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Dica de livro: Triggers

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Minha última leitura foi um livro para procurar melhorar minha atual visão de alguns acontecimentos. Todos na vida temos momentos de dúvidas, impressões se estamos no caminho certo ou algumas recaídas para o aborrecimento, stress e tristeza. O que este livro faz é fazer você pensar se isto realmente deve te preocupar, e que você mesmo pode consertar isto. Não caia no velho costume da maioria das pessoas de se vitimizar e achar que o mundo está contra você, pois só você pode mudar a forma de enxergar as coisas, afinal o ponto de vista é seu.

Parte 1: Porque não nos tornamos as pessoas que queremos ser?

Neste capítulo o autor inicia o estudo sobre o comportamento humano, e os fatores ambientais que contribuem para o status quo ou influenciam na suas decisões e comportamentos diários. Daqui tiramos duas verdades imutáveis:

  • Mudar o comportamento (de fato) é muito difícil
  • Ninguém vai nos mudar a não ser quer você esteja realmente afim de mudar

Neste capítulo o autor aborda também a importância de conhecer os gatilhos que encadeiam suas reações e entendê-los melhor. O Segundo capítulo fala sobre o ambiente e como contextos que você nem percebe podem fazê-lo tomar decisões que não necessariamente representam suas vontades. Voltando um pouco sobre os gatilhos, o autor comenta sobre a identificação dos gatilhos, que podem ser internos ou externos, direto ou indireto, conscientes ou inconscientes, antecipados ou inesperados, encorajadores ou desencorajadores, produtivos ou contraprodutivos. O Capítulo 6, ótimo para quem vive planejando a vida, ele discursa sobre a nossa falha humana em sermos ótimos planejadores e péssimos fazedores, e como aproximar cada vez mais o pensamento da prática, ouvindo sua equipe, pares, superiores e ir melhorando seus planos à medida que está em contato com o grupo.

Já no capítulo 8 o autor demonstra a roda a mudança, uma demonstração gráfica dos processos de Criar, Preservar, Eliminar e aceitar os processos de mudança e como agir em cada estágio, praticando o auto-conhecimento.

A parte 2 á dedicada ao tema “Tentar”, comentando sobre a importância das questões ativas, aquelas que te fazem pensar se o que você está fazendo tem sentido, ou é a melhor das formas de se fazer. Logo em seguida são apresentadas as questões de engajamento, que vão te ajudar na sua auto avaliação, e neste capítulo me chamou a atenção uma prática interessante que pretendo iniciar em breve: um pequeno checklist diário com questões engajadoras, para que você se lembre diariamente da pessoa que quer se tornar ou hábitos que vai deixando de fazer por causa da rotina. O capítulo seguinte ajuda fazer o acompanhamento, tabulando os resultados em forma de pontos e exemplificando uma auto avaliação e um exemplo real muito feliz de uma pessoa que mudou seus hábitos a partir desta prática.

A parte três do livro já é mais holística, abordando a estrutura como tema e recomendando sua auto-crítica de como você está inserido nela. É a estrutura que você precisa? É a melhor? Você pode melhorá-la? Sem estrutura, todo os esforços anteriores ficam muito mais difíceis de se fazer. O meio desta parte fala sobre tomar decisões sob pressão ou esgotamento, muito útil para você avaliar se está tomando as decisões no momento certo ou se uma estrutura que está influenciando você a tomar decisões não tão boas assim pode estar comprometendo suas escolhas.

A última parte do livro fala sobre não se arrepender, tomar as decisões corretas, coerentes, com todo o aprendizado dos capítulos anteriores e promover sua mudança comportamental para melhor, afim de criar o ciclo virtuoso do engajamento (Gatilho > Impulso > Conhecimento > Escolha > Comportamento e assim repetidamente). No resumo geral um livro interessante para lhe ajudar a se avaliar melhor durante a sua trajetória de vida, lhe relembrando de sempre se perguntar “como posso melhorar a cada dia?”.

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Primeiros vícios de 2017: livros

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Tenho procurado algumas coisas para reorganizar a vida para 2017. Não, dessa vez não houve nenhuma desilusão, problemas mais sérios ou algum dano material. São apenas ajustes, momento em que procuro ler o momento, analisar para onde estou indo e fazer as revisões de coordenadas de rota para não cair em vacilos novamente. Dentro deste processo, vira e mexe me meto dentro de um shopping, e aí reside o perigo, pois não há shopping que não tenha livraria em São Paulo, e quando entro dentro… sempre saio com alguma coisa.

Kindle,Lev? Não, obrigado! Acho que estou ficando velho, ou simplesmente trabalho com tudo praticamente no digital que quero algumas coisas táteis da vida, como livros físicos. Eles são pesados sim, alguns grandes, outros com fontes pequenas e incômodos de carregar dependendo do lugar, mas me permitem entrar no flow de concentração que nenhuma mídia digital já fez.

Este ano diversifiquei um pouco mais em comparação com a série de livros do ano anterior, que eram muito mais focados em negócios e neurociência. A safra para o primeiro semestre tem um pouco de tudo: literatura (algo difícil de eu ler), comportamento, relacionamentos, negócios (não poderia faltar, hehe) e umas histórias de frente de livraria pra vender (chamados também de Sci-fi).

Bem, vamos aos títulos:

Kanji starter 1 – Comprei porque estou estudando Japonês na Aliança Cultural Brasil Japão, e decidi fazer um reforço este ano (junto com o Chinês). É um livro pictórico, bem simples, mas que ajuda a memorizar os Kanjis. Status: Ainda não lido

Going Solo: The extraordinary rise and surprising appeal of living alone – Esse livro já estava há uns bons anos no carrinho de compras do meu carrinho na Amazon, e resolvi compra-lo esse ano para ler. A sinopse é que este livro mostra que viver sozinho não é tão melancólico como costumamos achar: em um mundo moderno onde as pessoas migram para a cidade, decidem casar mais tarde e retardam a concepção de filhos, o autor descreve como as pessoas vem convivendo e se preparando para uma vida cada vez mais stand-alone. Status: Ainda não lido.

Crash – Historinha sobre economia. O autor deve descrever os principais acontecimentos econômicos da história como se fosse uma aula pré-vestibular. Muita informalidade, exemplificação e moral da história. Resolvi comprar também para tirar um pouco da tecnicalidade dos livros que li no ano anterior, que eram baseados em pesquisas científicas, estudos acadêmicos e aplicações práticas. Status: não lido.

Mapeamento e gestão por processos (BPM) – Esse aí achei bacana porque folheando em poucos momentos vi algumas conclusões que vão agregar profissionalmente, como sugestões de desenho de processos de negócio e como administrar demandas. Muito útil para quem trabalha em um ambiente com grande volatilidade, mudanças frequentes de estratégias e reestruturação de processos. Status: não lido.

Triggers: sparking positive change and making it last – Esse livrinho aparentemente me parece uma versão gringa de um mashup de Gustavo Cerbasi com augusto cury. Não tem nada de extraordinário que me chamou a atenção nele, a não ser pelo fato de trabalhar com idéias positivas para encarar o dia a dia e desafios. Status: não lido.

Localização (ainda) é tudo – Esse parece bacaninha pois trabalha com o hábito de consumo relacionado ao contexto geográfico. Daí dá para ir a uma infinidade de aplicações: pesquisa de mercado, sistemas geográficos, economia comportamental, inteligência de mercado e comportamento do consumidor. Estou apostando umas fichas que ele é pelo menos razoável. Status: não lido.

Customer Success: how innovative companies are reducing churn and growing recurring revenue – Esse aí foi (meio) roubada. Comprei com a intenção de aprimorar meus conhecimentos sobre o controle do churn (risco de perda de receita), mas acabei entrando em um livro muito mais direcionado para negócios cujo modelo são de assinaturas e receita contínua (como SaaS, sites, etc.). Apesar da primeira broxada, é o livro que estou lendo no momento e não vou desistir, até porque tem bons exemplos de como gerenciar a jornada do cliente, ativação por diversos canais e modelos de retenção e geração de valor (MRR, LTV e CLV). Status: lendo.

Não há dia fácil – Taí um livro difícil de eu ler: tipo historinha, com relatos de situações, etc. À primeira vista fiquei na dúvida, mas o tema me chamou muito a atenção: guerra, conflito, estratégia, derrotar inimigos. Eu já tinha assistido ao filme que foi feito após o livro, então resolvi arriscar. Curti: livro bacana, com um flow estratégico e que os detalhes deixam a narrativa bem rica. Conta a história da captura do terrorista Osama Bin Laden, desde a estratégia para invadir a residência onde ele estava até o pós-operação. Status: lido

Matéria escura – Esse útil inclusive eu comprei hoje enquanto estava passeando pelo shopping. Resolvi novamente dar uma chance para essas estórias que escrevem em livros. O que me chamou a atenção foi a chamada na contra-capa:  “Você é feliz com a vida que tem?”. O livro faz comparativos sobre as escolhas e se são escolhas ou não, no melhor estilo do paradoxo de Epicuro (o paradoxo da escolha).

Galera, esse é o resumo dos primeiros livros de 2017. Esporadicamente vou postando aqui caso ache algo interessante neles a ser compartilhado.

YELP me ajudando a sair de casa :)

Quem me conhece pessoalmente sabe que nunca fui um cara de viajar muito. Nem de curtir badalações, postar fotos em restaurantes, expor minha vida pessoal para desconhecidos. E vim assim por uns bons anos, sempre utilizando apps que não-demonstrassem-coisas-demais-da-vida-alheia. Mesmo tentando manter certa descrição, eu era fã da antiga versão do Foursquare, principalmente porque eu corria, e a cada ponto ou descoberta nova pela cidade, eu fazia questão de dar check-in para marcar por onde já andei. Também gostava muito das recomendações que os amigos e outras pessoas faziam por lá. Era uma rede social de cunho geográfico que funcionava bem: você pesquisava os locais, via as recomendações primeiramente dos seus amigos, lia outras recomendações de pessoas que já estiveram lá e decidia quais eram os bons lugares, parecia bom demais para ser verdade…

E era mesmo… o que aconteceu alguns anos atrás foi a divisão do aplicativo em dois apps: um para check-in, e outro para as recomendações. Lembro até hoje que quando houve essa cisão, muitos usuários ferrenhos do app ficaram furiosos, e começaram a criticar essa mudança. E para mim, tínhamos total razão: não faz sentido ter um app apenas para Check-in (que é uma parte da experiência do local) e outra para recomendações, etc. Tudo estava ali, em um único lugar.

Foi aí que percebi uma queda acentuada na utilização, pois hoje você só faz check-in e coloca fotos, se quiser ler recomendações tem que ir para o Foursquare (que eu não instalei desde que houve o spin-off). Então ficamos órfãos da feature mais poderosa do app.

Até que…

Em maio, conheci uma garota pela internet, e começamos a conversar bastante sobre redes sociais, marketing, aplicativos, estilo de vida, etc. Durante essas conversas, ela me mostrou um app que até o momento eu não tinha ouvido falar. Ela também era sociaholic, usava muitos aplicativos, inclusive Foursquare e o Swarm, assim como eu. Estávamos conversando sobre a dificuldade de ter que gerenciar dois apps para essas coisas, e tal, e daí ela me mostrou o Yelp, app que promove interações sociais através das recomendações de diversos locais e com a função de usar o tão querido check-in. Eu, que sou muito crítico à sugestões (não costumo baixar tudo que me recomendam), gostei da proposta do serviço.

Tive a oportunidade de ser levado por essa garota a um evento físico que o Yelp promove entre seus usuários, e foi a partir daí que fui convencido do diferencial dessa rede: diferentemente do Swarm, que não possui representação ou contato físico por aí, o Yelp me parece muito mais “próximo” das pessoas, fazendo com que você resenhe, publique ou interaja com os usuários da rede, esse tipo de dinâmica não ocorre no Swarm, que é praticamente focado para que você fale com quem está em sua rede de contatos.

O evento em que participei foi em pinheiros, e assim que cheguei, fui muito bem recebido pelos participantes. Parece que já me conheciam ou que partilhávamos do mesmo propósito. Todos foram muito simpáticos e o clima de alto astral dominava o ambiente. Neste evento, cada participante já ativo do Yelp poderia levar um novo usuário como “iniciante” na rede, onde tive que me cadastrar previamente na rede, e lá no evento fazer o meu primeiro Check-in. Achei muito legal o propósito de agregar mais usuários através do meio físico, algo que é pouco utilizado ainda.

Também gostei da proximidade entre os usuários do app, pude ver várias pessoas que realmente são muito ativas, e que na vida real estavam lá do meu lado comentando sobre diversos temas, vida, saúde, esporte, etc. Mesmo eu que fui sozinho (só conhecia a garota que me iniciou no Yelp), pude conversar com muitas pessoas durante o encontro, e olha que eu não sou das pessoas mais sociáveis que existem, rs. Outro ponto bacana aqui: a teoria dos seis graus de separação entre as pessoas não cola: aqui devem ser no máximo dois (Alguém que você conhece conhece a outra pessoa). A Vivian me apresentou a Fernanda, community manager do Yelp em São Paulo. Ela é a pessoa que cria a “cola social” entre as pessoas, promove as interações entre os membros, sugere alguns eventos e representa o Yelp por aqui. Achei demais!!! Quando é que você pode tomar uma cerveja e conversar com a pessoa que está promovendo os encontros de um app? Quase sempre nunca, mas com a Fernanda não tem tempo ruim, muito simpática, sempre acessível e sorridente o evento inteiro.

Esse modelo de negócio é muito benéfico para todos: Primeiramente, ele te ajuda a sair de casa, pois mesmo sem companhia você pode se programar e bater um papo pessoalmente com as pessoas que você vê pelo app. Depois, pela lógica, para todos se encontrarem é claro que você vai precisar de um local de encontro, que vai ser em algum estabelecimento comercial, e então o estabelecimento ganha com a visita de vários usuário qualificados e que promovem o local ou marca em seus posts e publicações, com recomendações e elogios (claro, se o lugar tiver algum ponto de melhoria também será descoberto pelas recomendações). Em terceiro e o mais importante pra mim: ele me ajuda a sair de casa, Ahahahahaha! Sério: depois que passei a utilizar o app, passei a sair do padrão de casa, Starbucks, trabalho, academia e casa. Parece coisa pouca, mas estar dentro de uma rede como essa, onde você vê que os usuários são ativos e sempre descobrem novos lugares, te faz pensar em também ser um explorador da cidade, ajudando a comunidade e também se ajudando a sair de uma rotina de lugares batidos e conhecidos. Posso falar por experiência própria sobre a transformação por que passei depois de começar a utilizar o app. Nas primeiras vezes que saímos eu me perguntava porque a Vivian usava tanto o app enquanto estávamos andando por aí, antes de escolher um lugar para comer. Pensava que era mais um “foursquare” da vida, e agora percebi que o ecossistema era diferente: havia algo a mais que chama a atenção dentro do serviço, que é fazer das experiências sociais algo realmente vivo. E agora, eu sou um desses “viciados” no Yelp, pesquisando antes de almoçar se existe algum lugar ali perto do trabalho com uma boa recomendação ou um novo negócio interessante. Ah, para que não fique a impressão de que o Yelp só serve para restaurantes, confirmo aqui que ele praticamente faz tudo o que o Swarm e o Foursquare têm, só que tudo em um lugar só! Lá você também tem recomendações de teatros, museus, parques, baladas, eventos, etc. Não é restrito à comida, e você pode colocar praticamente qualquer coisa lá dentro (Claro, não vá me fazer ele virar um Facebook da vida, rsrs). Só senti falta de postar minhas fotos nos eventos criados pelo Yelp (Hoje só está disponível pelo navegador web, não pelo app) e também de fazer check-in em eventos específicos (Um coisa que o Swarm tem, mas que também é meio fictícia, pois lá os ~eventos~ são criados como locais físicos, o que não é verdade). Como todo serviço, o Yelp está em evolução constante, e imagino que mais para frente ele deva providenciar essas facilidades para o usuário. Como eu disse, o que me chamou mais a atenção é a experiência social promovida por ele, e como podemos ajudar outras pessoas através das nossas visitas, recomendações e pontos de vista.

Olha, eu sou um cara que recomenda poucas coisas, pois só promovo algo quando realmente acredito que algo possa fazer a diferença na vida das pessoas. No meu caso, o Yelp está contribuindo para ajudar em meu momento de vida atual, minha evolução como cidadão ~usuário~ da cidade, de seus restaurantes, eventos e demais urbanidades. Pode ser que o Yelp te ajude a conhecer pessoas, fazer um círculo maior de amigos (que eu também adoraria) ou simplesmente descobrir aquele restaurante bacana na rua detrás da sua casa, que você nem sabia que existia. Enfim, há inúmeros benefícios em fazer parte de uma comunidade com estes propósitos, e que ao contrário do Trip Advisor, Foursquare, Swarm, GetGlue (que não existe mais), FoodSpotting, KeKanto e outros, o Yelp é mais focado na interação entre as pessoas. Por essas e outras te convido a fazer parte dessa comunidade, e quem sabe um dia podemos conversar pessoalmente em algum bar sobre como você conheceu essa rede?

Se alguém quiser ver por onde ando e o que estou fazendo, me adicionem por lá:

http://ismapsan.yelp.com.br

Claro, tb tem o Yelp no Face e o site oficial

Espero te ver em breve por aí!

 

 

Livros sobre comportamento, economia e neurociência

Há uns anos passei a me interessar por estes temas com maior frequência. Durante muitas horas estes são os companheiros mais fiéis do dia a dia. Através de alguns destes exemplares obtive conhecimento de coisas que levaria um bom tempo para descobrir a cerca do comportamento humano e dos movimentos de mercado. Até hoje, os livros que mais me chamaram a atenção foram os títulos abaixo:

Livro: Rápido e devagar

Livro: Rápido e devagar

Rápido e Devagar – Daniel Kahneman
O vencedor do Nobel de Economia Daniel Kahneman nos mostra as formas que controlam a nossa mente em Rápido e devagar, as duas formas de pensar: o pensamento rápido, intuitivo e emocional e o devagar, lógico e ponderado. Daniel nos mostra a capacidade do pensamento rápido, sua influência persuasiva em nossas decisões e até onde podemos ou não confiar nele. O entendimento do funcionamento dessas duas formas de pensar pode ajudar em nossas decisões pessoais e profissionais.
Livro: A lógica do consumo

Livro: A lógica do consumo

A lógica do consumo – Martin Lindstrom

Estudos revelam que é preciso menos de dois segundos e meio para que um consumidor tome a decisão de comprar. As empresas sabem que têm menos de dois segundos para atrair seus olhos, capturá-lo e torná-lo um cliente. Em A lógica do consumo, o guru do marketing Martin Lindstrom leva o leitor aos bastidores das pesquisas que explicam por que determinado produto vende e mostra como o nosso cérebro responde aos muitos estímulos da propaganda. Num texto leve, Lindstrom apresenta casos reais de estudos de neuromarketing para desfazer mitos como, por exemplo, o impacto do sexo na mente do consumidor

Livro: O poder do hábito

Livro: O poder do hábito

O poder do hábito – Charles Duhigg

Segundo o autor, a chave para se exercitar regularmente, perder peso, educar os filhos, tornar-se mais produtivo, criar empresas revolucionárias e alcançar o sucesso é entender como os hábitos funcionam. Ele procura mostrar que, ao dominar esta ciência, todos podem transformar suas empresas e suas vidas.

Livro: A geração superficial: O que a internet está fazendo com os nossos cérebros

Livro: A geração superficial: O que a internet está fazendo com os nossos cérebros

A geração superficial – Nicholas Carr

O jornalista Nicholas Carr traz de forma bem-embasada a seguinte constatação: estamos ficando mais burros, e a culpa é da internet. Temos acesso quase ilimitado a informações na grande rede, mas perdemos a capacidade de focar em apenas um assunto. A mente do internauta está caótica, poluída, impaciente e sem rumo, e Carr faz um manifesto destacando a importância da calma e do foco, faculdades esquecidas neste mundo turbulento.

Livro: O sinal e o ruído

Livro: O sinal e o ruído

O Sinal e o Ruido – Nate Silver

Ter acesso à informação nunca foi tão fácil. Apesar disso, enfrenta-se no dia a dia o desafio de saber o que é relevante em meio a um volume cada vez maior de dados. Entre as diferentes notícias, opiniões e pesquisas que chegam ao conhecimento da população, como identificar o que é útil no momento de traçar um plano, de se preparar para determinado acontecimento, de acertar uma previsão? Para o economista Nate Silver, garantir a qualidade da informação é o primeiro passo. Em ‘O sinal e o ruído’, ele examina casos de sucessos e fracassos para determinar o que os melhores previsores têm em comum em diversos campos de atividade, como ao avaliar o desempenho de um político em campanha, o estrago esperado de um furacão ou o avanço de uma epidemia perigosa. Silver demonstra que a interpretação correta de dados numéricos é essencial para a segurança e o progresso de nossa sociedade.

36ª Festa das Cerejeiras no Parque do Carmo

36ª Festa das Cerejeiras - Parque do Carmo

Nesse domingo a Zona Leste pira na cultura oriental. A principal atração nesse fim de semana serão as mais de 4 mil árvores floridas do Bosque das Cerejeiras, mas o Público poderá também aproveitar apresentações de dança e música folclórica japonesas, além de barracas com comidas típicas orientais. Neste fds, o Parque do Carmo, em Itaquera (onde tem a corrida do trabalhador), receberá a 36ª Festa das Cerejeiras em Flor, festival em que a principal atração são as mais de 4 mil árvores floridas do Bosque das Cerejeiras, plantado pela comunidade japonesa lá na década de 70. Apresentações de dança e música folclórica japonesas também são boas atrações no evento, além de barracas com comidas típicas orientais.

Haverá ônibus gratuito para o transporte entre a estação Corinthians-Itaquera do metrô e o Parque do Carmo. A florada das cerejeiras só ocorre em agosto e dura poucos dias. Por isso, todos os anos a comunidade japonesa pratica um ritual, geralmente em agosto aqui no BR, conhecido como Hanami 花見 (Contemplar as flores, em japonês), de sentar sob as cerejeiras para contemplá-las. A tradição é convidar os amigos e a família para um picnic em meio às árvores.  A festa, que acontece desde 1978, é organizada pela Federação Sakura e Ipê do Brasil em parceria com a Prefeitura de SP. Barracas espalhadas pelo parque venderão pratos orientais, como o yakissoba, tempurá, guioza e temaki, além do sakura moti, doce preparado com a folha da cerejeira. A organização estima um público de cerca de 25 mil pessoas em dois dias de festival.

O quê? 36ª Festa das Cerejeiras
Quando? 02 e 03/08
Que Horas? 9h às 17h
Onde? Parque do Carmo – Av. Afonso de Sampaio e Souza, 951, – Itaquera
*Transporte gratuito da estação de metrô Corinthians Itaquera para o parque a partir das 9h
Quanto? Gratuito

Fonte: Prefeitura de SP

3 Exposições em Sampa que você não pode perder

OSGEMEOS – A Ópera da Lua

OSGEMEOS - A Ópera da Lua

Quem corre pelas ruas ou passeia por São Paulo já deve ter deparado com alguma expressão de arte desses dois artistas por aí. A mostra “A Ópera da Lua” reúne cerca de 30 pinturas, três esculturas e uma vídeo-instalação 3D.

O QUE: OSGEMEOS – A Ópera da Lua
QUANDO: de 01/07 a 16/08
Terças, Quartas, Quintas e Sextas das 10:00 às 19:00
Sábados das 10:00 às 18:00
QUANTO: Grátis
ONDE: Galpão Fortes Vilaça
http://www.fortesvilaca.com.br/
Rua James Holland, 71
Barra Funda – Oeste
São Paulo
(11) 3392 5969
Obsessão Infinita – Yayoi Kusama

Obsessão Infinita - Yayoi Kusama

A exposição da artista Yaoi revela trabalhos poéticos e semi-abstratos em papel, além de pinturas originais caracterizadas pela repetição obsessiva de pequenos arcos pintados, esculturas psicodélicas, cheias de luz e cores. Vale a pena levar sua câmera para registrar tais obsessões.

O QUE: Obsessão Infinita – Yayoi Kusama
QUANDO:de 22/05 a 27/07
Terças, Quartas, Quintas, Sextas, Sábados e Domingos das 11:00 às 20:00
QUANTO: Grátis
ONDE: Instituto Tomie Ohtake
http://www.institutotomieohtake.org.br
Rua Coropés, 88
Pinheiros – Oeste
São Paulo
(11) 2245-1900

 

Henrique Oliveira – Transarquitetônica

Essa instalação convida o visitante a entrar na obra de corpo e alma. Reconhecido internacionalmente por seus trabalhos que despertam as mais distintas sensações nos visitantes, a proposta é sentir e vivenciar a história da arquitetura, do racionalismo das últimas décadas aos abrigos e cavernas do passado. Eu já sou aficcionado por arquitetura e design de ambientes, não vou perder essa exposição por nada.

O QUE: Henrique Oliveira – Transarquitetônica
QUANDO: de 26/04 a 30/11
Quartas, Quintas, Sextas, Sábados e Domingos das 10:00 às 18:00
Terças das 10:00 às 21:00
QUANTO: Gratis
ONDE: MAC USP – Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo
http://www.mac.usp.br/mac/index.asp
Avenida Pedro Álvares Cabral , 1301
Ibirapuera

 

Vila Maria Zélia

Vila Maria Zélia

O Google+ tem umas ferramentas muito boas para que você utilize sua criatividade sem perder horas e horas editando os arquivos e criando streamings. No último feriado estava subindo algumas fotos a ativando os recursos do Google no meu celular, e depois de fazer o upload das fotos, o G+ criou uma (de várias) história da Jornada Fotográfica que fizemos na Vila Maria Zélia, na Zona Leste de São Paulo.

O resultado está no Link que vocês podem acessar para “assistir” interativamente um pedacinho do Bairro.

Sobre a Vila Maria Zélia:

Inaugurada em 1917, a Vila Maria Zélia começou a ser construída em 1912, pelo médico e industrial Jorge Street, para dar abrigo aos 2500 funcionários que trabalhavam na filial do Belenzinho da poderosa tecelagem Cia Nacional de Tecidos da Juta, cuja sede estava localizada nas imediações da Rua Gabriel Piza, em Santana.
Para não plagiar o
texto, coloquei somente a introdução aqui. Recomendo que você entre no site São Paulo Antiga para ler toda a história da Vila.

Medianeras (Como encontrar o amor se você não sabe onde ele está?)

Medianeras - Como encontrar o amor se não sabe onde está?

Medianeras – Como encontrar o amor se não sabe onde está?

Ontem escolhi um filme diferente para assistir. Nos últimos anos não tive muita paciência para assistir filmes sobre relacionamentos, mas este parecia bem interessante.

Medianeras é um filme argentino, que discursa sobre as relações sociais e os enlaces em tempos de relacionamentos virtuais e suas implicações, em uma metrópole caótica como Buenos Aires, os personagens veem em sua arquitetura uma analogia às relações sociais, como se o estilo arquitetônico e a mistura de estilos refletissem o sentimento da população que ali vive. Os protagonistas Martin e Mariana vivem no meio desta cidade, passando pelos sentimentos que alguns de nós também deve sentir em alguns momentos: solidão, carência, tristeza ou simplesmente um vazio.

Martin é um Jovem WebDesigner que passa boa parte do dia trabalhando em casa, sem muito contato com o mundo exterior. Sua namorada o deixou para viver nos Estados Unidos, e ele acabou ficando com o cachorro de estimação dela. Fora isso, o jovem não tem muitos relacionamentos ou uma vida social agitada. Encontros casuais com algumas mulheres por vezes preenchem o seu vazio por um curto espaço de tempo. Mas logo que começa a sentir afeição por elas, não consegue vê-las novamente.

Mariana é recém formada em arquitetura, mas trabalha como vitrinista pelas Lojas da cidade. Eventualmente conhece um homem ou outro, mas não consegue se apegar a nenhum deles. Seu último relacionamento a fazia se sentir “cada vez mais distante” como ela mesmo diz a certa altura do filme. Ainda assim, sente falta de uma companhia, alguém que possa lhe confortar nas noites silenciosas que passa em seu flat sem janelas.

O ponto central do filme é sobre a solidão urbana. Não a solidão cantada em romances e filmes blockbuster, mas a solidão muito mais próximas de nós que vivemos nas grandes cidades. Como o autor do filme (Gustavo Taretto) diz: “A solidão que sentimos quando estamos rodeados de desconhecidos”

Talvez você se pergunte: o que é “Medianeras” (Eu fiz esta pergunta pelo meu ínfimo conhecimento de espanhol)? Pois bem,  medianeras (ou pared medianera) é o nome dado as paredes sem janelas dos edifícios, também chamadas de paredes cegas. Geralmente, são as paredes laterais de um prédio, que, por sua proximidade com o edifício vizinho, não se pode “abrir janelas”. Muitas vezes, estes espaços são usados para afixar outdoors ou algum tipo de publicidade. O filme traça uma analogia muito boa com a falta de janelas em nossas vidas, e como a ausência o faz viver em um mundo fechado, mesmo que as melhores oportunidades de sua vida possam estar na mesma quadra em que você mora.

Gostei do filme, pois une três coisas que tenho convivido muito nos últimos anos: solidão, metrópoles e relações virtuais. Se você dispor de um tempo e quiser conhecer um filme com este tema, tenho certeza de que não se arrependerá de assisti-lo

01 de Janeiro de 2013: O primeiro treino do ano

La Prima Running - Corrida de Rua de um jeito diferente

Sim, é isso mesmo! Dia 01 de Janeiro. Primeiro dia do ano.
Eu costumo fazer um treino no primeiro dia do ano para que já comece com o pé direito e o esquerdo em movimento. Nos próximos dias faço o post mais elaborado sobre os 13K que fiz hoje, sobre a São Paulo quase irreconhecível pós réveillon. Sensação de estar em um lugar que não existe, ao menos nos outros 364 dias do ano.
Realmente eu fiz um post mais detalhado, mas publiquei no Runnaholics pelo teor lúdico e simbólico desse treino. Estou colocando umas fotos aqui dos lugares que passei, mas recomendo fortemente a vocês lerem o meu relato sobre esse treino no Runnaholics.
É um dia muito diferente dos outros. Mesmo que você não queira, a coletividade encarrega-se de tratar o dia 01 como um dia excepcional, onde você esquece tudo o que viveu no ano passado, para investir neste novo ano. Assim é o que faço com minha vida e meus treinos. Muitas vezes eles são orientados para que eu corra, saia um pouco de uma situação que estava pensando e passe a enxergar o problema de outra forma, ou encontrar a solução para aflições e demais preocupações e tristezas. Assim foi a La Prima Running. Uma corrida simbólica, que passa por pontos importantes da cidade, e lugares onde eu passei que me marcaram muito, como o bairro da Liberdade.
Espero que gostem do relato. Está realmente mais extenso que os últimos posts que eu publicava, mas é de coração, hehe.

Ah, esqueci de dizer: Todas as fotos abaixo foram feitas enquanto eu corrida, registrando a cidade.
Corrida no Bairro da Liberdade - SP
Templos budistas, ruas vazias e lanternas apagadas era o que se via na Liberdade 

Corrida no Bairro da Liberdade

Templo Budista - Liberdade

Gasto as paredes
Muito amor, mas a raiva é um dos combustíveis da alma.

StreetArt - Praça Paulo Kobayashi - São Paulo
Arte Urbana e intervenções pela cidade marcam a paisagem do centro de São Paulo – Praça Paulo Kobayashi 

StreetArt - Praça Paulo Kobayashi - São Paulo

 Arte Urbana e intervenções pela cidade marcam a paisagem do centro de São Paulo – Praça Paulo Kobayashi

De cenas lindas até chineses sendo roubados no bairro da Luz. Sim, isto é SP 

Natal na 25 de Março

Deusa Diana - Parque da Lux
Diana, uma deusa que recusa o casamento e se entrega às batalhas. Alusão às mulheres modernas e especiais, sempre à luta – Parque da Luz

Se você quiser ler o post, o endereço no Runnaholics é esse: http://www.runnaholics.com/2013/01/LaPrimaRunning.html

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