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DataLab Serasa Experian

Fui convidado pela Serasa Experian para participar do open house realizado no dia 07/11 do novo lançamento deles: o DataLab Serasa Experian. O DataLab fica localizado na Vila Olímpia, na Zona Sul de São Paulo, e conta com um time de cientistas de dados, engenheiros de software, programadores entre outros diversos profissionais. Com essa proposta de inovação, os profissionais terão foco na criação de soluções com base nas tecnologias de Analytics, Big Data e Inteligência Artificial, focada na análise do uso de novas fontes de dados, combinado com algoritmos de inteligência artificial e a aplicação de técnicas tradicionais ou inovadoras. O objetivo da unidade é resolver desafios complexos.
Quando necessário, além do desafio de pesquisa aplicada, o DataLab também realiza o trabalho de ida e avaliação de mercado para o serviço ou produto criado, operando como uma startup junto a consumidores e empresas.

Esse é o primeiro DataLab da empresa na américa latina (trabalhando em conjunto com as unidades de San Diego e Londres), além de todas as unidades de negócio e serviços da Serasa Experian. Entre os produtos e serviços do projeto está o Sinergy, escritório de coworking, que agora está ampliado, e o RWA (Real World Analytics), uma plataforma criada com base em dados de geolocalização para entender melhor o comportamento dos consumidores dentro e fora do comércio.

https://www.serasaexperian.com.br/datalabs/

Algumas fotos do evento:

 

 

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Conferência da Tableau, São Paulo em Foco

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No dia 04/11 tive a oportunidade de participar da conferência da Tableau, realizada em São Paulo.

Para quem não conhece, o Tableau é uma solução de Business Intelligence que auxilia várias empresas na tomada de decisão, ao explorar as informações a partir de visualizações rápidas e dinâmicas. Começei a ter contato com essa ferramenta em 2013, quando estava iniciando na área de Business Intelligence (Inteligência de Mercado) e passei a pesquisar sobre novas formas de explorar conteúdo empresarial que não fosse o Microsoft Excel. Praticamente toda empresa em algum momento de sua vida necessita olhar suas realizações, e planejar o futuro. Isso é o básico da Administração de qualquer negócio. A partir dos dados do passado, podemos ter a ideia do que fazemos, o quão consistente somos e para onde queremos ir. Os registros e históricos de venda são esta fonte de conhecimento que nos permite planejar o futuro, através de análises temporais, qualitativas e com os indicadores certos, podemos achar as respostas para o crescimento do negócio nos próximos anos.

Hoje, grande parte destes dados são disponibilizadas através de softwares empresariais, como o SAP, Oracle, etc. O grande problema para a maioria dos tomadores de decisão é que nem sempre os relatórios destas soluções empresariais são feitos para os decisores. Compostos de milhares de linhas e critérios técnicos, muito do conteúdo que existe dentro destas ferramentas não são utilizados para uma compreensão da situação atual para uma tomada de decisão. E é neste contexto que o Microsoft Excel tem crescido enormemente nos últimos anos. Granças a sua facilidade de se montar informações a partir de dados extraídos destes programas, conseguimos montar nossas próprias análises e gráficos para facilitar a gestão da informação.

Mas nos últimos anos, um problema tem atingido cada vez mais os usuários do Excel: o volume de informação nos últimos anos tem crescido enormemente, não apenas por conta do número de transações existentes, mas também por conta dos detalhes intrínsecos em cada venda realizada. E como gerencia informações quando a sua ferramenta (o Excel, no caso), suporta apenas 1 milhão de registros por aba? Ir para o Microsoft Access? E se eu te disser que o limite de tamanho do arquivo é de 2GB (Caso você tenha mais de 5 milhões de registros, isso se torna um problema para você)? É neste contexto que o Tableau caiu como uma luva para vários profissionais de Business Intelligence.

Este software atual como um meio termo entre o Access e o Excel: Ele trabalhar com o conceito de bancos de dados, tratando as informações como blocos, mas as saídas destas informações possuem riquezas gráficas incríveis, assim como os gráficos do Excel.

Quando compareci à palestra, no dia, tive até receio de ser um dos poucos profissionais que compareceriam ao evento, visto que eu não conhecia ninguém que trabalhasse com essa ferramenta. Mas logo na recepção, percebi que eu estava bem enganado:

IMG_7016.JPGFoto do Welcome Coffee da Tableau, em São Paulo

Logo na abertura, o vice presidente da Tabelau na América Latina, Miguel Nhuch, discussou sobre a evolução do conhecimento e os desafios das empresas em gerenciar conteúdo, desde a idade média, com exemplos de análises sobre o céu e as estrelas, até os dias de hoje, onde temos ferramentas e um volume imenso de dados para filtrar e gerar conhecimento:

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Depois, tivemos uma ótima palestra do Ted Wasserman, Gerente de Produto que nos mostrou um incrível conhecimento técnico sobre ferramentas e interfaces, e deu sua colaboração ao prever como as análises serão distribuídas em um futuro próximo, onde a mobilidade será cada vez mais frequente:

IMG_7023Ted Wasserman na Palestra da Tableau em São Paulo

Após a abertura, deu-se início à rodada de palestras e treinamentos que duraram o dia todo. Eu optei por participar das palestras das empresas que foram convidadas a expor como o Tableau contribuiu para o gerenciamento das informações. O primeiro palestrante foi o Luciano Oliveira, Diretor de Indicadores do Negócio da Net. De forma muito objetiva, ele demonstrou as dificuldades de se trabalhar com várias bases de clientes de serviços diferentes e unificá-las para criar visões aderentes ao negócio. Uma de suas frases marcantes foi que “O negócios que driva (orienta) TI, e não TI que driva o negócio”.

IMG_7037Luciano Oliveira, da Net, Explicando sobre seu projeto

Sua gestão e escolha pela ferramenta da Tableau, que nos primeiros meses ele próprio teve que comprar a licença para começar a utilizar, mostrou que estava no caminho certo para materializar as coisas mais rapidamente. Ele mesmo disse que não conhecia muito de ferramentas, mas ele sabia pedir. Este é um dos princípios do Tableau: você não precisa ser um Jedi do Excel para utilizá-lo, mas precisa saber o que você quer da ferramenta para extrair algo valioso de lá.

A segunda palestrante que eu assisti foi a Daniele Santos, da Phillips, que mostrou um problema muito similar ao que eu passo na empresa que trabalho: o problema com a comunicação/gestão de informações de filiais de diferentes países e o que ela fez para melhorar a qualidade.

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Daniele apresentou o Tableau como “única fonte de dados” no sentido de que todas as áreas da empresa e os tomadores de decisão pudessem recorrer a uma única fonte para os dados oficiais, pois sabemos que várias empresas possuem mais de um lugar para se obter uma determinada informação, e ocorre com frequência de um gestor de uma área ter uma planilha em que ele a atualiza e leva para as reuniões para discutir os números, e o outro público recorre sempre a outra fonte de informação e os números começam a não baterem. Foi dessa forma que o Tableau contribuiu para que a Phillips tivesse um único local com os reportes oficiais, inclusive para organização das outras regiões, a Daniele desenvolveu um projeto em que os outros países subissem os dados para um local em rede e logo depois os Dashboards do Tableau estavam atualizados com a última informação disponível.

A última palestra sobre negócios que participei foi do Leandro Andrade, diretor de BI na Natura Cosméticos, sobre gestão da base de clientes e com disponibilizar análises para as consultoras. Para isso, a equipe do Leandro desenvolveu uma aplicação através do iPad para que os gráficos do Tableau fossem disponibilizados a toda a equipe de vendas, que sempre estava em campo (Para isso, a Natura disponibiliza o iPad para elas). Ele deu grandes números sobre o volume de consultoras da Natura no Brasil, o portfólio da Natura e o número de consumidoras. Por aí vocês devem ter uma ideia da base de dados a ser gerenciada, não? E não é só isso: os dados são atualizados a cada 30 minutos para a equipe de campo.

IMG_7065Luciano Andrade, da Natura, sobre sua experiência com o Tableau

Para fechar, participei da última sessão intitulada “Entendendo Cálculos”, cujo palestrante era o Hildebrando Souza. Ele demonstrou como o Tableau nos possibilita realizar análises muito mais velozes e com um nível de detalhes e cálculos que o Excel penaria para fazer (Experiência própria).

Durante este dia intenso de compartilhamento de conhecimento e aprendizado, pude notar que o Tableau é amplamente utilizado em pequenas empresas e grandes corporações, principalmente por facilitar a vida de inúmeros profissionais com relação à geração de informações e compartilhar conhecimento. Chegou bem na hora em que convivemos com um volume absurdo de informações, que humanamente não conseguimos mais gerencias devido à sua extensão e complexidade. Ver e ouvir os palestrantes me fez perceber que não são poucas as pessoas que trabalham como BI, uma área muito complexa e com várias vertentes (Marketing, Administração, Estatística, Economia, etc) e que passam pelos mesmos paradigmas da gestão do conhecimento e disseminação da informação.

A partir de 2016, vou intensificar o uso do Tableau na organização que trabalho, e colaborar assim para simplificar as análises e melhorar a qualidade das apresentações das informações.

O desafio na gestão de grandes volumes de dados

Big Data A cada dia mais as pessoas, empresas e outras organizações precisam aprender como gerir grandes volumes de dados. Com a democratização da informática e a ampliação das redes em escala logarítmica, acarretaram na produção maciça de dados e na quase impossibilidade de gerenciar este volume de dados humanamente. Isso vem ocorrendo em várias áreas como: pesquisa, engenharia, astronomia e ciências sociais. Várias vários setores são afetados pela escala moderna de produção de dados, e nesse contexto tem enorme importância o profissional que consegue criar pontes entre áreas, gerando informação e conhecimento. Estamos em um período de transição entre escassez e abundância de dados. O artigo sobre Avalanche de Dados, disponível no site da Fapesp é um ótimo indicador de quais serão os desafios futuros na gestão de informações, planejamento de negócios, mapeamento de cidades e comportamentos da população. Vale a pena ler um pouco e entender como os cientistas estão desenvolvendo novas metodologias de trabalho para criar sinergia entre todos esse fatores. Pesquisa Fapesp

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