 

 

Lá num 7 de setembro de 2012, perdido pela cidade e na série: Pedais Solitários

São Paulo Fixed Gear - fixie ride

São Paulo Fixed Gear - fixie ride São Paulo Fixed Gear - fixie ride São Paulo Fixed Gear - fixie ride São Paulo Fixed Gear - fixie ride São Paulo Fixed Gear - fixie ride

São Paulo Fixed Gear - fixie ride

Pedal brutal (Fixed Gear Ride)

Usei esse nome para nomear as fotos em agosto de 2012, só depois que fui ter conhecimento sobre Audax. Aí parei de usar “Pedal Brutal”. Durante uns meses estava na pegada de pedalar nos domingos sem destino, por aí, por no mínimo 60k.

Esse 26 de Agosto foi um desses dias:

São Paulo Fixed Gear São Paulo Fixed Gear São Paulo Fixed Gear São Paulo Fixed Gear São Paulo Fixed Gear São Paulo Fixed Gear São Paulo Fixed Gear São Paulo Fixed Gear São Paulo Fixed Gear São Paulo Fixed Gear São Paulo Fixed Gear São Paulo Fixed Gear

São Paulo Night Riders (Passeio Ciclístico)

Bicicleta Dobrável - São Paulo Night Riders

Bicicleta Dobrável – São Paulo Night Riders

Se você é daqueles que sempre teve vontade de pedalar à noite, ou já pedala pelas ruas e avenidas, vai gostar do evento que vai acontecer em agosto. Aqui em São Paulo, no dia 17 de agosto, vai acontecer a 1ª Night Riders, um passeio noturno pelas ruas do centro de São Paulo.

Você não tem bike? Não se preocupe. É possível reservar um kit que contém uma bela bike dobrável, cuja marca não foi divulgada, mas está por um preço bem interessante. Um item que muita gente tem como importante e também virá no kit é o capacete, que é estilizado com as cores do evento (ainda não se sabe se poderá escolher o tamanho ou se virá em um tamanho único. Além disso, o ciclista receberá também uma medalha de conclusão do percurso e se adquirir os Kits pagos receberá os itens de acordo com o Kit escolhido.

KITS

Você não precisa adquirir o Kit para participar deste evento. Pode ir com sua bike, com a bike do Itaú que tem por aí ou qualquer outro veículo de 2 rodas não motorizado. O bacana do kit é a camiseta manga longe, a bike (se você quiser comprar, claro) e o capacete. O valor do kit com a bike está em promoção até o dia 29/06 e custa R$ 349,00. Após esta data o preço sobe R$ 399,00. Se você pesquisar pela internet, vai perceber que o valor mínimo destas bikes giram em torno dos R$ 1.300,00. Eu não posso garantir a qualidade da Bike que virá no kit, mas tudo leva a crer que cumpre a sua função de locomoção pelas ruas. Não crie muitas expectativas, se você tem dúvidas da qualidade desta bike é melhor não comprar e guardar um pouco mais de $$$ para adiquirir uma outra marca.

Você pode se inscrever a partir do site oficial do evento. Eu e meus amigos e amigas vamos tirar várias fotos nesse evento. Vai ser muito bacana!

http://nightriders.com.br

#CarnaRun ou #CarnaBike? O passeio de fixa pela cidade

Te quero fixa - LYS
Te quiero, na Vila Madalena. Vários treinos já foram realizados nestas ruas 
Esta foi a dúvida do meu carnaval. Sem ter noção do nome das escolas de ~sampa~ que nos últimos dias entupiram a TV com toda indecência e promiscuidade do nosso carnaval, resolvi sair no domingo pra fazer um treino. Foi bem light. Optei pelo #CarnaBike, pois ainda não comprei uma proteção suficientemente boa para carregar o meu novo celular em corridas, e com a bike consigo usar a mochila e fazer a pedalada na boa.

Optei pelo rolê de fixa (sempre mais emocionante), partindo do Ibira até qualquer lugar passando o mínimo possível pela ciclofaixa (hehe, tem dia q eu fico meio revolts mesmo). E um rolê de bike é sempre um bom motivo para tirar fotos. Então fui testar os freios da minha fixa com duas voltas no parque, e de lá parti pela Avenida Brasil até o final, pois quando pedalo pela cidade nunca tenho um trajeto fixo e planejado. A cidade é muito mais interessante quando se sai às ruas sem destino, conhecendo lugares que você nunca passaria ou não teria noção da beleza e existência se não estivesse treinando.
Enfim, cheguei a um lugar admirável: Vila Madalena. Nos últimos anos têm se consolidado um lugar de passagem nas minhas corridas, desde que começei a treinar com a manola e o meu sobrinho Fernando. Fizemos bons treinos nesta região, infelizmente na época o meu sobrinho Daniel estava contundido e não pôde fazer o treino conosco naquela época. Nos últimos tempos, meus treinos têm sido mais solitários, como o inverno.
Bike sem freio e ladeiras: Quer combinação melhor? Sim! Bike, Ladeiras e Streetart completam o cenário da Vila Madalena. Uma manhã de domingo costuma ser muito calma, sem movimento, poucos sinais de vida pela rua.

Beco do Batman
Beco do Batman

É como se a cidade estivesse adormecida, recuperando-se do ritmo frenético da semana. Cheguei no beco do Batman, conhecido pelos Graffitis e movimentos culturais que permeiam a região. Peguei uma subidinha sacana, e no meio dela, notei que foi o lugar onde treinamos (eu, o Fernando e a Manola) há cerca de um ano atrás.Tiramos algumas fotos naquele tempo, e hoje (com a fachada reformada) não pude deixar de registrar outra foto daquele lugar (é a primeira foto do Post).

Fotografia + StreetArt = 13!
Fixie ❤
Fotografia + StreetArt = 13!
Photo ❤
Bike + Fotografia = Muito amor
Fixie ❤
No alto da Vila Madá encontrei outros lugares com pinturas interessantes, e comecei a achar algo estranho na bike. Um elo da corrente já havia quebrado a uns 2 meses atrás, e eu havia remendado ele. Por isso estava receoso de andar com ela. Mas pela Vila não aconteceu nada, foi tudo bem.

fixie

adoniran barbosa streetart

fixie

Eis que vi pelo Google Maps que de lá eu conseguiria ir até a Praça Panamericana (Local próximo à ciclofaixa da cidade universitária), então fui me embrenhando pelas ruas até encontrar um caminho legal, com muita descida, mas legal.

Manola LYS

Registrei umas fotos do caminho, e depois de alguns minutos já estava perto do Pão de Açúcar de lá.
Fiquei alguns minutos próximo ao P1, pois achava que a Débora estava por lá. Voltei para o ibira através da Ciclofaixa cidade universitária – Vila Olímpia  Lá pelo jóquei club encontrei um outro cara de fixa, mas era uma fixa muito estranha. Multicolorida e o pior de tudo: COM FREIO! Rsrsrs. Também encontrei uma galera com speedy, e um deles me perguntou de a bike era de alumínio e qual era a relação da catraca que eu estava usando. Possivelmente ele fez esta pergunta porque eu ultrapassei eles lá no jóquei, e nos encontramos novamente por conta dos bloqueios de cruzamento que existem. Até aí tranquilo, ia atravessar a ponte para chegar ao parque do povo e blz, mas… OH WAIT! Não tinha ciclofaixa do Jóquei até a Cidade Jardim! WTF? Como não avisaram isso em algum lugar?

Eu já presentia esta alteração em virtude das reformas no entorno do parque do povo, um dia quando caminhava com o Fernando (meu sobrinho). Então o jeito é dividir o espaço com os carros mesmo. Mas domingo de manhã não havia transito. Tudo tranquilo, exceto pelos estralos na corrente que começavam a aparecer…

fixie cards, fixed gear inside at Vila Madalena

Em uma bike fixa, corrente é fundamental para a locomoção e parada. Tanto o “motor” de tração quanto o freio dela é exercido pela corrente, que faz a forma para frente, ou o movimento contrário quando você quer reduzir a velocidade. Então, se ela está com um problema, logo você também tem um problema. Eu notei os estralos na ponte que levava ao parque do povo. Logo depois, a corrente saiu. Não teve jeito: Tive que parar e colocar ela de volta. Mas notei que não era só isso. Um dos elos já estava dando sinais de que ia me deixar na mão. Já estava dentro do parque do povo.

fixie cards, fixed gear inside at Vila Madalena
Como diz o @danilopps : TWO RULES: 1.One Gear 2.No Brakes

Deste momento pra frente, fui obrigado a ir na manha. E como o tempo não insinuava chuva, resolvi levar o pedal na maciota. Assim segui até o parque do Ibirapuera novamente. Até lá a corrente caiu umas 5 vezes, mas consegui chegar ao final. Agora tenho que procurar uma bem, mas bem reforçada e arrumar pra voltar à ativa na Fixa. Nas próximas semanas, pretendo fazer meus treinos na Mountain bike mesmo.

Music On, World OFF! Bike ON, World OFF!
OFF!

 Quem sabe no próximo fim de semana rola um treino running

Primeiro Café com Pedal – Passeio de Bike na Ciclofaixa

Cartaz informativo do Café com Pedal

Aeeeeeee! Finalmente conseguimos marcar um passeio de bike “multi-uso” =)
O Café com Pedal vai ser um passeio pela ciclofaixa no próximo domingo (19/08) e terá seu ponto de partida na estação Vila Olímpia (O núcleo das vias de ciclofaixa e ciclovia aqui em São Paulo).

O Objetivo é passear pela Ciclofaixa, finalizando o passeio em uma padaria da região. Certamente iremos na Vitória Régia, que eu tomava alguns cafés da manhã por lá quando ia treinar com a Sheyla no parque do povo. Até agora Estamos em cinco participantes: Eu, Vanessa, Danilo, Débora e Angélica. Mas quem quiser acompanhar é bem vindo, e não precisa ter receio porque ninguém vai disputar prova não! É só passeio e o convite tá no facebook =] . Vem gente!

Uma pena que a Renata, viciada em café, não estará aqui no Brasil. No próximo você será presença obrigatória, hein?
O trajeto do encontro será assim:

(Ponto de encontro Inicial: Estação Vila Olímpia)
Trecho – Vila Olímpia
Trecho – Hélio Pellegrino
Trecho – Parque Ibirapuera
Trecho – Água Espraiada
(Ponto de encontro Final: Estação Vila Olímpia)

Esse vai ser o primeiro de muitos! Que venham os mais diversos e inusitados passeios de bike!

Um novo amor

A vida é sempre cheia de surpresas. Nunca sabemos quando algo pode dar certo, ou dar errado. Assim é a vida. Não o controle sobre o que pode acontecer. Resta a nós controlarmos o presente, pois o passado se foi e o futuro ainda está por vir.

Desde criança eu já praticava esportes, não com a mesma tenacidade que na vida adulta, mas não era uma criança sedentária. Sempre procurava fazer atividades ao ar livre, pois na minha época, isso era muito normal. Cresci sem telefones celulares, alguns vídeo-games (o Nitendinho e o Master System no primeiro momento, e depois o Super Nes e o Mega Drive) mas nada que nos limitasse a ir para rua e passar bons momentos em atividades recreativas.
Então, veio o início da idade adulta: Aquele mundo do corporativismo e trabalho duro e o estereótipo do sucesso contemporâneo: trabalhe muito, conquiste seus objetivos e cresça para o mundo. Trabalho e mais trabalho, faculdade, amores, e o esporte acabou ficando em segundo plano. Me lembro bem dessa época, mas naquele momento parecia tão natural deixar de fazer as coisas que eu nem me dei conta do hiato que estava se formando.
Eu tinha uma paixão, acho que desde os meus 12 anos. Foi quando ganhei minha primeira bike. Lembro até hoje quando meu pai trouxe pra mim uma Caloi Cross, daquelas com “almofadinhas” na barra e placa no guidão e tudo mais. Era uma bike muito bacana para a época. Você podia correr em qualquer lugar, e ela aguentava o tranco. Pistas que nós fazíamos em terrenos abandonados, no asfalto, na terra, em qualquer lugar. A manutenção era feita pela pessoa que vos escreve. Não precisávamos de oficina para bikes. Tudo era feito no quintal de casa ou na rua. Troca de freios, pneus, rodas, ajustes e tudo mais. E olha que tínhamos 12,14 anos!
Confesso que era meio louco nesse tempo, fazia tudo o que podia com ela: Empinar, derrapar, descer belas e grandes ladeiras e o restante das outras loucuras em manobras, como andar sem as mãos, “surfar” na bike, e correr somente com o o pneu da frente. Este é um dos motivos pelo qual nunca comprei uma moto: Minha mãe sempre tinha medo das minhas loucuras com bikes, e achava que eu faria o mesmo se pegasse uma moto.
Talvez crianças entre 12 e 16 anos nem imaginem fazer isso, mas na minha época estes eram alguns dos requisitos para sermos chamados de “Loucos”.
Um pouco depois também comecei a praticar Skateboarding, ou o SK8, para quem é do movimento. Também é um esporte muito bom, sempre gostei de esportes radicais, mas os lugares para se andar acabavam se tornando muito longínquos (para quem morasse em Interlagos) e aos poucos foi cessando a minha motivação para o skate.

Quando estava no ensino médio, passei a usar uma bike compatível com o meu tamanho (afinal, estava crescendo, né?). Foi então que encarei uma aro 26 que minha mãe havia ganho em um bingo como meio de transporte para o curso de inglês que eu estava fazendo. Isso durou 6 meses, visto que durante o curso tive um amor platônico com uma garota chamada Elaine, e depois que tudo acabou, não pude continuar o curso por conta do trabalho que havia arranjado.
Entre 2000 e  o final do ano de 2010, praticamente não realizava nenhum exercício físico além da corrida (que comecei em 2008). Foi através de uma grande amiga que o meu amor voltou a tomar forma.
Então, pelos idos de 2010, eu voltei a encarar uma bike pelas ruas de SP. Ainda um pouco desajeitado, pois não praticava há anos, mas como dizem: Você nunca se esquece como é andar de bike. Uma vez aprendida a lição, você só precisa praticar. E foi assim que aos poucos voltei a entrar nas vias com duas rodas.

2010 – Ciclovia Rio Pinheiros

Inicialmente fazíamos o perímetro mais próximo de casa, e com o tempo os passeios foram tornando-se “pedais”, passeios um pouco mais longos, mas não tão próximos como os passeios para os iniciantes. Mas a minha paixão era latente: Corrida desde 2008 era o q me fazia levantar às 5:00AM em um domingo para correr 5,10 ou 20K.
Agora, depois de quatro anos na ativa como corredor de rua, comecei a procurar novas formas de me manter em movimento. Foi aí que voltei para o meu primeiro amor: a Bike. Mas perae: não foi tão simples assim. Foi um processo de reinserção depois de uns 10 meses que me fizeram voltar a realmente praticar o ciclismo com vontade.
Antes de tudo, minha grande amiga foi o pontapé inicial que me fez voltar a andar de bike. Começamos a traçar rotas e caminhos por vários lugares: Ciclovia, Ciclofaixa, Avenida Paulista, Brooklin, Centro, Vila Olímpia, Santo Amaro e muito mais. Quando vimos já estávamos começando a fazer treinos frequentes de Duatlon, com o Marcos, que tem um background muito forte de bike e nos impulsionou para treinarmos cada vez mais. Começamos a utilizar a ciclovia e ciclofaixa aos domingos, para os treinos de bike, com parada no Parque do Ibirapuera para realizar a transição e praticarmos a corrida em sequência. Tudo no melhor horário possível: A partir das 6, 6:30 da manhã.

Parque do Ibirapuera: 6:40AM em um Domingo: Você está fazendo isso CERTO!

Como estes treinos passei a ter mais contato e notar as diferenças entre os treinos de corrida de rua e os treinos de bike. Por mais que os treinos de corrida sejam democráticos, permitindo que qualquer pessoa em boas condições físicas possa praticar, ainda existe o fator fisiológico, que é limitador para qualquer praticante desta atividade. O que isso significa? Significa que eu não posso chamar o meu vizinho para treinar uma corridinha de 20K com ele, pois nem todos possuem o condicionamento para isso. Corrida de rua é treino, condicionamento,disciplina e equilíbrio psicológico. Para alguns, um treino de 20K pode ser bem exaustivo.
Com a bike, existe a possibilidade de você percorrer maiores distâncias com um esforço bem mais moderado. Embora você precise do equipamento (a bike, óbvio), esse meio é bem democrático, permitindo que jovens, idosos, crianças e adultos possam realizar grande parte das atividades juntos.
Portanto, é mais fácil chamar os amigos para dar uma pedalada pela cidade do que fazer um treino de meia maratona =P
Então, do início do ano pra cá passei a comparecer nas vias e faixas dedicadas a esse meio de transporte nos fins de semana, intervalando com as corridas e treinos na USP (A meca dos corredores de rua).


Idéia #fixa


Pois bem, todo reencontro é cheio de histórias, novidades e novos olhares. E não é que passei a olhar a magrela com outros olhos também?
Eu peguei a mountain bike da Flávia, que está trabalhando fora do Brasil e não pode mais andar, então achou melhor vender pra mim, já que eu “alugava” o equipamento por boa parte do ano.
De mountain bike, você tem a vantagem de poder treinar em qualquer lugar, por pior que seja o piso ou pavimento onde você esteja. Mas acabava ficando difícil para acompanhar o Marcos com sua speed e andar um pouco mais rápido nos fins de semana. Foi quando eu presenciei, em um sábado na estação de metro pinheiros, um cara com uma bike extremamente fina. Mas não foi isso que me chamou a atenção (Além das cores gritantes dela), e sim dessa bike possuir somente uma marcha. Isso mesmo, não haviam outras catracas, facilidades ou complicadores. Nada de cabos de freio, passadores ou outro tipo de intervenção: Somente o quadro, os pneus, e só.

Registro da primeira #fixie em SP



De uns anos pra cá, passei a ter um comportamento muito mais objetivo com tudo, passando também a admirar o minimalismo e adotar práticas simples e diretas. Talvez isso me fez olhar para aquela bike e pensar: “É isso cara! Simple & Clean!”
Acabei nem perguntando pra ele o que era aquilo, mas como sempre, tirei uma foto e fui pesquisar sobre isso.
Foi quando me deparei com um mundo que eu não sabia que existia. O mundo das fixas.
Fixed Gears, Fixie, Fixa, Single Speed, whatever! Se você procurar sobre qualquer um desses termos vai encontrar a mesma coisa: Gente afim de simplificar a vida, e viver livre de amarras.
Comecei a entrar cada vez mais nesse mundo, e continuava a fazer meus pedais brutais aos domingos pela ciclovia, acompanhando da minha Mountain Bike (ou MTB, para os fortes, hehe).
Foi quando, coincidentemente, neste dia em que eu fiz 100K, encontrei com um ciclista com uma fixa exatamente igual a da foto que eu havia tirado no trem, e perguntei onde eu poderia comprar uma igual. Foi quando ele mencionou a tre3e, uma empresa que fabrica essas bikes fixas e e customiza conforme a sua necessidade. Entrei em contato logo na segunda feira com o Flávio, que é o proprietário da empresa para orçar uma como a da foto abaixo:

Uma dica: Se você quiser montar a sua própria bike, também pode acessar o FixieStudio.com e montar a sua



Após receber o orçamento, a criação da minha magrela foi iniciada. Realmente eu estava entrando no mundo das bikes fixas. Se você leitor tiver a oportunidade, experimente andar um dia em uma bike dessas. Você vai entender o sentido da frase: “Reaprendendo a andar”.
Ah, e o resultado foi bem próximo do que eu realmente havia pedido:

Bem, e desde uns 20 dias até agora estou reaprendendo a andar de bike, e continuo percorrendo a cidade na corrida de rua.
Já fiz o meu primeiro passeio ciclístico de bike fixa na companhia da Débora e do Danilo (que já eram bikers antes da minha volta às ruas) que aconteceu neste último domingo no centro de São Paulo. Foi na Eco Bike 2012, e pela nossa animação, muitos estão por vir. O próximo inclusive já tem data marcada: 30/09/2012 – Circuito Pedalar Caloi
Para quem deseja entender mais um pouco como é o mundo das bikes fixas, recomendo assistir antes os dois vídeos abaixo para entenderem um pouco o significado de andar com este tipo de bike:

Macaframa San Fransisco
É uma galera que costuma criar vídeos muito legais sobre a cultura fixie na califórnia, como é o dia a dia de quem anda por São Francisco e suas vias

Mash SF
Um “passeio” com Lance Armstrong pela cidade. Just for fun =)

E claro, alguns sites brazucas sobre esse tipo de bike:
http://www.tagandjuice.com.br/
http://www.tre3e.com/
http://fixedbr.wordpress.com/
http://fixasampa.wordpress.com/

E gringos:
http://mashsf.com/
http://macaframa.com/
http://blackfixie.tw/bft/

Bem, há muito mais pra ser dito sobre bikes. E com certeza será dito, pois a cada dia essa modalidade de lazer e esporte atrai mais adeptos. Ao longo desse ano vamos dividir experiências de corrida de rua e ciclismo, e espero que todos reunidos possamos incentivar outras pessoas a levar uma vida melhor e mais saudável.

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