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70% das pessoas entrevistadas em estudo gostariam de continuar no home office – Jornal da USP

Muito legal este podcast com os resultados da pesquisa realizada na USP sobre teletrabalho (ou Home Office) sobre a perspectiva dos trabalhadores brasileiros. Um dos setores em que houveram mais críticas ao modelo foi a educação, onde a relação mestre / aluno sofre maior impactos pela percepção dos resultados da pesquisa, além do risco da precarização das atividades.

70% das pessoas entrevistadas em estudo gostariam de continuar no home office – Jornal da USP
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7 dicas para aumentar a produtividade trabalhando remotamente

RemoteWorking

Hoje em dia, o trabalho remoto não é mais um sonho como era discutido em décadas anteriores. Cada vez mais a economia criativa cria postos de trabalho que não necessariamente precisam de uma presença real da pessoa que presta o serviço, e várias empresas (inclusive a que eu trabalho) vem adotando o trabalho remoto com uma forma de flexibilizar a rotina do colaborador, reduzindo a necessidade de deslocamento para o trabalho (o que numa cidade como São Paulo faz uma ENORME diferença) e permitindo trabalhar de forma mais criativa e em ambientes diversificados. Mas tudo tem o seu lado ruim: escolher ambientes com muito ruído, sem infraestrutura (internet, móveis, acessibilidade) ou de alta distração (sua casa, por exemplo) pode piorar o seu desempenho e suas entregas como profissional. Aqui vão sete dicas sobre como aumentar a produtividade quando se trabalha de forma remota. Aí vão elas:

1. Seja mais flexível com o e-mail

Você não precisa responder todos os e-mails que chegam no mesmo momento, nem ficar à espera de cada e-mail novo que aparece em sua caixa de entrada para determinar sua rotina. Tenha em mente que o e-mail é uma das ferramentas que mais distraem os trabalhadores hoje em dia, pois tudo o que chega é tratado quase que como prioridade (mesmo não sendo). A dica é escolher horários chaves para a leitura dos e-mails, e limitando as ações conforme a priorização dos temas.

2. Trabalho em equipe

Não se esqueça: você não está sozinho no mundo. Mesmo que o seu dia a dia de trabalho não envolva contato físico, você sempre está negociando prazos, preços e trabalhos com outra pessoa ou necessita formar parcerias para melhorar seu trabalho ou conseguir Jobs. O conselho aqui é sempre se comunicar com as pessoas, seja informando o status do trabalho, compartilhando uma informação relevante ou mantendo os contatos para que não sejam esquecidos.

3. Escala de trabalho

Já que você está em casa, você tem todo o direito de escolher o seu horário de trabalho, a hora em que vai começar e não importam os prazos: você irá fazer, correto? Nem sempre! O comportamento humano é de pender para o lado mais fácil das coisas, isso é inegável. Mas nem sempre o mais fácil e o correto a ser feito, portanto é importante que você escreva alguns compromissos e determine datas de início e fim para eles, bem como algumas tarefas que são “chatas”, mas que precisam ser feitas. Tente trabalhar com algumas horas dedicadas a um tema, alguns minutos de descanso e depois inicie as outras tarefas dentro dos horários que você determinou que sejam melhor para você. Você vai perceber o aumento de produtividade quando escreve algo e se compromete a fazê-lo.

4. Mantenha-se social

Muitas vezes, se não precisamos sair de casa, tendemos a viver em uma rotina de acordar-ir ao banheiro-trabalhar-ficar em casa-dormir, e isso se torna um loop que vocÊ só vai notar quando já tiver perdido contato com pessoas importante, ou estará recusando festas, eventos porque se acostumou a esse ciclo vicioso. O ideal é que você inclua em sua escala algumas atividades externas para manter o convívio com os outros, como academias, caminhadas, ida à casa de amigos, parentes, etc.

5. Seja disciplinado

Muitas distrações em casa (como família e filhos) ou fora dela (cafés, televisão) podem contribuir para a procrastinação de algumas atividades. Aqui a dica é que você determine limites para o seu trabalho, seja criando o quarto do Home Office, ou usando fones de ouvido com suas músicas preferidas para não se distrair constantemente com outros temas.

6. Exercite-se e continue

Exercício são a melhor forma de manter-se saudável e assim poder trabalhar com mais motivação. Escolha a sua atividade preferida, monte uma grade de treinamentos e faça!

7. O trabalho remoto é para você?

Você só vai perceber se o trabalho remoto é a sua cara se você começar a trabalhar desta forma e enfrentar todas as situações acima com um bom espírito. Você pode descobrir que sua produtividade é muito maior quando está em casa ou pode notar que a presença de colegas é indispensável para manter a sua motivação para o dia a dia. Mas lembre-se: tudo começa com a intenção de fazer. A ação é que irá lhe responder se o trabalho remoto é para você ou não.

Home office cresce no Brasil

“Por incrível que pareça, em dias de caos urbano, como greves e protestos, em vez de mandar os empregados trabalhar em casa, as empresas simplesmente dispensam a equipe”, diz Cristiane José, gerente de RH da Philips. “Parece incoerente, mas está ligado à falta de cultura de trabalho remoto.”

Em tempos de manifestações e caos em cidades com alta densidade populacional, parece incoerente que a cultura do home office ainda não tenha sido adotada na maioria das empresas brasileiras. É uma tendência cada vez maior no mercado Brasileiro. De acordo com a consultoria Top Employers Institute, 14% das empresas brasileiras têm programas formais de home office. Parece pouco, mas corresponde a mais do que o dobro dos 6% registrados no ano anterior (2013).

Claro, há uma série de fatores que contribuem para esse aumento. Além de uma melhora na aprovação junto aos funcionários, as empresas conseguem diminuir custos significativos ao permitir que os empregados trabalhem em casa. Tanto a energia que é gasta no escritório, quando recursos como alimentação, cafés, e utilização das áreas em comum são reduzidas com a permanência do funcionário em sua própria casa.

As companhias também ganham com o aumento da produtividade. Um levantamento da Fundação Getulio Vargas estima em 26 bilhões de reais as perdas anuais da cidade de São Paulo por causa do tempo gasto no trânsito. Neste caso, ganham os dois lados: o funcionário que não gasta um tempo precioso de sua vida se locomovendo no transito caótico das grandes cidades, e as empresas que contam com um profissional muito mais descansado e produtivo. Em alguns casos, os ganhos trazidos pelo home office são tão significativos que as empresas começam a criar funções em que trabalhar em casa seja a regra, e não a exceção — um sistema que ficou conhecido como home based.

Para evitar problemas, o ideal é que a política de home office seja formalizada, com direitos e deveres da empresa e do empregado bem definidos, e não um acordo informal entre gestores e subordinados — prática ainda comum no Brasil, mas que abre brechas para contestações. Até porque em vários casos você acaba trabalhando mais do que o número de horas que trabalharia no escritório, por estar em um ambiente confortável e não precisar enfrentar o trânsito para voltar à sua casa.

Fatores culturais também podem desestimular a adoção do sistema. Em muitas empresas, ainda impera uma maior valorização do esforço do que do resultado. Pessoas que adoram gritar e dizer que fazem e acontecem, mas que na verdade não produzem metade do que outros profissionais mais competentes.  Assim, o profissional que aparece todos os dias no escritório, chega primeiro e sai por último acaba sendo mais valorizado do que aquele que trabalha em casa — mesmo que o último seja mais produtivo e entregue mais resultados.

Para que o empregado possa produzir em casa tanto quanto no escritório, também é preciso investir em sistemas e equipamentos que facilitem a conectividade. Por parte das empresas, são necessárias políticas de trabalho remoto, trocar desktops por laptops, investir em celulares e em equipamentos para reuniões a distância (Headsets e webcams). Por parte do funcionário, existe a necessidade de uma boa conexão na residência (o que em muitos lugares ainda parece uma realidade distante) e a disciplina para trabalhar em sua casa, dividindo a vida pessoal e profissional.

A realidade é que o teletrabalho será cada vez mais uma realidade inevitável. Hoje você não depende mais de uma baia fixa e um ramal para realizar seu trabalho. As demandas são móveis, e adaptar-se a esse ambiente o quanto antes é essencial para desempenhar qualquer trabalho hoje e no futuro.

Referências:

Exame.com

Domenico de Masi – O Futuro do Trabalho

O Estado de São Paulo

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