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A melhor forma de implantar ciclovias nas cidades

 Radwende - Mapa colaborativo realizado por ciclistas

Como você pode prever o melhor caminho para as ciclovias? Às vezes podem ser construídas, e seu fluxo fica aquém do planejado. São Paulo está a cada dia mais caminhando para aumentar o número de ciclovias na cidade (ciclovia = faixas dedicadas para ciclistas, enquanto ciclofaixa = faixa compartilhada [Multimodal]), e nessa implantação, como dimensionar corretamente os melhores trajetos para os ciclistas?

Simples, observando qual é o percurso mais utilizado. Mas como fazer isso se você não anda de bike, não tem pesquisa de opinião com o público ou não conhece as necessidade de cada região (tanto das pessoas que NÃO utilizam bicicletas quanto os ciclistas).

Se liguem na solução que uma cidade Alemã adotou:

A cidade de Wiesbaden foi eleita a pior cidade da Alemanha para se locomover de bicicleta, então uma agência resolver ajudar a cidade a mudar isso através de um App: o Radwende.

[ Para quem já pratica esportes já deve imaginar como foi essa ajuda. Se você não corre, continue lendo ]

Através do App, eles conseguiram mapear as necessidades dos ciclistas através do fluxo de informações do App: “Nós acreditamos em mudança, porque um monte de gente na Câmara Municipal, bem como os cidadãos,  querem que isso aconteça”, diz o fundador da agência, Michael Volkmer, que foi a força motriz por trás do projeto. “Mas é um problema da galinha e do ovo: A cidade não investe se as pessoas não utilizarem as vias, e as pessoas tem receio de utilizarem porque não é seguro. ”

Desde Maio, os ciclistas locais já alimentaram uma base de dados com 3000 percursos realizados. Desta forma tem-se os dados de quais são as rotas com maior fluxo de pessoas e, assim, pode-se mapear em quais regiões existe uma demanda maior por ciclovias.

Você pode ver um pouco do trabalho do Robô e de como o projeto foi forjado no vídeo abaixo:

A prefeitura acompanha de perto a formação dos mapas e com o tempo, pode analisar a viabilidade da implantação destas vias. Os cidadãos também ajudam a construir este mapa, atendendo aos chamados dos eventos de pedalada quando convidados, mas o mapeamento é totalmente aberto: você contribui fazendo o seu trajeto normalmente enquanto vai levar o seu filho para a escola, vai para o trabalho ou ao supermercado. Essa é a verdadeira necessidade de mapeamento do coworking realizado em Wiesbaden.

Segundo o fundador da agência, outras cidades já sinalizaram interesse em utilizar a ferramenta para buscar soluções em mobilidade. Volker explica que os governos/empresas podem criar um ambiente de gamificação para atrair novos interessados e fomentar a economia/cultura na cidade. Se você quer mais ciclovias, a prefeitura poderia fazê-las mediante uma meta em quilômetros pedalados pelos cidadãos (a cada X KM’s pedalados, 1 KM de Ciclovia seria construído) ou as Lojas podem oferecer descontos para os consumidores que vão ao estabelecimento de bike, etc.

Tá aí uma ótima iniciativa que pode pegar bem nas outras cidades. A grande questão nas metrópoles como São Paulo é que a bike ainda é tratada como um equipamento de lazer. Com o adensamento populacional e a gentrificação cada vez mais tomando conta da cidade, vai ficar cada dia mais difícil se locomover em um espaço disputado por ônibus, carros particulares, táxis e outros modais. A conscientização de que a bicicleta irá tornar-se mais uma alternativa nas grandes cidades já está começando a tomar forma, mas sem a ajuda da estrutura pública para a construção de vias decentes, torna-se cada vez lenta a mudança da mentalidade dos cidadãos.

Mais informações no site do App: https://www.radwende.de/en/

Velô, Las Magrelas & Cultura Urbana

Dentro de algumas décadas, as pessoas vão redescobrir que mais importante que se locomover rapidamente, é aproveitar o tempo para fazer da sua vida algo útil. Automóveis são legais, rápidos e convenientes. Mas você consegue perceber que há um semelhante à sua frente? Ao seu lado, quando o ultrapassa, percebe que tem alguém com a mesma expectativa de chegar no trabalho/casa são e salvo? Foi assim que iniciei a conversa com a Camila, uma das integrantes do Velô, nova grife de roupas dedicadas à ciclistas urbanos, cuja coleção foi lançada no Las Magrelas, na Vila Madalena, bairro descolado de Sampa.

Eu era um total estranho no ninho: Nunca tinha ido lá, e não sabia como iria ser recebido. Claro que eu fui de bike, pra conhecer a galera e bater um papo legal sobre mobilidade urbana e essas iniciativas bacanas.Quem me conhece sabe que não sou muito de socializar, costumo ser mais objetivo com o que procuro. Mas tava sábado de boas aqui em casa e pensei: “cara, eu podia conhecer o Las Magrelas, que já estava afim de conhecer há muito tempo, e também dar um apoio no lançamento da grife, né? Afinal tem tudo a ver com o meu outro projeto [CycleChic].

Dito e feito: Calibrei a fixa, botei na rua e fui pra Vila Madalena conhecer um pouco e também fazer um pedal sabático. O céu nublado dominava naquela tarde, mas quem pedala tá ligando pra isso? Nada!

Quando cheguei, já notei que na frente do Las Magrelas, ao invés de um único carro parado, havia uma paraciclo com capacidade para umas 20 bikes. Pronto: Já fui conquistado!

Paraciclo - Las Magrelas

 

Ainda sem conhecer direito a galera, pedi pra parar lá e deixar a bike: no problem. Fui bem recebido pela galera que tava na oficina dando um trato em outras magrelas. Ao mesmo tempo, chegavam várias minas CycleChic, e eu me segurando pra não pirar, falar com elas e tentar pegar uma foto. As minas eram lindas demais! Não necessariamente pela beleza, mas por realmente representar o espírito Cycle Chic (de lenço, saia e bota) andando pelas ruas.

Cheguei no piso superior e me apresentei lá pra galera, pois não conhecia ninguém. O pessoal foi super receptivo: de cara conheci a Talita Noguchi, a Aline Cavalcante e a Laura Sobenes: Todas gente finíssimas! Conversamos sobre mobilidade, sobre cycle chic, documentários e sobre o coquetel das meninas do Velô. Aproveitei para tirar umas fotos da coleção que elas desenvolveram, que foi uma das razões que me motivou a sair de pedal de Interlagos até a Vila Madá.

Grife de Roupas Velô no Las Magrelas Grife de Roupas Velô no Las Magrelas Grife de Roupas Velô no Las Magrelas Grife de Roupas Velô no Las Magrelas Grife de Roupas Velô no Las Magrelas Grife de Roupas Velô no Las Magrelas Grife de Roupas Velô no Las Magrelas

Para quem não conhece, recomendo muito! É um ambiente super bacana, um espaço criativo e um lugar que pode render um bom papo e incitar sua criatividade, além dos lanches e das brejas que a galera vende por lá.

 

Las Magrelas: https://www.facebook.com/LasMagrelas?fref=photo

OGangorra: https://www.facebook.com/oGangorra

 

Las Magrelas – Bar e Bicicletaria e oGangorra
R. Mourato Coelho, 1344 – Vila Madalena

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