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SP precisa desostentar

O post do Bruno Paes no Blog do Estadão de ontem demonstra perfeitamente a nova relação que os cidadãos passam a ter com as cidades. Aos poucos estamos deixando de ver São Paulo como vias-asfaltadas-para-chegar-mais-rápido-no-trabalho, para vê-la como uma cidade feita para pessoas.

Por anos, a fórmula ir de carro ao trabalho, trabalhar, almoçar perto, voltar ao trabalho e voltar do trabalho de carro começa a te colocar em uma bolha da vida que você só toma conta (se tomar) depois de muitos anos.

A relação de uma cidade em que o trajeto lhe abre os olhos para os problemas que vão além dos seus problemas familiares/dos vizinhos/dos amigos, impõe uma dinâmica diferente para os cidadãos: eles passam agora a cobrar por uma cidade melhor, não só para o seu círculo de relacionamentos, mas também para as pessoas que utilizam o mesmo flow que você.

Vale a pena dar uma lida .

A melhor forma de implantar ciclovias nas cidades

 Radwende - Mapa colaborativo realizado por ciclistas

Como você pode prever o melhor caminho para as ciclovias? Às vezes podem ser construídas, e seu fluxo fica aquém do planejado. São Paulo está a cada dia mais caminhando para aumentar o número de ciclovias na cidade (ciclovia = faixas dedicadas para ciclistas, enquanto ciclofaixa = faixa compartilhada [Multimodal]), e nessa implantação, como dimensionar corretamente os melhores trajetos para os ciclistas?

Simples, observando qual é o percurso mais utilizado. Mas como fazer isso se você não anda de bike, não tem pesquisa de opinião com o público ou não conhece as necessidade de cada região (tanto das pessoas que NÃO utilizam bicicletas quanto os ciclistas).

Se liguem na solução que uma cidade Alemã adotou:

A cidade de Wiesbaden foi eleita a pior cidade da Alemanha para se locomover de bicicleta, então uma agência resolver ajudar a cidade a mudar isso através de um App: o Radwende.

[ Para quem já pratica esportes já deve imaginar como foi essa ajuda. Se você não corre, continue lendo ]

Através do App, eles conseguiram mapear as necessidades dos ciclistas através do fluxo de informações do App: “Nós acreditamos em mudança, porque um monte de gente na Câmara Municipal, bem como os cidadãos,  querem que isso aconteça”, diz o fundador da agência, Michael Volkmer, que foi a força motriz por trás do projeto. “Mas é um problema da galinha e do ovo: A cidade não investe se as pessoas não utilizarem as vias, e as pessoas tem receio de utilizarem porque não é seguro. ”

Desde Maio, os ciclistas locais já alimentaram uma base de dados com 3000 percursos realizados. Desta forma tem-se os dados de quais são as rotas com maior fluxo de pessoas e, assim, pode-se mapear em quais regiões existe uma demanda maior por ciclovias.

Você pode ver um pouco do trabalho do Robô e de como o projeto foi forjado no vídeo abaixo:

A prefeitura acompanha de perto a formação dos mapas e com o tempo, pode analisar a viabilidade da implantação destas vias. Os cidadãos também ajudam a construir este mapa, atendendo aos chamados dos eventos de pedalada quando convidados, mas o mapeamento é totalmente aberto: você contribui fazendo o seu trajeto normalmente enquanto vai levar o seu filho para a escola, vai para o trabalho ou ao supermercado. Essa é a verdadeira necessidade de mapeamento do coworking realizado em Wiesbaden.

Segundo o fundador da agência, outras cidades já sinalizaram interesse em utilizar a ferramenta para buscar soluções em mobilidade. Volker explica que os governos/empresas podem criar um ambiente de gamificação para atrair novos interessados e fomentar a economia/cultura na cidade. Se você quer mais ciclovias, a prefeitura poderia fazê-las mediante uma meta em quilômetros pedalados pelos cidadãos (a cada X KM’s pedalados, 1 KM de Ciclovia seria construído) ou as Lojas podem oferecer descontos para os consumidores que vão ao estabelecimento de bike, etc.

Tá aí uma ótima iniciativa que pode pegar bem nas outras cidades. A grande questão nas metrópoles como São Paulo é que a bike ainda é tratada como um equipamento de lazer. Com o adensamento populacional e a gentrificação cada vez mais tomando conta da cidade, vai ficar cada dia mais difícil se locomover em um espaço disputado por ônibus, carros particulares, táxis e outros modais. A conscientização de que a bicicleta irá tornar-se mais uma alternativa nas grandes cidades já está começando a tomar forma, mas sem a ajuda da estrutura pública para a construção de vias decentes, torna-se cada vez lenta a mudança da mentalidade dos cidadãos.

Mais informações no site do App: https://www.radwende.de/en/

Vestígios da nova Ciclovia da Marginal Pinheiros

Ao que tudo indica as fotos abaixo são indícios do novo trecho da Ciclovia da Marginal do Rio Pinheiros. No último domingo estava indo com o meu sobrinho e a esposa dele para o parque Alfredo Volpi quando essa estrada pavimentada me chamou a atenção. É justamente nesse trecho que seriam realizadas as obras para a ampliação da Ciclovia, que teve parte do trecho interditado depois da Vila Olimpia. Assim, parte da construção foi iniciada do outro lado do Rio, e a proposta é que façam uma ponte para ligar os dois lados da Ciclovia. Esperamos que as obras sejam finalizadas rapidamente, mas bem feitas também.

Construção do novo trecho da ciclovia do rio Pinheiros, próxima à Usina da Traição (Cidade Jardim/Vila Olímpia)

Construção do novo trecho da ciclovia do rio Pinheiros, próxima à Usina da Traição (Cidade Jardim/Vila Olímpia)

Construção do novo trecho da ciclovia do rio Pinheiros, próxima à Usina da Traição (Cidade Jardim/Vila Olímpia)

Construção do novo trecho da ciclovia do rio Pinheiros, próxima à Usina da Traição (Cidade Jardim/Vila Olímpia)

Construção do novo trecho da ciclovia do rio Pinheiros, próxima à Usina da Traição (Cidade Jardim/Vila Olímpia)

Construção do novo trecho da ciclovia do rio Pinheiros, próxima à Usina da Traição (Cidade Jardim/Vila Olímpia)

Construção do novo trecho da ciclovia do rio Pinheiros, próxima à Usina da Traição (Cidade Jardim/Vila Olímpia)

#19072012 – O dia do acidente de fixa

Maldito motorista! Porque você estava na ciclovia de carro, seu idiota? E ainda não prestou atenção no fluxo? Eu tava de férias, treinando na fixa bem no meio da semana (quinta-feira) e esse idiota manobra o carro no meio da ciclovia. E para que não acontecesse algo pior, pra desviar, acabei ralando o queixo no chão por conta desse idiota! Levei três pontos no queixo, além de vários arranhões e tive que tomar a anti tetânica pra não correr o risco de infeccionar.

Obrigado seu idiota motorizado na ciclovia, nunca vou esquecer de você. FDP!Acidente na ciclovia do Rio Pinheiros Acidente na ciclovia do Rio Pinheiros Acidente na ciclovia do Rio Pinheiros Vovozinha de Aerospoke Acidente na ciclovia do Rio Pinheiros

#23092012 – Outro pedal brutal

Seguindo sozinho e registrando as artes urbanas de SP, sigo no pedal de fixa. Nesse dia encontrei com o Danilo, que tinha acabado de pegar uma speed e aproveitou pra treinar na Ciclovia. Pela manhã fiz uma parte do Ibira, Vila Madalena, Memorial da AL, Pacaembu e sei lá mais o quê!

São Paulo Fixed Gear - Fixie Ride São Paulo Fixed Gear - Fixie Ride São Paulo Fixed Gear - Fixie Ride São Paulo Fixed Gear - Fixie Ride São Paulo Fixed Gear - Fixie Ride São Paulo Fixed Gear - Fixie Ride São Paulo Fixed Gear - Fixie Ride São Paulo Fixed Gear - Fixie Ride São Paulo Fixed Gear - Fixie Ride São Paulo Fixed Gear - Fixie Ride São Paulo Fixed Gear - Fixie Ride São Paulo Fixed Gear - Fixie Ride

Adaptando-se à fixa

Adaptando-se à fixa

Isso não foi nada! Hehehehehe, eu tava só começando a andar na magrela. Comprei um suporte para o smartphone (no guidão), mas é claro que não deu certo. O asfalto irregular fazia com que a bike trepidasse demais. Com o tempo fui aprendendo que sangue, tombos e carregar o mínimo de coisas consigo são as coisas mais normais da vida

Ciclofaixa Paulista e seus usuários: As 10 Gafes mais cometidas

É preciso que as pessoas entendam o nome Ciclofaixa de Lazer na cidade de São Paulo: Lazer está ligado à recreação, entreter-se. A origem etimológica remete ao latim licere, que significa “ser lícito”, permitido.

Acontece que a ciclofaixa é compartilhada por toda a população, que tem maneiras de andar e ritmos distintos. Sendo assim, o certo é que tenhamos um pouco mais de paciência e passemos a compartilhar a via com outras pessoas com ritmos totalmente diferente dos nossos. Não é um lugar para treinos intensos, com gente que quer correr a 50KM/h e fica irritado quando uma família pedala tranquilamente pela vida, mas também não vale essa família andar vagarosamente ocupando toda a faixa lateral da via, como se não houvessem pessoas atrás delas que querem pedalar um pouco mais rápido.

Pensando nisso, o site do IG criou o “Manual da Boa Convivência na ciclofaixa”, que foi elaborados com a ajuda de alguns ciclistas e cicloativistas. Pensei um pouco mais nas dicas abaixo e veja se você não cometeu alguma delas ao menos uma vez, e quem sabe pode ajudar a manter o bom convívio e o lazer a todos na ciclofaixa.

A matéria foi elaborada pela Carolina Garcia, do portal IG São Paulo. Infelizmente não consegui encontrar o autor dos desenhos abaixo, muito bem feitos!

1º Ciclistas experientes que não têm paciência com os iniciantes

Quem nunca viu um ciclista todo “uniformizado” correndo à toda velocidade e gritando “esquerda” para quem estava na frente? Pois é meu amigo, nem todos vem o espaço como uma área de lazer. O certo é que todos encarem as ciclofaixas como espaços de lazer, e não de esporte intenso

Ciclofaixa - Ciclistas experientes que não têm paciência com os iniciantes

Ciclofaixa – Ciclistas experientes que não têm paciência com os iniciantes

2º Realizar ultrapassagens agressivas e perigosas

Não há uma regra clara, o ideal aqui é que sinalize e diminua a velocidade quando estiver perto do ciclista mais lento

3º Família e amigos que decidem pedalar lado a lado para bater papo

Isso é bem irritante…

Ciclofaixa - Família e amigos que decidem pedalar lado a lado para bater papo

Ciclofaixa – Família e amigos que decidem pedalar lado a lado para bater papo

Uma família ocupa toda a faixa dos ciclistas e fica a passos bem lento conversando. O bom senso é que liberem a passagem dos que estão atrás para facilitar o fluxo. Conversar é legal, mas lembre-se que sempre tem gente atrás de você que não está afim de ouvir o que você está falando, seja consciente e dê passagem a ele.

4º Levar crianças muito pequenas para pedalar entre os grandes

Crianças muito pequenas não tem noção do espaço, e muito menos do convívio com ciclistas mai velhos. Portanto são os pais que devem ficar por perto e assegurar-se que a criança esteja pedalando seguramente e sem causar riscos à ela mesma e a outros ciclistas. Pai, seja você um “guarda-costas”.

Ciclofaixa  - Levar crianças muito pequenas para pedalar entre os grandes

Ciclofaixa – Levar crianças muito pequenas para pedalar entre os grandes

5º Andar na contramão e praticar outras modalidades de esporte

Eu venho batendo nesta tecla desde que comecei a andar de bike pela ciclofaixa: Sou corredor de rua também e não acredito como um corredor tem a cara de pau de treinar na ciclofaixa de lazer! Este é um local dedicado para bikes, não para corredores, pessoas de patins ou skate ou pranchas de snowboard! Os autores do Guia dizem que todos os esportistas são bem vindos. Eu discordo, mas se você concorda com eles, é bom deixar o fluxo livre e dar passagem para os que estão atrás também.

Ciclofaixa - Andar na contramão e praticar outras modalidades de esporte
Ciclofaixa – Andar na contramão e praticar outras modalidades de esporte

6º Usar fones de ouvido

Isso é um problema: eu sempre uso fones de ouvido, rs. Mas uso em um volume bem mais baixo quando estou na faixa, justamente por saber que tem gente na frente e gente atrás quem também está no transito comigo. Por favor, nada e phones Skull ou Beats by Dre que te isolam do mundo! Rsrsrs 

7º Parar ‘do nada’ para esperar o amigo, atender o celular ou manusear o MP3

É como no transito de automóveis: você está em constante movimento, e as outras pessoas também. Tome mai cuidado ao parar, sempre imaginando que alguém possa estar bem atrás de você e talvez não use freio (assim como eu). Sinalizar antecipadamente que vai parar também é uma boa conduta.

8º Não respeitar a sinalização (cones e placas dos voluntários) ou deixar o espaço

Isso é golpe baixo: Se você está no transito, você É O TRÂNSITO! Quanta gente eu vejo não respeitar os monitores das faixas, que passam calor e frio e estão ali para ajudar os ciclistas. Passam de bike mesmo com os colaboradores sinalizando que está fechado. Se você não respeita a sinalização da ciclofaixa, saia dela!

9º Não respeitar os pedestres

Vale lembrar que o ciclista não é o elo mais fraco da cadeira: O mais indefeso é o pedestre. Portanto, ao avançar a bandeira, como citado no desvio de conduta anterior, o ciclista também bloqueia e o ocupa o espaço correto para se realizar uma travessia. “É respeitando o espaço do outro que conquista o respeito para o seu espaço”, disse o estudante Daniel Lima, de 19 anos, que pedala apenas aos finais de semana.

10º Usar de skates motorizados e bicicletas elétricas

Dividir espaço como motor não é legal. Nem todos tem o mesmo preparo para se desviar dos perigos.

Aumento da malha Cicloviária e ônibus 24 horas em São Paulo

Fecomercio - Mobilidade UrbanaNão é de hoje que estas duas coisas são demandas dos paulistanos. Há anos, sendo em protestos, requisições, matérias sobre transporte urbano e intervenções urbanas, frequentemente requisitamos o aumento das vias exclusivas para bicicletas e a ampliação do transporte urbano pela malha urbana (Ônibus, trem ou metrô) para 24 horas (Quem nunca deixou de ficar até mais tarde em uma festa legal ou não teve que esperar até às 4:30 para voltar pra casa?).

No evento que ocorreu em 11 de junho de 2013 na Fecomercio, a diretora de Transporte e Planejamento da Secretaria Municipal de Transportes, Ana Odila de Paiva Souza, já sinalizou que há um estudo da SP Trans para a virada na madrugada dos transportes públicos.

Mas para que isso ocorra, é necessário um profundo estudo e análise das variáveis do ambiente e necessidade, como estruturação da frota, organização, flexibilidade dos trajetos, espaço exclusivo (como os corredores), gestão operacional, caminhos desobstruídos, regularidade e confiabilidade. Como sabemos, as madrugadas paulistanas não são das mais amigáveis.

O trecho que eu fiquei muito interessado nestas propostas:

“Uma das propostas é construir 460 km de corredores de ônibus para os próximos 12 anos, sendo os primeiros 150 km até 2016. Paralelo ao trajeto, estão previstas ciclovias, que contarão com bicicletários nos novos terminais. Ainda em 2013, 60 km de sistema cicloviário, com ciclovia, ciclofaixa e ciclorrota, serão implantados em São Paulo, sendo 17km no Jardim Brasil, 31 km no Jardim Helena e 12 km no Grajaú.”

Então, pelo que foi discutido no evento, a malha cicloviária pretende ser ampliada em 60KM’s. Isto é muito bom! Claro que estamos abaixo de outros estados ou capitais mundiais, mas o efeito “Cycle” já mostra o seu poder em ser incluído nas políticas de mobilidade urbana na maior cidade do Brasil (E lembro a você que até algumas décadas atrás o carro dominava como meio de transporte preferido pelos paulistanos).

Os compromissos foram cumpridos?

Cycle Chic - A prática do esporte aliada à utilidade

Cycle Chic – A prática do esporte aliada à utilidade

Não. O plano diretor de 2004 da capital paulista previa uma infraestrutura de 367 km para bicicleta até 2012, os quais não foram construídos, mas são tema de um novo plano em debate.

Para Jorge Duarte,  presidente do Conselho de Desenvolvimento Local da FecomercioSP, só um conjunto de soluções poderá equilibrar as atuais condições de mobilidade urbana em São Paulo. Sim, pois não há como focar toda a solução de uma metrópole em um único modal de transporte.

“Há um desafio muito grande de gestão do poder público em como integrar os planos de desenvolvimento dos modais e como discutir uma visão de futuro para a cidade que possa dar um sentido para as diferentes ideias e não fique uma colcha de retalhos”, disse Duarte. Por isso é cada vez mais importante a participação e atividade das pessoas que defendem os diversos tipos de transporte. Quanto mais você demonstrar a necessidade das várias formas de se locomover pela cidade, melhor.

Sou usuário de vários modais: Carro, Bicicleta, Trem e Metrô. O que menos tenho vontade de utilizar é o automóvel, pois não acho uma solução inteligente para se locomover pela cidade. Para distâncias curtas prefiro a bicicleta e para transporte pelo centro da Capital, acho o metrô o meio mais inteligente de se locomover. Espero que uma dia todos nós possamos intercalar os vários modais de forma mais inteligente e racional.

Primeira pedalada para o trabalho [Multimodal]

Detalhe do relógio antigo da Estação de trem de Santo Amaro

Detalhe do relógio antigo da Estação de trem de Santo Amaro

Já não é de hoje que pedalo. Eu sempre gostei, mas só parei por alguns anos da minha vida em que estava comprometido com meu futuro profissional.

Ia para o curso de bike quando tinha 16 anos. Até os 18 usava a bike como meio de transporte também, não só como lazer ou esporte.

Eis que hoje, muitos anos depois, volto a usá-la como um modal de transporte.

Eu tenho um carro, mas não acho muito inteligente usá-lo para ir e voltar para o trabalho/faculdade diariamente. Existem meios de transporte mais inteligentes para fazer isso. Como eu utilizo os trens da CPTM, consigo usar o tempo de traslado para ler, navegar ou atualizar meus projetos pessoais.

Hoje, eles pararam. GREVE. E justamente trecho que eu utilizo. Eu não tenho a menor vontade de vir trabalhar de carro. Então…

Vim de bike! Vim com meu carro até interlagos, onde tem uma das entradas da ciclovia, com meu pai para que ele levasse o carro de volta. E então de interlagos vim até a Vila Olimpia, pela ciclovia. Foram 17K em 50 Minutos. Vim mais devagar para não suar, e com a mountain bike (a minha fixa está com um barulho estranho no movimento central).

E olha que ainda vim de Cycle Chic, vestido de social para trabalhar no escritório.

Marginal pinheiros no dia da Greve da CPTM

Marginal pinheiros no dia da Greve da CPTM

Esta foto aí de cima é da hora que eu estava voltando pra casa. Mostra claramente a burrice de uma metrópole não planejada para pessoas. Como houve a greve na linha esmeralda, várias pessoas correram para seus automóveis para garantir seu conforto em meio às ruas cheias de carros vazios. Eu fiz minha parte hoje, utilizei um transporte não poluente e consegui ir e voltar sem maiores problemas. Vamos mudar essa mentalidade de que o único transporte que existe é o automóvel. Precisamos rever nossos conceitos para criar uma cidade cada vez melhor.

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