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WORLD BIKE TOUR SÃO PAULO 2014 ADIADO PARA 02/FEV | INFORMATIVO

Alterar data de prova é a pior coisa que uma organização pode fazer. Na corrida, significa que todo o seu planejamento vai ser prejudicado por um fator externo (se bem que o WBT é um PASSEIO). Mas vamos dar um ponto pra organização da World Bike Tour, pois no comunicado que estou retransmitindo abaixo (na íntegra), eles deixam bem claro a causa do problema.

Passeio Ciclístico do aniversário de São Paulo adiado para 2 de Fevereiro

Por fatos alheios a esta organização e que provêm da retenção de uma balsa pela Capitania dos Portos no Estado do Pará e que comprometeu o transporte desde Manaus e a chegada na totalidade das 8000 bicicletas, a serem usadas para o evento em São Paulo, esta organização e os seus parceiros viram-se forçados a adiar a realização do mesmo para o próximo dia 2 de Fevereiro de 2014.

Foram vários os esforços para tentar fazer chegar as cerca de 2000 bicicletas em causa, tais como o frete de transporte por via aérea. Esgotadas todas as possibilidades e com todo o pesar desta organização, informamos todos os interessados desta situação.

Informamos ainda que toda a atividade da Feira World Bike Tour, nomeadamente a entrega dos Kits de Participação, se mantêm como o previsto eque se mantêm todas as indicações abaixo à exceção da data do passeio:

LARGADA

Acesso: Avenida Roberto Marinho
Local: Ponte Octávio Frias De Oliveira (Ponte Estaiada)
Horário: 09h00
Data: 2 de Fevereiro de 2014

Todos os participantes devem acessar a ponte estaiada pela Avenida Roberto Marinho pelas 07h00 da manhã e dirigirem-se a alça assinalada com a cor igual à da sua pulseira (Amarelo, Azul, Verde e Vermelho) e seguirem todas as indicações da organização.

PERCURSO

O novo percurso com cerca de 10 Km mantem a largada no grande marco arquitetônico da cidade, Ponte Octávio Frias de Oliveira (Ponte Estaiada), seguindo pelo contra-fluxo da pista local da Avenida de Magalhães de Castro (Marginal Pinheiros sentido Interlagos) até à Rua Itapeaçu, passando nesse trecho ao lado da Ponte Eng.º Ary Torres e sob a Ponte Cidade Jardim, entrando pela Rua Dr. José Augusto de Queiroz, acessa às Avenidas Lineu de Paula Machado, seguindo pelo contra-fluxo até à Praça Prof. Cardin, retornado pela outra pista da mesma avenida em contra-fluxo, entrando no Jokey Clube São Paulo onde será o seu termino.

SQUEEZE

Uma boa hidratação é indispensável, antes, durante e após a atividade física!

A organização do WBT e a Levorin, disponibilizou para todos os participantes um “Squeeze” (garrafa) para que seja utilizado no processo de hidratação. Higienize-o, abasteça-o de água ou com bebidas isotônicas e hidrate-se antes do passeio WBT. Durante o passeio existirão postos de reabastecimento de água criados pela Sabesp.

CHEGADA

No final do passeio World Bike Tour São Paulo 2014 no Jokey Clube, e queira voltar pedalando para acessar o local da largada na Ponte Estaiada, utilize a Ciclofaixa “trecho Sul/Oeste”. O trecho da Ciclofaixa junto ao Jockey Clube (chegada do passeio) será reaberto às12h00, podendo ser também uma excelente opção de continuar pedalando na sua nova bicicleta.

BICICLETA

O elemento mais esperado por todos os que participam neste evento é a bicicleta. Como facilmente compreenderão a operação logística para garantir a colocação de 8000 bicicletas no local de largada é complexa. Em todo o processo desde a carga, transporte e descarga é natural que algumas bicicletas fiquem desajustadas. Se ao pegar a sua bicicleta verificar que a mesma está desajustada, por favor mantenha a calma, procure um dos vários mecânicos disponíveis para que o mesmo possa proceder aos reajustes necessários. Os mecânicos estão disponíveis no local da largada e ao longo de todo o percurso. Jamais jogue a sua bicicleta no chão ou a vandalize, pois não servirá mais para si ou outra pessoa e obrigará a uma intervenção maior para que possa ser reabilitada.

TRANSPORTES PÚBLICOS

Se pretende utilizar o Metrô, jogue pelo seguro trazendo o bilhete único evitando as filas da bilheteria. Não esqueça de consultar o regulamento do Metrô, quanto ao transporte de bicicletas, em www.metro.sp.gov.br/sua-viagem/bicicleta-metro.aspx .

Para acessar a Ponte Estaiada (local de largada do passeio) as estações mais próximas são a estação do Morumbi e da Berrini. A CPTM reforçará neste dia o contingente de carros na linha 9 – Esmeralda.

A Organização do World Bike Tour São Paulo e seus Parceiros, agradecem desde já a compreensão de todos.

EcoRun SP 10K 2012 – A Day to remember [Post Atrasadíssimo]

Opa! Não era qualquer corrida: Essa aí foi a que começou todo o processo de Duathlon Urbano em corridas de rua!
Domingo, 6:15am. Passei na casa da Aline para irmos à mais uma prova na Cidade Universitária:A Eco Run 10K. Essa foi especial, pois tivemos a ideia de sairmos da Vila Olímpia de bike para chegar à cidade universitária. Eu até sairia de Interlagos mesmo, apesar da distância considerável para a USP (Em torno de 30KM), mas era a primeira vez que a Aline estava me acompanhando para uma prova oficial.
Chegando lá, desmontamos a bike do carro e partimos para a arena do evento. da VO (Vila Olímpia  para a Cidade Universitária (USP) são cerca de 5KM, então não dá nem pra cansar, serviu como um aquecimento mesmo.
Utilizamos o bicicletário da estação de trem, que disponibiliza uma quantidade razoável de lugares, e pudemos deixar as magrelas com tranquilidade e segurança.
Bem, agora faltava chegar no evento. A organização foi bem próxima a raia olímpica, portanto de fácil acesso para quem chegava pela Ciclovia ou áreas próximas.
Chegando lá fui recebido pela Patrícia Melendi, que cordialmente me concedeu o kit para esta prova.

O estante da TetraPak bombou nessa edição da EcoRun – Agradecimentos pela participação na prova =]

Ah, também tem aquela máquina que tira foto dos corredores e envia por e-mail. Tá certo que só fui receber quase um mês depois, mas chegou! =P

A limitação de atletas no evento por imposição da Administração da USP fez com que a organização tenha ocorrido sem problemas, com tempo hábil para retirada do Kit, preparação pré-prova, aquecimento, fotos e tudo mais. Não havia tumulto e a área de concentração estava bem aprazível.
Foi dada a largada. A Aline saiu comigo, mas eu avisei para que ela não tente acompanhar o ritmo dos corredores da largada, que frequentemente impõem um ritmo forte no início e depois acabam reduzindo no meio da prova. Este é o pior ritmo que se pode fazer em uma corrida: O regressivo. O ideal é que o ritmo seja sempre constante, ou progressivo (quando você inicia a corrida em um ritmo mais leve e vai aumentando a velocidade conforme o andamento da prova).
OPA [GANGNAM STYLE] ¬¬’ >>> Pausa para a Foto!

E lá fomos nós: a Aline nos 5K e eu nos 10K


Eu tava bem condicionado naquele dia, mas resolvi ir bem na manha, pois depois da prova tinha mais 40KM de Bike! Insano!!!
Como toda prova na USP, é impossível participar e não encontrarmos amigos pela concentração ou pela prova. E não é que o Corretor Corredor conseguiu tirar uma bela foto minha! Valeu!!!


E também encontrei o grande amigo e Blogger Eduardo Acácio:

Fechada a prova, fomos no Stand da Tetrapak e lá acabei encontrando as minhas amigas de corridas de rua Tati e Claudia.
Agora começou a terceira parte: Pedalada. Saímos da USP e fomos em direção à Vila Olímpia  para tomar um café da manhã reforçado para os próximos KM’s. Rodamos boa parte da Ciclofaixa, e de quebra ainda encontramos outros amigos que estavam pedalando. Aliás foi um dia muito especial, pois justamente nesse domingo havia sido inaugurada a ciclofaixa da avenida paulista. Da VO fomos para o Ibirapuera, onde subimos a Abílio Diniz Soares para chegar à avenida mais famosa de São Paulo (SP, claro, porque a avenida mais conhecida nos últimos meses foi a Avenida Brasil #OiOiOi). E quase no pé da Paulista, eis que surge uma ligação no celular. Era a Angélica e família que já estavam a postos no MASP, inaugurando a pedalada nessa região. Pra ficar completo, só faltava o Marcos, que costuma fazer trajetos longos com sua Speed e não pôde ir nesse dia.
O resultado foi essa linda foto abaixo, no primeiro dia de funcionamento da Faixa:

Depois da Paulista, fomos parar na Cidade Universitária, foi quando notamos que já tinhamos rodado 37KM’s, e então era hora de voltar.
Voltamos para a VO, onde finalizamos com um belo lanche da tarde e fechamos o dia com 48KM de Pedal e 10KM de corrida.
Foi um dia muito especial, pois em cada trecho reencontrei bons amigos e revi pessoas queridas. Além disso foi nessa prova que iniciei o costume de ir de Bike e fazer a prova de corrida de rua. Há muito mais lembranças e momentos, mas não cabe aqui, pois quem corre sabe que a cada prova podemos escrever um livro de sensações, que não seriam expressas somente por palavras.

Primeiro Café com Pedal – Passeio de Bike na Ciclofaixa (O depois)

Manhã de domingo, 4:39 a.m. Demorei a dormir com a ansiedade do evento. No dia anterior já tinha deixado tudo bem separado: cadeados, roupas, capacete, luvas e claro, as bikes (Sim, AS bikes, pois a Amanda ia usar a minha Moutain).
Eu não tenho o costume de reunir muitas pessoas para me acompanhar em passeios. Creio que ainda seja herança da minha dificuldade em socializar e também à dura rotina de sábados e domingos madrugando, onde quase ninguém acordava no mesmo horário para fazer as atividades (Corrida, ciclismo, estudo, etc.).
Por volta de 5:40 a.m. eu já estava pronto, e fui arrumar as bikes para encontrar com o pessoal.
Qual foi a minha surpresa quando cheguei às 6:45 na casa da Clau e…
… A Clau não atendia! Então pensei: Putz. Acho q vamos atrasar. Pelo Facebook, a amanda já estava aguardando há um tempinho, e também tinha achado estranho a Clau não manter contato pela manhã. A Débora e o Danilo me avisaram que iam atrasar um pouco. Então eu imaginei: Blz, como eles vão atrasar dá tempo da gente ir rapidinho e chegar uns 15 minutos depois.
Foi quando estávamos na Avenida Jornalista Roberto Marinho e já eram 7:15 =/. A Débora havia mandando um SMS dizendo q já chegou. E então pensei: Temos q chegar rapidinho lá.
Apesar de não ter transito, acabamo chegando uma meia hora atrasados, e como também precisamos desmontar as bikes, acabei chegando na estação por volta de 7:45. O início do pedal estava marcado para as 7:00 a.m…
Mas chegamos! E lá percebi uma coisa muito importante: Sempre que você fizer algo com café, faça o Café primeiro! Rsrs.
Todos estavam com fome pois o objetivo era começar às 7 horas, então nada melhor que nos reunirmos para isso. Fomos na vitória régia (Que até hoje eu considero a melhor padoca para quem está na Vila Olimpia e está andando de bike), tomamos um belo café da manhã e depois começamos o pedal.
Como a Amanda queria ir um pouco mais devagar, ela e a Claudia ficaram pelas proximidades, enquanto eu, o Danilo e a Débora fomos em direção ao parque do chuvisco e ao Ibirapuera.
Acabamos pedalando em torno de 16KM’s, na manha, e conversando sobre vários assuntos. Foi bem bacana. Chegando no Ibirapuera, fizemos uma pausa pra tomar uma água de coco e o Danilo  a Débora aproveitaram pra verem como é andar na bike fixa. Paramos perto da fonte do Ibirapuera.
Depois do passeio, hora de voltar e reencontrar com a Amanda e a Clau, que estavam na VO.

As três magrelas, de longe, descansando no parque do Ibirapuera 

Danilo & Débora, e eu no Ibira

Apesar do atraso pela manhã, pela mudança dos planos e não fazermos tanta quilometragem, o passeio foi muito bom! Eu não tinha o costume de fazer os encontros com a galera nesse modelo que foi feito, normalmente encontro com vários amigos já na corrida ou durante ela. E quando reunimos pessoas com uma intenção em comum, o clima é de muita alegria e histórias engraçadas.
Assim espero que este seja o primeiro de muitos e que façamos cada vez mais cafés com pedais.

[PS: Sorry meninas (Amanda e Clau), não tiramos fotos juntos nesse dia, foi uma pena. Na próxima vou lembrar de registrar fotograficamente =) ]

Um novo amor

A vida é sempre cheia de surpresas. Nunca sabemos quando algo pode dar certo, ou dar errado. Assim é a vida. Não o controle sobre o que pode acontecer. Resta a nós controlarmos o presente, pois o passado se foi e o futuro ainda está por vir.

Desde criança eu já praticava esportes, não com a mesma tenacidade que na vida adulta, mas não era uma criança sedentária. Sempre procurava fazer atividades ao ar livre, pois na minha época, isso era muito normal. Cresci sem telefones celulares, alguns vídeo-games (o Nitendinho e o Master System no primeiro momento, e depois o Super Nes e o Mega Drive) mas nada que nos limitasse a ir para rua e passar bons momentos em atividades recreativas.
Então, veio o início da idade adulta: Aquele mundo do corporativismo e trabalho duro e o estereótipo do sucesso contemporâneo: trabalhe muito, conquiste seus objetivos e cresça para o mundo. Trabalho e mais trabalho, faculdade, amores, e o esporte acabou ficando em segundo plano. Me lembro bem dessa época, mas naquele momento parecia tão natural deixar de fazer as coisas que eu nem me dei conta do hiato que estava se formando.
Eu tinha uma paixão, acho que desde os meus 12 anos. Foi quando ganhei minha primeira bike. Lembro até hoje quando meu pai trouxe pra mim uma Caloi Cross, daquelas com “almofadinhas” na barra e placa no guidão e tudo mais. Era uma bike muito bacana para a época. Você podia correr em qualquer lugar, e ela aguentava o tranco. Pistas que nós fazíamos em terrenos abandonados, no asfalto, na terra, em qualquer lugar. A manutenção era feita pela pessoa que vos escreve. Não precisávamos de oficina para bikes. Tudo era feito no quintal de casa ou na rua. Troca de freios, pneus, rodas, ajustes e tudo mais. E olha que tínhamos 12,14 anos!
Confesso que era meio louco nesse tempo, fazia tudo o que podia com ela: Empinar, derrapar, descer belas e grandes ladeiras e o restante das outras loucuras em manobras, como andar sem as mãos, “surfar” na bike, e correr somente com o o pneu da frente. Este é um dos motivos pelo qual nunca comprei uma moto: Minha mãe sempre tinha medo das minhas loucuras com bikes, e achava que eu faria o mesmo se pegasse uma moto.
Talvez crianças entre 12 e 16 anos nem imaginem fazer isso, mas na minha época estes eram alguns dos requisitos para sermos chamados de “Loucos”.
Um pouco depois também comecei a praticar Skateboarding, ou o SK8, para quem é do movimento. Também é um esporte muito bom, sempre gostei de esportes radicais, mas os lugares para se andar acabavam se tornando muito longínquos (para quem morasse em Interlagos) e aos poucos foi cessando a minha motivação para o skate.

Quando estava no ensino médio, passei a usar uma bike compatível com o meu tamanho (afinal, estava crescendo, né?). Foi então que encarei uma aro 26 que minha mãe havia ganho em um bingo como meio de transporte para o curso de inglês que eu estava fazendo. Isso durou 6 meses, visto que durante o curso tive um amor platônico com uma garota chamada Elaine, e depois que tudo acabou, não pude continuar o curso por conta do trabalho que havia arranjado.
Entre 2000 e  o final do ano de 2010, praticamente não realizava nenhum exercício físico além da corrida (que comecei em 2008). Foi através de uma grande amiga que o meu amor voltou a tomar forma.
Então, pelos idos de 2010, eu voltei a encarar uma bike pelas ruas de SP. Ainda um pouco desajeitado, pois não praticava há anos, mas como dizem: Você nunca se esquece como é andar de bike. Uma vez aprendida a lição, você só precisa praticar. E foi assim que aos poucos voltei a entrar nas vias com duas rodas.

2010 – Ciclovia Rio Pinheiros

Inicialmente fazíamos o perímetro mais próximo de casa, e com o tempo os passeios foram tornando-se “pedais”, passeios um pouco mais longos, mas não tão próximos como os passeios para os iniciantes. Mas a minha paixão era latente: Corrida desde 2008 era o q me fazia levantar às 5:00AM em um domingo para correr 5,10 ou 20K.
Agora, depois de quatro anos na ativa como corredor de rua, comecei a procurar novas formas de me manter em movimento. Foi aí que voltei para o meu primeiro amor: a Bike. Mas perae: não foi tão simples assim. Foi um processo de reinserção depois de uns 10 meses que me fizeram voltar a realmente praticar o ciclismo com vontade.
Antes de tudo, minha grande amiga foi o pontapé inicial que me fez voltar a andar de bike. Começamos a traçar rotas e caminhos por vários lugares: Ciclovia, Ciclofaixa, Avenida Paulista, Brooklin, Centro, Vila Olímpia, Santo Amaro e muito mais. Quando vimos já estávamos começando a fazer treinos frequentes de Duatlon, com o Marcos, que tem um background muito forte de bike e nos impulsionou para treinarmos cada vez mais. Começamos a utilizar a ciclovia e ciclofaixa aos domingos, para os treinos de bike, com parada no Parque do Ibirapuera para realizar a transição e praticarmos a corrida em sequência. Tudo no melhor horário possível: A partir das 6, 6:30 da manhã.

Parque do Ibirapuera: 6:40AM em um Domingo: Você está fazendo isso CERTO!

Como estes treinos passei a ter mais contato e notar as diferenças entre os treinos de corrida de rua e os treinos de bike. Por mais que os treinos de corrida sejam democráticos, permitindo que qualquer pessoa em boas condições físicas possa praticar, ainda existe o fator fisiológico, que é limitador para qualquer praticante desta atividade. O que isso significa? Significa que eu não posso chamar o meu vizinho para treinar uma corridinha de 20K com ele, pois nem todos possuem o condicionamento para isso. Corrida de rua é treino, condicionamento,disciplina e equilíbrio psicológico. Para alguns, um treino de 20K pode ser bem exaustivo.
Com a bike, existe a possibilidade de você percorrer maiores distâncias com um esforço bem mais moderado. Embora você precise do equipamento (a bike, óbvio), esse meio é bem democrático, permitindo que jovens, idosos, crianças e adultos possam realizar grande parte das atividades juntos.
Portanto, é mais fácil chamar os amigos para dar uma pedalada pela cidade do que fazer um treino de meia maratona =P
Então, do início do ano pra cá passei a comparecer nas vias e faixas dedicadas a esse meio de transporte nos fins de semana, intervalando com as corridas e treinos na USP (A meca dos corredores de rua).


Idéia #fixa


Pois bem, todo reencontro é cheio de histórias, novidades e novos olhares. E não é que passei a olhar a magrela com outros olhos também?
Eu peguei a mountain bike da Flávia, que está trabalhando fora do Brasil e não pode mais andar, então achou melhor vender pra mim, já que eu “alugava” o equipamento por boa parte do ano.
De mountain bike, você tem a vantagem de poder treinar em qualquer lugar, por pior que seja o piso ou pavimento onde você esteja. Mas acabava ficando difícil para acompanhar o Marcos com sua speed e andar um pouco mais rápido nos fins de semana. Foi quando eu presenciei, em um sábado na estação de metro pinheiros, um cara com uma bike extremamente fina. Mas não foi isso que me chamou a atenção (Além das cores gritantes dela), e sim dessa bike possuir somente uma marcha. Isso mesmo, não haviam outras catracas, facilidades ou complicadores. Nada de cabos de freio, passadores ou outro tipo de intervenção: Somente o quadro, os pneus, e só.

Registro da primeira #fixie em SP



De uns anos pra cá, passei a ter um comportamento muito mais objetivo com tudo, passando também a admirar o minimalismo e adotar práticas simples e diretas. Talvez isso me fez olhar para aquela bike e pensar: “É isso cara! Simple & Clean!”
Acabei nem perguntando pra ele o que era aquilo, mas como sempre, tirei uma foto e fui pesquisar sobre isso.
Foi quando me deparei com um mundo que eu não sabia que existia. O mundo das fixas.
Fixed Gears, Fixie, Fixa, Single Speed, whatever! Se você procurar sobre qualquer um desses termos vai encontrar a mesma coisa: Gente afim de simplificar a vida, e viver livre de amarras.
Comecei a entrar cada vez mais nesse mundo, e continuava a fazer meus pedais brutais aos domingos pela ciclovia, acompanhando da minha Mountain Bike (ou MTB, para os fortes, hehe).
Foi quando, coincidentemente, neste dia em que eu fiz 100K, encontrei com um ciclista com uma fixa exatamente igual a da foto que eu havia tirado no trem, e perguntei onde eu poderia comprar uma igual. Foi quando ele mencionou a tre3e, uma empresa que fabrica essas bikes fixas e e customiza conforme a sua necessidade. Entrei em contato logo na segunda feira com o Flávio, que é o proprietário da empresa para orçar uma como a da foto abaixo:

Uma dica: Se você quiser montar a sua própria bike, também pode acessar o FixieStudio.com e montar a sua



Após receber o orçamento, a criação da minha magrela foi iniciada. Realmente eu estava entrando no mundo das bikes fixas. Se você leitor tiver a oportunidade, experimente andar um dia em uma bike dessas. Você vai entender o sentido da frase: “Reaprendendo a andar”.
Ah, e o resultado foi bem próximo do que eu realmente havia pedido:

Bem, e desde uns 20 dias até agora estou reaprendendo a andar de bike, e continuo percorrendo a cidade na corrida de rua.
Já fiz o meu primeiro passeio ciclístico de bike fixa na companhia da Débora e do Danilo (que já eram bikers antes da minha volta às ruas) que aconteceu neste último domingo no centro de São Paulo. Foi na Eco Bike 2012, e pela nossa animação, muitos estão por vir. O próximo inclusive já tem data marcada: 30/09/2012 – Circuito Pedalar Caloi
Para quem deseja entender mais um pouco como é o mundo das bikes fixas, recomendo assistir antes os dois vídeos abaixo para entenderem um pouco o significado de andar com este tipo de bike:

Macaframa San Fransisco
É uma galera que costuma criar vídeos muito legais sobre a cultura fixie na califórnia, como é o dia a dia de quem anda por São Francisco e suas vias

Mash SF
Um “passeio” com Lance Armstrong pela cidade. Just for fun =)

E claro, alguns sites brazucas sobre esse tipo de bike:
http://www.tagandjuice.com.br/
http://www.tre3e.com/
http://fixedbr.wordpress.com/
http://fixasampa.wordpress.com/

E gringos:
http://mashsf.com/
http://macaframa.com/
http://blackfixie.tw/bft/

Bem, há muito mais pra ser dito sobre bikes. E com certeza será dito, pois a cada dia essa modalidade de lazer e esporte atrai mais adeptos. Ao longo desse ano vamos dividir experiências de corrida de rua e ciclismo, e espero que todos reunidos possamos incentivar outras pessoas a levar uma vida melhor e mais saudável.

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