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Largo da Batata, em Pinheiros, ganhará bicicletário público gratuito neste sábado (02/08)

bicicletário largo da batata

Equipamento integra ciclovia da Faria Lima com Linha-3 Amarela do Metrô. Inauguração terá música, filmes, oficinas e atividades ligadas ao mundo da bike.

A Prefeitura de São Paulo entrega neste sábado à população um bicicletário que funcionará 24 horas no Largo da Batata, em Pinheiros, do lado da estação Faria Lima da Linha-4 Amarela do Metrô. A construção do equipamento atende a uma antiga demanda da sociedade e se configura como uma das primeiras ações de ocupação do Largo da Batata, resultado de um dialogo aberto com moradores, trabalhadores, usuários e ativistas da região.

O projeto foi elaborado e construído pela Prefeitura, com participação ativa de cicloativistas e representa grande avanço para uma melhor mobilidade na região, já que estimula o transporte intermodal (bicicleta – transporte público coletivo). A gestão do bicicletário será do Itaú, que através do termo de cooperação firmado com o município vai fazer a manutenção e conservação do espaço durante 36 meses, inicialmente.

Ao todo, serão 100 vagas gratuitas para que as pessoas possam deixar suas próprias bicicletas, e não as compartilhadas. Quem tiver interesse em usar o espaço, deve efetuar um cadastro pessoal e da bicicleta no próprio local. 

Festival Bike na Batata
Onde? Largo da Batata (encontro das Avenidas Teodoro Sampaio e Faria Lima)
02/08 – Sábado
As ações começam às 14h30 com um delicioso café de boas-vindas, Copa de Bike Polo, Tatuagem nas bicicletas (desenhos feitos à mão pelo artista Marcelo Siqueira), cobertura fotográfica do Instabike, oficina mecânica Mão na Roda, manobras de Bike Trial, projeções de curtas-metragens sobre ocupação de espaço público, oficinas com reaproveitamento de materiais e show da banda FORRÓ JAZZ que vai colocar todo mundo para dançar em pleno Largo da Batata. O evento acontece em uma parceria entre a Prefeitura, o Aromeiazero e o Banco Itaú. Toda programação é gratuita e aberta ao público.

03/08 – Domingo
O Festival continua a partir das 11h com a Escola Bike Anjo (EBA) para ensinar adultos e crianças a pedalar, Rodas de Leitura, mais jogos de Bike Pólo, Mão na Roda, Tatuagens nas Bikes, Bike Trial e, para encerrar, muita música brasileira com a banda Projeto da Mata.

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/739330062792518/

Projetando cidades para ciclistas

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Se Henry Ford (Empresário Americano) fosse reencarnado como um fabricante de bicicletas, Le Corbusier (Arquiteto francês) como um arquiteto de edifícios e cidades para bicicletas, e Robert Moses (Engenheiro norte-americano que apresentou o projeto para construção do Metrô de São Paulo) como seu aliado no governo, os planos de bicicleta hoje seria muito mais ambicioso.

Em cada época, a preocupação que os arquitetos têm compartilhado com os designers, paisagistas e engenheiros foi sempre derivada da ideia de transporte e como organizar as cidades em função do fluxo populacional. Anthony Vidler, professor de arquitetura na Cooper Union, refere-se à primeira metade do século XX como um período em que a autoridade da arquitetura é baseada na máquina (mais frequentemente do carro). Os nascidos no final do século XX ainda podem notar a importância do carro na sociedade contemporânea. Símbolo de status, robustez e potência, sempre possuiu uma aura de “veículo do progresso”.

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Nos últimos 40 anos, os designers ficaram fascinados com os carros, e quando tudo isso começou, em 1925, o plano de Le Corbusier era reconstruir grande parte do que hoje é Paris: torres em um parque e estradas subterrâneas. Mies van der Rohe , Walter Gropius (Bauhaus), Buckminster Fuller e outros mais desenvolviam seus projetos em função do automóvel. E mesmo para estes veículos, no momento em que a propriedade automotiva era massiva, rodovias em expansão ainda eram muito poucas. Mas isso tem um custo…

… A arquitetura do transporte automotivo é em essência individualista: Você transporta um número limitado de pessoas, e uma vez que vai a algum lugar como seu automóvel, deve estacioná-lo em algum lugar e depois retornar com o mesmo ao seu local de origem. Mas o que acontece quando todas as pessoas possuem acesso ao automóvel? A menos que criássemos ruas e estradas na mesma proporção dos veículos emplacados diariamente, o problema seria solucionado, mas este modelo de transporte está cada dia mais sofrendo como longos congestionamentos e taxas para a utilização do transporte e locomoção…

Designers de hoje estão divididos sobre a forma de pensar sobre o ciclismo como transporte. O transporte de bicicletas em massa nos dias atuais ainda é uma fantasia, mas isso não impede que novos empresas, designers industriais e arquitetos (como Ron Arad, West-8 e Carlo Ratti) iniciem a construção de projetos arquitetônicos projetados para a utilização de bicicletas.

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Agora que os arquitetos estão tendo interesse, a agenda para o ciclismo vai progredir muito mais rápido, e teriam feito ainda mais se tivessem considerado isso antes. Em defesa de arquitetos, o transporte de bicicleta tem sido um problema para engenheiros de infraestrutura rodoviária. Enquanto arquitetos fizeram planos com bicicletários para ganhar mais visibilidade, engenheiros de tráfego são os que tem que fazer o trabalho mais árduo, como os projetos de vias das estradas holandesas.

As ciclovias estão agora no campo dos arquitetos. Enquanto ciclovias nas ruas de grandes cidades ao redor do mundo tornaram-se o foco principal, o destino mais amplo para o transporte de bicicletas é a conversão de linhas férreas (pelo menos na Europa), estradas de reboque com pouca utilização, áreas portuárias com baixo fluxo de automóveis e locais com base em entretenimento.

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A maioria das cidades modernas tem centros industriais redundantes, interligados por rotas de transporte de massa, como trens e metrôs. Sempre que você cria uma rota de transporte em massa, nos arredores dessa rota desenvolve-se uma infraestrutura, propiciando o povoamento e assentamento da população. Mas a infraestrutura cicloviária não chega até estas pessoas. Assim, deve-se repensar o planejamento cicloviário nas cidades, de forma que não seja algo distanciado do cotidiano da população, e que não seja encarado apenas como uma diversão de final de semana. Está comprovado que, quando estradas são construídas, os terrenos às margens delas são prontamente ocupados por residências, comércio e entretenimento.

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Como todo grande projeto, é necessário planejamento prévio, preparar e apresentar propostas, e não apenas construir bicicletários ou passeios para os fins de semana. Como uma agenda com ramificações para a mobilidade urbana e a saúde de todos. O transporte cicloviário é o transporte mais humano que existe, e por ter justamente esta essência, deveria ser a ordem do dia para todos os arquitetos, designers e engenheiros.

Metrô de SP reativa bicicletários em 10 estações em Julho de 2013

Metrô de SP reativa bicicletários em 10 estações de metrô

Metrô de SP reativa bicicletários em 10 estações de metrô. Foto: http://meutransporte.blogspot.com.br

O Horário de funcionamento inicial é entre 7h e 22h, e os bicicletários funcionarão como estacionamento e aluguel de bikes.

Os bicicletários instalados nas estações do Metrô de São Paulo, que estavam desativados desde o ano passado, voltaram a funcionar nesta última sexta-feira (5 de Julho).
Agora, dez bicicletários entraram em operação nas estações:

  • Liberdade
  • Paraíso
  • Vila Madalena
  • Tamanduateí
  • Brás
  • Carrão
  • Corinthians-Itaquera
  • Guilhermina-Esperança
  • Santa Cecília

A empresa credenciada pelo Metrô mudou, e agora o serviço é prestado pela Brasil e Movimento (FGTV Produções), que irá administrar os espaços em parceria com a Associação dos Condutores de Bicicletas de Mauá (Ascobike). Não me perguntem a atuação desta associação, eu não sabia da existência dela.

A empresa irá oferecer vagas de estacionamento e também irá alugar as bikes. Inicialmente, cada estação deverá ter no mínimo dez bicicletas para aluguel e dez vagas para estacionamento, mas esse número poderá ser ampliado dependendo da demanda de cada estação ou região. As bicicletas possuem tamanho médio e cor amarela, além de câmbio de seis marchas, cesta dianteira e aro 26. Uma alternativa ao serviço do Itaú, que já está bem difundido na região CENTRAL de São Paulo, o que acaba excluindo áreas mas distantes do centro.

O estacionamento será gratuito para o período de 12 horas. Passado esse período, será cobrado R$ 2 por hora adicional de uso (Mais barato que o itaú, mas também não é em qualquer lugar que vocÊ consegue devolver a bike).

Para estacionar a bike

Não vá achando que é só chegar lá com o seu cadeado, trancar a bike e pronto. Eu quebrei a cara uma vez no bicicletário da Vila Olimpia achando que era deste jeito. Nos novos bicicletários, quem deixar a bike no local terá que preencher uma ficha com nome, RG, endereço, marca da bicicleta, cor, valor e um termo de compromisso em que se obriga a trancar o equipamento com cadeado de boa qualidade (???).

Empréstimo

Já para o empréstimo, os primeiros 60 minutos serão gratuitos, segundo a Ascobike. Após esse período, o usuário vai pagar R$ 2 por hora. Para ter acesso ao serviço, o interessado deverá preencher uma ficha cadastral e tirar uma foto em um dos dez bicicletários. As informações do ciclista serão informatizadas, armazenadas e compartilhadas em rede. Já as bicicletas serão identificadas por placa numérica ou código de barra. O usuário precisa ter um cartão de crédito com limite mínimo de R$ 450.

Todos bicicletários terão ferramentas disponíveis caso o ciclista precise fazer algum reparo. A empresa credenciada deverá ser responsabilizada em caso de dano, furto ou roubo dos equipamentos.

Fase de testes

Nos primeiros 60 dias de operação da nova administração, os bicicletários funcionarão todos os dias, incluindo domingos e feriados. Em seguida, será feita uma avaliação para definir o horário de funcionamento de cada bicicletário.
A Brasil e Movimento e a Ascobike receberam autorização para administrar os bicicletários do Metrô. Elas não pagam pelos espaços e podem explorar a publicidade e o aluguel de bicicletas nos locais. Se você é a favor de um transporte mais humano e consciente, procure ajudar estes novos bicicletários utilizando-os ou opinando sobre o que falta ou o que pode melhorar. Assim pode contribuir para a melhoria contínua do transporte em SP

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