Vila Maria Zélia

 

Vila Maria Zélia

Vila Maria Zélia

O Google+ tem umas ferramentas muito boas para que você utilize sua criatividade sem perder horas e horas editando os arquivos e criando streamings. No último feriado estava subindo algumas fotos a ativando os recursos do Google no meu celular, e depois de fazer o upload das fotos, o G+ criou uma (de várias) história da Jornada Fotográfica que fizemos na Vila Maria Zélia, na Zona Leste de São Paulo.

O resultado está no Link que vocês podem acessar para “assistir” interativamente um pedacinho do Bairro.

Sobre a Vila Maria Zélia:

Inaugurada em 1917, a Vila Maria Zélia começou a ser construída em 1912, pelo médico e industrial Jorge Street, para dar abrigo aos 2500 funcionários que trabalhavam na filial do Belenzinho da poderosa tecelagem Cia Nacional de Tecidos da Juta, cuja sede estava localizada nas imediações da Rua Gabriel Piza, em Santana.
Para não plagiar o
texto, coloquei somente a introdução aqui. Recomendo que você entre no site São Paulo Antiga para ler toda a história da Vila.

Medianeras (Como encontrar o amor se você não sabe onde ele está?)

Medianeras - Como encontrar o amor se não sabe onde está?
Medianeras – Como encontrar o amor se não sabe onde está?

Ontem escolhi um filme diferente para assistir. Nos últimos anos não tive muita paciência para assistir filmes sobre relacionamentos, mas este parecia bem interessante.

Medianeras é um filme argentino, que discursa sobre as relações sociais e os enlaces em tempos de relacionamentos virtuais e suas implicações, em uma metrópole caótica como Buenos Aires, os personagens veem em sua arquitetura uma analogia às relações sociais, como se o estilo arquitetônico e a mistura de estilos refletissem o sentimento da população que ali vive. Os protagonistas Martin e Mariana vivem no meio desta cidade, passando pelos sentimentos que alguns de nós também deve sentir em alguns momentos: solidão, carência, tristeza ou simplesmente um vazio.

Martin é um Jovem WebDesigner que passa boa parte do dia trabalhando em casa, sem muito contato com o mundo exterior. Sua namorada o deixou para viver nos Estados Unidos, e ele acabou ficando com o cachorro de estimação dela. Fora isso, o jovem não tem muitos relacionamentos ou uma vida social agitada. Encontros casuais com algumas mulheres por vezes preenchem o seu vazio por um curto espaço de tempo. Mas logo que começa a sentir afeição por elas, não consegue vê-las novamente.

Mariana é recém formada em arquitetura, mas trabalha como vitrinista pelas Lojas da cidade. Eventualmente conhece um homem ou outro, mas não consegue se apegar a nenhum deles. Seu último relacionamento a fazia se sentir “cada vez mais distante” como ela mesmo diz a certa altura do filme. Ainda assim, sente falta de uma companhia, alguém que possa lhe confortar nas noites silenciosas que passa em seu flat sem janelas.

O ponto central do filme é sobre a solidão urbana. Não a solidão cantada em romances e filmes blockbuster, mas a solidão muito mais próximas de nós que vivemos nas grandes cidades. Como o autor do filme (Gustavo Taretto) diz: “A solidão que sentimos quando estamos rodeados de desconhecidos”

Talvez você se pergunte: o que é “Medianeras” (Eu fiz esta pergunta pelo meu ínfimo conhecimento de espanhol)? Pois bem,  medianeras (ou pared medianera) é o nome dado as paredes sem janelas dos edifícios, também chamadas de paredes cegas. Geralmente, são as paredes laterais de um prédio, que, por sua proximidade com o edifício vizinho, não se pode “abrir janelas”. Muitas vezes, estes espaços são usados para afixar outdoors ou algum tipo de publicidade. O filme traça uma analogia muito boa com a falta de janelas em nossas vidas, e como a ausência o faz viver em um mundo fechado, mesmo que as melhores oportunidades de sua vida possam estar na mesma quadra em que você mora.

Gostei do filme, pois une três coisas que tenho convivido muito nos últimos anos: solidão, metrópoles e relações virtuais. Se você dispor de um tempo e quiser conhecer um filme com este tema, tenho certeza de que não se arrependerá de assisti-lo

01 de Janeiro de 2013: O primeiro treino do ano

La Prima Running - Corrida de Rua de um jeito diferente

Sim, é isso mesmo! Dia 01 de Janeiro. Primeiro dia do ano.
Eu costumo fazer um treino no primeiro dia do ano para que já comece com o pé direito e o esquerdo em movimento. Nos próximos dias faço o post mais elaborado sobre os 13K que fiz hoje, sobre a São Paulo quase irreconhecível pós réveillon. Sensação de estar em um lugar que não existe, ao menos nos outros 364 dias do ano.
Realmente eu fiz um post mais detalhado, mas publiquei no Runnaholics pelo teor lúdico e simbólico desse treino. Estou colocando umas fotos aqui dos lugares que passei, mas recomendo fortemente a vocês lerem o meu relato sobre esse treino no Runnaholics.
É um dia muito diferente dos outros. Mesmo que você não queira, a coletividade encarrega-se de tratar o dia 01 como um dia excepcional, onde você esquece tudo o que viveu no ano passado, para investir neste novo ano. Assim é o que faço com minha vida e meus treinos. Muitas vezes eles são orientados para que eu corra, saia um pouco de uma situação que estava pensando e passe a enxergar o problema de outra forma, ou encontrar a solução para aflições e demais preocupações e tristezas. Assim foi a La Prima Running. Uma corrida simbólica, que passa por pontos importantes da cidade, e lugares onde eu passei que me marcaram muito, como o bairro da Liberdade.
Espero que gostem do relato. Está realmente mais extenso que os últimos posts que eu publicava, mas é de coração, hehe.

Ah, esqueci de dizer: Todas as fotos abaixo foram feitas enquanto eu corrida, registrando a cidade.
Corrida no Bairro da Liberdade - SP
Templos budistas, ruas vazias e lanternas apagadas era o que se via na Liberdade 

Corrida no Bairro da Liberdade

Templo Budista - Liberdade

Gasto as paredes
Muito amor, mas a raiva é um dos combustíveis da alma.

StreetArt - Praça Paulo Kobayashi - São Paulo
Arte Urbana e intervenções pela cidade marcam a paisagem do centro de São Paulo – Praça Paulo Kobayashi 

StreetArt - Praça Paulo Kobayashi - São Paulo

 Arte Urbana e intervenções pela cidade marcam a paisagem do centro de São Paulo – Praça Paulo Kobayashi

De cenas lindas até chineses sendo roubados no bairro da Luz. Sim, isto é SP 

Natal na 25 de Março

Deusa Diana - Parque da Lux
Diana, uma deusa que recusa o casamento e se entrega às batalhas. Alusão às mulheres modernas e especiais, sempre à luta – Parque da Luz

Se você quiser ler o post, o endereço no Runnaholics é esse: http://www.runnaholics.com/2013/01/LaPrimaRunning.html