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A cidade dos rios invisíveis [Entre Rios]

Recebi do meu sobrinho Daniel na semana passada um vídeo excelente, que vai ao encontro do que eu li na revista Pesquisa Fapesp nº214 sobre os rios de São Paulo. É triste, mas a constatação de ambos materiais elucidam o custo que a cidade está pagando pelo crescimento no século passado às custas dos interesses mercantilistas e de um pequeno grupo visionário do modelo de vida baseado no transporte rodoviário. Tive a oportunidade de assistir o documentário hoje, e nada melhor como o verão brasileiro para constatar que a natureza apenas segue o seu caminho, pois mais que o homem tente alterá-lo.

São Paulo afogou os rios. Assim começa a matéria na revista da Pesquisa Fapesp. Os rios apenas respondem ao modo pelo qual foram moldados ao longo de décadas – “do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento, mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem”, diria o dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Programas de despoluição e requalificação do rio e suas margens contam com a participação dos municípios da Grande São Paulo, empresas,ONG’s e preveem a construção de ciclovias, calcadões e parques ao longo dos 50 quilômetros de marginais e a navegação dos rios.

O mapa de 1868 registra o salto de Itapura

Para você notar como os fatos são contados conforme o interesse que lhe convém: as duas imagens representam o noroeste paulista. A primeira imagem faz menção à região como “terrenos ocupados pelos indígenas feroses” no Atlas do Império do Brasil. Já na segunda imagem, no mapa da Sociedade Promotora de Imigração de São Paulo, é retratado como “terrenos despovoados”.

O mapa de registra o noroeste de São Paulo

Segundo as duas reportagens, houve um momento em que tudo poderia mudar: se as propostas do engenheiro sanitarista Saturnino de Brito (que formulou os canais de Santos), de 1926, fossem aceitas. Segundo ele, planejava-se o alinhamento dos principais rios de modo a conciliar seus diferentes usos: transporte, lazer, pesca, abastecimento de água, controle de enchentes e produção de energia elétrica. Infelizmente os interesses econômicos, a especulação imobiliária e um tal de Prestes Maia.

Os rios apenas respondem às cidades o mesmo nível de pressão pelo qual são submetidos quando canalizados. A enchente é produto da urbanização, como aponta brilhantemente a Profª Odete Seabra. O Profº Alexandre Delijaicov também resume muito bem o interesse na época em que o curso dos rios foram alterados e a canalização realizada. O vídeo é um ótimo trabalho de conclusão de curso de alunos do Senac, de 2009 (estamos em 2014 nesse post, mas nada mudou), da turma do bacharelado em audiovisual. Mesmo que você não se interesse por planejamento urbano, geografia ou impacto ambiental, este documentário vale muito a pena para conhecer um pouco mais a formação da nossa cidade.

Quanto à matéria da revista Fapesp, seguem as referências dos projetos elaborados e o conteúdo da reportagem:

Projeto
Implementação da tecnologia de sistemas de informações geográficos (SIG) em investigações históricas (13/05444-4). Modalidade Auxílio Regular a Projeto de Pesquisa; Coordenador Luis Antonio Coelho Ferla – Unifesp; Investimento R$  51.907,60.

Artigos científicos
JORGE, Janes. Rios e saúde na cidade de São Paulo, 1890-1940História e Perspectivas. v. 25, n. 47, p. 103-24. 2012.
JORGE, Janes. São Paulo das enchentes, 1890-1940Histórica. n. 47, p. 103-24. 2012.
KANTOR, Iris. Mapas em trânsito: projeções cartográficas e processo de emancipação política do Brasil (1779-1822)Araucaria. v. 12, n. 24, p. 110-23. 2010.
CUNHA, D.G.F. et alResolução Conama 357/2005: análise espacial e temporal de não conformidades em rios e reservatórios do estado de São Paulo de acordo com seus enquadramentos (2005–2009)Engenharia Sanitária e Ambiental. v. 18, n. 2, p. 159-68. 2013.
MARTINELLI, L.A. et alLevantamento das cargas orgânicas lançadas nos rios do estado de São PauloBiota Neotropica. v. 2, n.2, p. 1-18. 2002.

Referências:

http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/12/18/entre-paredes-de-concreto/

Documentário – “ENTRE RIOS” – a urbanização de São Paulo

Athenas 16K 2013

Relato básico dos 16k percorridos na edição de 2013 da prova

#19072012 – O dia do acidente de fixa

Maldito motorista! Porque você estava na ciclovia de carro, seu idiota? E ainda não prestou atenção no fluxo? Eu tava de férias, treinando na fixa bem no meio da semana (quinta-feira) e esse idiota manobra o carro no meio da ciclovia. E para que não acontecesse algo pior, pra desviar, acabei ralando o queixo no chão por conta desse idiota! Levei três pontos no queixo, além de vários arranhões e tive que tomar a anti tetânica pra não correr o risco de infeccionar.

Obrigado seu idiota motorizado na ciclovia, nunca vou esquecer de você. FDP!Acidente na ciclovia do Rio Pinheiros Acidente na ciclovia do Rio Pinheiros Acidente na ciclovia do Rio Pinheiros Vovozinha de Aerospoke Acidente na ciclovia do Rio Pinheiros

Circuito Athenas 2014

Prova bacana na Marginal Pinheiros, em três etapas gradativas: 101621k

Circuito Athenas de Corrida de rua 2014

Corpore anuncia o calendário de corridas de rua para 2014

A Corpore, tradicional organizadora de corridas de rua em São Paulo, que já chegou a ser uma das mais importantes em São Paulo, liberou seu calendário de provas do ano de 2014. Eu já vi calendários maiores, neste ano eles publicaram somente 12 provas até o fim do ano.

Veja mais no post >>>

Primeira pedalada para o trabalho [Multimodal]

Detalhe do relógio antigo da Estação de trem de Santo Amaro

Detalhe do relógio antigo da Estação de trem de Santo Amaro

Já não é de hoje que pedalo. Eu sempre gostei, mas só parei por alguns anos da minha vida em que estava comprometido com meu futuro profissional.

Ia para o curso de bike quando tinha 16 anos. Até os 18 usava a bike como meio de transporte também, não só como lazer ou esporte.

Eis que hoje, muitos anos depois, volto a usá-la como um modal de transporte.

Eu tenho um carro, mas não acho muito inteligente usá-lo para ir e voltar para o trabalho/faculdade diariamente. Existem meios de transporte mais inteligentes para fazer isso. Como eu utilizo os trens da CPTM, consigo usar o tempo de traslado para ler, navegar ou atualizar meus projetos pessoais.

Hoje, eles pararam. GREVE. E justamente trecho que eu utilizo. Eu não tenho a menor vontade de vir trabalhar de carro. Então…

Vim de bike! Vim com meu carro até interlagos, onde tem uma das entradas da ciclovia, com meu pai para que ele levasse o carro de volta. E então de interlagos vim até a Vila Olimpia, pela ciclovia. Foram 17K em 50 Minutos. Vim mais devagar para não suar, e com a mountain bike (a minha fixa está com um barulho estranho no movimento central).

E olha que ainda vim de Cycle Chic, vestido de social para trabalhar no escritório.

Marginal pinheiros no dia da Greve da CPTM

Marginal pinheiros no dia da Greve da CPTM

Esta foto aí de cima é da hora que eu estava voltando pra casa. Mostra claramente a burrice de uma metrópole não planejada para pessoas. Como houve a greve na linha esmeralda, várias pessoas correram para seus automóveis para garantir seu conforto em meio às ruas cheias de carros vazios. Eu fiz minha parte hoje, utilizei um transporte não poluente e consegui ir e voltar sem maiores problemas. Vamos mudar essa mentalidade de que o único transporte que existe é o automóvel. Precisamos rever nossos conceitos para criar uma cidade cada vez melhor.

Athenas, os 10K (Todo dia é um bom dia quando você corre)

“Todo dia é um bom dia quando você corre”

                                                      Kevin Nelson

Marginal Pinheiros, 7:00AM, Flavia, Lux e Marcos e Eu. Estávamos a postos para mais uma prova no ano: Circuito Athenas 2012.
Eu nunca tinha participando deste circuito, mas já tinha interessa há um bom tempo, foi quando a Lux se inscreveu e convidou os demais a participarem. O Marcos e eu topamos e fomos lá buscar a medalha.
O grande receio deste dia era a chuva, pois a tarde do dia anterior estava bem nublada e chegou a chover em alguns pontos de São Paulo. Na noite que antecedeu a corrida, choveu muito, e então pensei: “Lá vem uma prova com muita água”.
Mas parece que os Deuses da corrida estavam a nosso favor: Quando chegamos apenas o chão molhado indicava que há poucas horas havia chuva naquele local. Isso contribuiu para o ótimo clima durante a prova: Tempo ameno, sem sol e com boa umidade relativa do ar.
Chegamos por volta de 6:40AM. Como todos os acessórios necessários foram entregues no dia anterior, já estávamos preparados. Com exceção do Marcos, que vinha da Moóca e acabou pegando algumas pontes interditadas para entrar na região da prova. Mas tudo correu como o esperado. A Flávia ficou como nossa support, com as nossas coisas pessoais e tudo mais (Rsrs), e então fomos à pista central da Marginal para a largada.
Eu sempre imaginei que não haveria possibilidade de largarmos na pista central da Marginal. É não é que é possível??? Neste caso, a CET fazia bloqueios de minutos em minutos para que os motoristas dessem passagem aos corredores para que pudessem ter acesso à pista. Normalmente a organização da prova constrói uma passarela (Como é o caso da Maratona de Revezamento Pão de Açúcar) para que você possa se locomover entre as pistas, mas neste caso, eu achei algo (no mínimo) pitoresco.

Largada pontual, clima perfeito e lá vamos nós nos 10K. Para quem desejava fazer um bom tempo, esta prova era perfeita: Circuito plano (uma reta de 5K para ir e outra de 5K para voltar), a organização foi bem realizada, por isso os corredores mais lentos largaram atrás e os mais rápidos tinham espaço de sobra para correr. Como o Marcos queria melhorar seu tempo, após os 5K ele foi na frente e eu e a Lucia ficamos mais atrás, para fechar a prova em 1 hora. Mantemos o ritmo progressivo e fechamos como o planejado (Com direito [A Lucia] ao encontro com a sua irmã metros antes da chegada e umas fotinhas de sua personal photographer =]
Como esperado, tanto a organização da prova quanto o evento e sua estrutura logística e operacional foram muito boas. Além disso a camiseta, com a frase “Todo dia é um bom dia quando você corre” é inspiracional.

Marcos, Lucia e Eu no meio da prova

No ano de 2012, poucas provas me deixaram tão feliz como essa. Por vários fatores: Poucas vezes conseguimos reunir o “Quarteto Fantástico” (Eu, Flávia, Marcos e Lucia [Pena que a Flávia não correu]), nosso desempenho nessa prova foi muito bom, sem diminuição de ritmo e com progressão constante. É uma prova perto de casa, assim não precisamos nos locomover tanto para fazê-la e era um circuito que há tempos tinha vontade de fazer. Por este e outros motivos o #CircuitoAthenas10K2012 vai ficar gravado em minha memória para sempre =)

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