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Primeiros vícios de 2017: livros

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Tenho procurado algumas coisas para reorganizar a vida para 2017. Não, dessa vez não houve nenhuma desilusão, problemas mais sérios ou algum dano material. São apenas ajustes, momento em que procuro ler o momento, analisar para onde estou indo e fazer as revisões de coordenadas de rota para não cair em vacilos novamente. Dentro deste processo, vira e mexe me meto dentro de um shopping, e aí reside o perigo, pois não há shopping que não tenha livraria em São Paulo, e quando entro dentro… sempre saio com alguma coisa.

Kindle,Lev? Não, obrigado! Acho que estou ficando velho, ou simplesmente trabalho com tudo praticamente no digital que quero algumas coisas táteis da vida, como livros físicos. Eles são pesados sim, alguns grandes, outros com fontes pequenas e incômodos de carregar dependendo do lugar, mas me permitem entrar no flow de concentração que nenhuma mídia digital já fez.

Este ano diversifiquei um pouco mais em comparação com a série de livros do ano anterior, que eram muito mais focados em negócios e neurociência. A safra para o primeiro semestre tem um pouco de tudo: literatura (algo difícil de eu ler), comportamento, relacionamentos, negócios (não poderia faltar, hehe) e umas histórias de frente de livraria pra vender (chamados também de Sci-fi).

Bem, vamos aos títulos:

Kanji starter 1 – Comprei porque estou estudando Japonês na Aliança Cultural Brasil Japão, e decidi fazer um reforço este ano (junto com o Chinês). É um livro pictórico, bem simples, mas que ajuda a memorizar os Kanjis. Status: Ainda não lido

Going Solo: The extraordinary rise and surprising appeal of living alone – Esse livro já estava há uns bons anos no carrinho de compras do meu carrinho na Amazon, e resolvi compra-lo esse ano para ler. A sinopse é que este livro mostra que viver sozinho não é tão melancólico como costumamos achar: em um mundo moderno onde as pessoas migram para a cidade, decidem casar mais tarde e retardam a concepção de filhos, o autor descreve como as pessoas vem convivendo e se preparando para uma vida cada vez mais stand-alone. Status: Ainda não lido.

Crash – Historinha sobre economia. O autor deve descrever os principais acontecimentos econômicos da história como se fosse uma aula pré-vestibular. Muita informalidade, exemplificação e moral da história. Resolvi comprar também para tirar um pouco da tecnicalidade dos livros que li no ano anterior, que eram baseados em pesquisas científicas, estudos acadêmicos e aplicações práticas. Status: não lido.

Mapeamento e gestão por processos (BPM) – Esse aí achei bacana porque folheando em poucos momentos vi algumas conclusões que vão agregar profissionalmente, como sugestões de desenho de processos de negócio e como administrar demandas. Muito útil para quem trabalha em um ambiente com grande volatilidade, mudanças frequentes de estratégias e reestruturação de processos. Status: não lido.

Triggers: sparking positive change and making it last – Esse livrinho aparentemente me parece uma versão gringa de um mashup de Gustavo Cerbasi com augusto cury. Não tem nada de extraordinário que me chamou a atenção nele, a não ser pelo fato de trabalhar com idéias positivas para encarar o dia a dia e desafios. Status: não lido.

Localização (ainda) é tudo – Esse parece bacaninha pois trabalha com o hábito de consumo relacionado ao contexto geográfico. Daí dá para ir a uma infinidade de aplicações: pesquisa de mercado, sistemas geográficos, economia comportamental, inteligência de mercado e comportamento do consumidor. Estou apostando umas fichas que ele é pelo menos razoável. Status: não lido.

Customer Success: how innovative companies are reducing churn and growing recurring revenue – Esse aí foi (meio) roubada. Comprei com a intenção de aprimorar meus conhecimentos sobre o controle do churn (risco de perda de receita), mas acabei entrando em um livro muito mais direcionado para negócios cujo modelo são de assinaturas e receita contínua (como SaaS, sites, etc.). Apesar da primeira broxada, é o livro que estou lendo no momento e não vou desistir, até porque tem bons exemplos de como gerenciar a jornada do cliente, ativação por diversos canais e modelos de retenção e geração de valor (MRR, LTV e CLV). Status: lendo.

Não há dia fácil – Taí um livro difícil de eu ler: tipo historinha, com relatos de situações, etc. À primeira vista fiquei na dúvida, mas o tema me chamou muito a atenção: guerra, conflito, estratégia, derrotar inimigos. Eu já tinha assistido ao filme que foi feito após o livro, então resolvi arriscar. Curti: livro bacana, com um flow estratégico e que os detalhes deixam a narrativa bem rica. Conta a história da captura do terrorista Osama Bin Laden, desde a estratégia para invadir a residência onde ele estava até o pós-operação. Status: lido

Matéria escura – Esse útil inclusive eu comprei hoje enquanto estava passeando pelo shopping. Resolvi novamente dar uma chance para essas estórias que escrevem em livros. O que me chamou a atenção foi a chamada na contra-capa:  “Você é feliz com a vida que tem?”. O livro faz comparativos sobre as escolhas e se são escolhas ou não, no melhor estilo do paradoxo de Epicuro (o paradoxo da escolha).

Galera, esse é o resumo dos primeiros livros de 2017. Esporadicamente vou postando aqui caso ache algo interessante neles a ser compartilhado.

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YELP me ajudando a sair de casa :)

Quem me conhece pessoalmente sabe que nunca fui um cara de viajar muito. Nem de curtir badalações, postar fotos em restaurantes, expor minha vida pessoal para desconhecidos. E vim assim por uns bons anos, sempre utilizando apps que não-demonstrassem-coisas-demais-da-vida-alheia. Mesmo tentando manter certa descrição, eu era fã da antiga versão do Foursquare, principalmente porque eu corria, e a cada ponto ou descoberta nova pela cidade, eu fazia questão de dar check-in para marcar por onde já andei. Também gostava muito das recomendações que os amigos e outras pessoas faziam por lá. Era uma rede social de cunho geográfico que funcionava bem: você pesquisava os locais, via as recomendações primeiramente dos seus amigos, lia outras recomendações de pessoas que já estiveram lá e decidia quais eram os bons lugares, parecia bom demais para ser verdade…

E era mesmo… o que aconteceu alguns anos atrás foi a divisão do aplicativo em dois apps: um para check-in, e outro para as recomendações. Lembro até hoje que quando houve essa cisão, muitos usuários ferrenhos do app ficaram furiosos, e começaram a criticar essa mudança. E para mim, tínhamos total razão: não faz sentido ter um app apenas para Check-in (que é uma parte da experiência do local) e outra para recomendações, etc. Tudo estava ali, em um único lugar.

Foi aí que percebi uma queda acentuada na utilização, pois hoje você só faz check-in e coloca fotos, se quiser ler recomendações tem que ir para o Foursquare (que eu não instalei desde que houve o spin-off). Então ficamos órfãos da feature mais poderosa do app.

Até que…

Em maio, conheci uma garota pela internet, e começamos a conversar bastante sobre redes sociais, marketing, aplicativos, estilo de vida, etc. Durante essas conversas, ela me mostrou um app que até o momento eu não tinha ouvido falar. Ela também era sociaholic, usava muitos aplicativos, inclusive Foursquare e o Swarm, assim como eu. Estávamos conversando sobre a dificuldade de ter que gerenciar dois apps para essas coisas, e tal, e daí ela me mostrou o Yelp, app que promove interações sociais através das recomendações de diversos locais e com a função de usar o tão querido check-in. Eu, que sou muito crítico à sugestões (não costumo baixar tudo que me recomendam), gostei da proposta do serviço.

Tive a oportunidade de ser levado por essa garota a um evento físico que o Yelp promove entre seus usuários, e foi a partir daí que fui convencido do diferencial dessa rede: diferentemente do Swarm, que não possui representação ou contato físico por aí, o Yelp me parece muito mais “próximo” das pessoas, fazendo com que você resenhe, publique ou interaja com os usuários da rede, esse tipo de dinâmica não ocorre no Swarm, que é praticamente focado para que você fale com quem está em sua rede de contatos.

O evento em que participei foi em pinheiros, e assim que cheguei, fui muito bem recebido pelos participantes. Parece que já me conheciam ou que partilhávamos do mesmo propósito. Todos foram muito simpáticos e o clima de alto astral dominava o ambiente. Neste evento, cada participante já ativo do Yelp poderia levar um novo usuário como “iniciante” na rede, onde tive que me cadastrar previamente na rede, e lá no evento fazer o meu primeiro Check-in. Achei muito legal o propósito de agregar mais usuários através do meio físico, algo que é pouco utilizado ainda.

Também gostei da proximidade entre os usuários do app, pude ver várias pessoas que realmente são muito ativas, e que na vida real estavam lá do meu lado comentando sobre diversos temas, vida, saúde, esporte, etc. Mesmo eu que fui sozinho (só conhecia a garota que me iniciou no Yelp), pude conversar com muitas pessoas durante o encontro, e olha que eu não sou das pessoas mais sociáveis que existem, rs. Outro ponto bacana aqui: a teoria dos seis graus de separação entre as pessoas não cola: aqui devem ser no máximo dois (Alguém que você conhece conhece a outra pessoa). A Vivian me apresentou a Fernanda, community manager do Yelp em São Paulo. Ela é a pessoa que cria a “cola social” entre as pessoas, promove as interações entre os membros, sugere alguns eventos e representa o Yelp por aqui. Achei demais!!! Quando é que você pode tomar uma cerveja e conversar com a pessoa que está promovendo os encontros de um app? Quase sempre nunca, mas com a Fernanda não tem tempo ruim, muito simpática, sempre acessível e sorridente o evento inteiro.

Esse modelo de negócio é muito benéfico para todos: Primeiramente, ele te ajuda a sair de casa, pois mesmo sem companhia você pode se programar e bater um papo pessoalmente com as pessoas que você vê pelo app. Depois, pela lógica, para todos se encontrarem é claro que você vai precisar de um local de encontro, que vai ser em algum estabelecimento comercial, e então o estabelecimento ganha com a visita de vários usuário qualificados e que promovem o local ou marca em seus posts e publicações, com recomendações e elogios (claro, se o lugar tiver algum ponto de melhoria também será descoberto pelas recomendações). Em terceiro e o mais importante pra mim: ele me ajuda a sair de casa, Ahahahahaha! Sério: depois que passei a utilizar o app, passei a sair do padrão de casa, Starbucks, trabalho, academia e casa. Parece coisa pouca, mas estar dentro de uma rede como essa, onde você vê que os usuários são ativos e sempre descobrem novos lugares, te faz pensar em também ser um explorador da cidade, ajudando a comunidade e também se ajudando a sair de uma rotina de lugares batidos e conhecidos. Posso falar por experiência própria sobre a transformação por que passei depois de começar a utilizar o app. Nas primeiras vezes que saímos eu me perguntava porque a Vivian usava tanto o app enquanto estávamos andando por aí, antes de escolher um lugar para comer. Pensava que era mais um “foursquare” da vida, e agora percebi que o ecossistema era diferente: havia algo a mais que chama a atenção dentro do serviço, que é fazer das experiências sociais algo realmente vivo. E agora, eu sou um desses “viciados” no Yelp, pesquisando antes de almoçar se existe algum lugar ali perto do trabalho com uma boa recomendação ou um novo negócio interessante. Ah, para que não fique a impressão de que o Yelp só serve para restaurantes, confirmo aqui que ele praticamente faz tudo o que o Swarm e o Foursquare têm, só que tudo em um lugar só! Lá você também tem recomendações de teatros, museus, parques, baladas, eventos, etc. Não é restrito à comida, e você pode colocar praticamente qualquer coisa lá dentro (Claro, não vá me fazer ele virar um Facebook da vida, rsrs). Só senti falta de postar minhas fotos nos eventos criados pelo Yelp (Hoje só está disponível pelo navegador web, não pelo app) e também de fazer check-in em eventos específicos (Um coisa que o Swarm tem, mas que também é meio fictícia, pois lá os ~eventos~ são criados como locais físicos, o que não é verdade). Como todo serviço, o Yelp está em evolução constante, e imagino que mais para frente ele deva providenciar essas facilidades para o usuário. Como eu disse, o que me chamou mais a atenção é a experiência social promovida por ele, e como podemos ajudar outras pessoas através das nossas visitas, recomendações e pontos de vista.

Olha, eu sou um cara que recomenda poucas coisas, pois só promovo algo quando realmente acredito que algo possa fazer a diferença na vida das pessoas. No meu caso, o Yelp está contribuindo para ajudar em meu momento de vida atual, minha evolução como cidadão ~usuário~ da cidade, de seus restaurantes, eventos e demais urbanidades. Pode ser que o Yelp te ajude a conhecer pessoas, fazer um círculo maior de amigos (que eu também adoraria) ou simplesmente descobrir aquele restaurante bacana na rua detrás da sua casa, que você nem sabia que existia. Enfim, há inúmeros benefícios em fazer parte de uma comunidade com estes propósitos, e que ao contrário do Trip Advisor, Foursquare, Swarm, GetGlue (que não existe mais), FoodSpotting, KeKanto e outros, o Yelp é mais focado na interação entre as pessoas. Por essas e outras te convido a fazer parte dessa comunidade, e quem sabe um dia podemos conversar pessoalmente em algum bar sobre como você conheceu essa rede?

Se alguém quiser ver por onde ando e o que estou fazendo, me adicionem por lá:

http://ismapsan.yelp.com.br

Claro, tb tem o Yelp no Face e o site oficial

Espero te ver em breve por aí!

 

 

Livros sobre comportamento, economia e neurociência

Há uns anos passei a me interessar por estes temas com maior frequência. Durante muitas horas estes são os companheiros mais fiéis do dia a dia. Através de alguns destes exemplares obtive conhecimento de coisas que levaria um bom tempo para descobrir a cerca do comportamento humano e dos movimentos de mercado. Até hoje, os livros que mais me chamaram a atenção foram os títulos abaixo:

Livro: Rápido e devagar

Livro: Rápido e devagar

Rápido e Devagar – Daniel Kahneman
O vencedor do Nobel de Economia Daniel Kahneman nos mostra as formas que controlam a nossa mente em Rápido e devagar, as duas formas de pensar: o pensamento rápido, intuitivo e emocional e o devagar, lógico e ponderado. Daniel nos mostra a capacidade do pensamento rápido, sua influência persuasiva em nossas decisões e até onde podemos ou não confiar nele. O entendimento do funcionamento dessas duas formas de pensar pode ajudar em nossas decisões pessoais e profissionais.
Livro: A lógica do consumo

Livro: A lógica do consumo

A lógica do consumo – Martin Lindstrom

Estudos revelam que é preciso menos de dois segundos e meio para que um consumidor tome a decisão de comprar. As empresas sabem que têm menos de dois segundos para atrair seus olhos, capturá-lo e torná-lo um cliente. Em A lógica do consumo, o guru do marketing Martin Lindstrom leva o leitor aos bastidores das pesquisas que explicam por que determinado produto vende e mostra como o nosso cérebro responde aos muitos estímulos da propaganda. Num texto leve, Lindstrom apresenta casos reais de estudos de neuromarketing para desfazer mitos como, por exemplo, o impacto do sexo na mente do consumidor

Livro: O poder do hábito

Livro: O poder do hábito

O poder do hábito – Charles Duhigg

Segundo o autor, a chave para se exercitar regularmente, perder peso, educar os filhos, tornar-se mais produtivo, criar empresas revolucionárias e alcançar o sucesso é entender como os hábitos funcionam. Ele procura mostrar que, ao dominar esta ciência, todos podem transformar suas empresas e suas vidas.

Livro: A geração superficial: O que a internet está fazendo com os nossos cérebros

Livro: A geração superficial: O que a internet está fazendo com os nossos cérebros

A geração superficial – Nicholas Carr

O jornalista Nicholas Carr traz de forma bem-embasada a seguinte constatação: estamos ficando mais burros, e a culpa é da internet. Temos acesso quase ilimitado a informações na grande rede, mas perdemos a capacidade de focar em apenas um assunto. A mente do internauta está caótica, poluída, impaciente e sem rumo, e Carr faz um manifesto destacando a importância da calma e do foco, faculdades esquecidas neste mundo turbulento.

Livro: O sinal e o ruído

Livro: O sinal e o ruído

O Sinal e o Ruido – Nate Silver

Ter acesso à informação nunca foi tão fácil. Apesar disso, enfrenta-se no dia a dia o desafio de saber o que é relevante em meio a um volume cada vez maior de dados. Entre as diferentes notícias, opiniões e pesquisas que chegam ao conhecimento da população, como identificar o que é útil no momento de traçar um plano, de se preparar para determinado acontecimento, de acertar uma previsão? Para o economista Nate Silver, garantir a qualidade da informação é o primeiro passo. Em ‘O sinal e o ruído’, ele examina casos de sucessos e fracassos para determinar o que os melhores previsores têm em comum em diversos campos de atividade, como ao avaliar o desempenho de um político em campanha, o estrago esperado de um furacão ou o avanço de uma epidemia perigosa. Silver demonstra que a interpretação correta de dados numéricos é essencial para a segurança e o progresso de nossa sociedade.

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