Arquivo da categoria: Comportamento

Sometimes You Still Love The Person But You Have To Let Go

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Como fazer anotações ajuda seu cérebro a memorizar as coisas (Mesmo que você não termine as tarefas)

bloco de notas e post it

Achei esse post muito bacana da Fast Company que comenta sobre como a escrita e o hábito de fazer anotações pode te ajudar a se planejar melhor a longo prazo. Voltei a fazer anotações este ano, depois de décadas usando somente o on line para anotar os fatos cotidianos (e às vezes em alguns casos anotações mais importantes à mão). O post descreve como o hábito da escrita pode te ajudar a memorizar os pontos mais importantes, traduzir o subjetivo para o mundo real através do papel e caneta e a estruturar linhas de raciocínio que no digital seriam muito difíceis de montar.

 

VOCÊ ESTÁ SOZINHO NESSA. E ESTÁ TUDO BEM (Opa, não é bem assim)

Mr. Robot

Hoje acordei e li o texto da Cátia Rodrigues, no Obvious. Texto interessante, sobre como as pessoas iniciam suas vidas sob a proteção materna, e de como é a realidade do mundo, em que você se encontra solo daí pra frente. Bem, o texto diz bem sobre o aprendizado para a maioria das pessoas. Concordo com a Cátia quando diz que em verdade, estaremos sempre sozinhos, que o importante é aprendermos a nos amar, e etc. Como disse, talvez para pessoas que não sintam solidão constantemente, essa teoria pode rodar bem. Mas, para os que sempre vivem sozinhos, a questão é um pouco mais complexa.

Hoje, pelos relacionamentos superficiais, desencontros de interesses e vida dedicada à outras situações como trabalho, estudo, é cada vez maior o número de pessoas sozinhas em grandes cidades, o que não deixa de ser um paradoxo: as áreas com maior concentração de pessoas ao mesmo tempo é onde residem grande parte dos solitários modernos. Estes não costumam ter muitos círculos de amizades, e por isso acabam não tendo oportunidade de sair, ir à eventos em que normalmente costumamos ir em grupos, ou apenas da uma saída para espairecer. Claro, algumas formas diferentes de se distrair sempre estarão à mão, como fazer uma corrida, pedalada, um cinema ou simplesmente caminhar sem muito destino. Mas, sentar-se à mesa de um bar sozinho na sexta à noite passa a ser uma experiência um pouco triste quando se está sozinho, e por mais que você saiba que a natureza do ser em sua essência é esta, é difícil se conformar com esse status.

Elliot Alderson, da série Mr. Robot, exemplifica bem o cidadão moderno, não o comum, mas um cidadão que passa a ser cada vez mais aparente nas grandes cidades. Uma pessoa que vive consigo mesmo, e seus traumas, lembranças, desejos. Seu círculo social é pequeno, limitado à alguns familiares, amigos ativistas e mais nada. Convive diariamente com sua inconformidade com o mundo, ironiza o estilo de vida Starbucks, e passa noites em claro em frente ao computador ou seu Smartphone. Claro que Elliot é um caso extremo, mas com tudo na vida, não existem cortes secos, e nessa zona cinzenta que leva do extremo à norma, há um exército de pessoas sentindo-se solitárias e sem muita alternativa para mudar isto.

Portanto, os benefícios e aprender a conviver sozinho são bons até um certo ponto, quando isso passa a se tornar um comportamento frequente, a história de aprender que não existe ninguém ao seu lado e viva a sua vida consigo mesmo não é tão romântica e satisfatória.

Backpackers life – Holanda & Alemanha

I am amsterdam

Há exatamente 1 ano, eu pisava pela primeira vez fora do meu país de origem. Sim, para alguém com mais de 30 anos, hoje essa frase parece meio absurda, mas aconteceu. É isso só foi possível devido ao apoio (quase imposição, hehe) de uma pessoa muito especial, que me apoiou nessa experiência: Maya. Se fosse por esse cara aqui, sozinho, dificilmente eu teria tomado essa frente e seguindo com a viagem. E foi a melhor experiência da minha vida.

Lá estava o cara que começou a vida trabalhando em um supermercado, e passou a metade da vida em bancos de sala de aula estudando, agora realizando um sonho (sim, para muitos viajar para o exterior ainda é um sonho) de conhecer o velho continente. O planejamento há dois meses da viagem, os guias comprados (e um guia essencial que me foi dado pela Maya), as hospedagens e aquele frio na barriga de estar perdido no mundo, uau!

Nem acreditava quando, da janela do avião, pude ver as fazendas, pastagens, e a arquitetura muito diferente das cidades brasileiras. Sim, eu havia chegado (São e salvo) lá. Primeiro destino: Holanda. Esse pequeno país na Europa me fascina há anos pela cultura mais aberta, a visão de metrópole ou comunidade praticada pelos holandeses é bem diferente da de outros países, a começar por um tema que sou apaixonado: mobilidade, e principalmente através da cultura da bike.

Mochila nas costas, já em terras holandesas, e ninguém que eu conhecera por lá, chegou a hora de me locomover para o hostel. Essa é realmente uma situação em que você se coloca a prova de coisas que nunca fez na vida: estar em terras estranhas e não saber nem como ir para o hotel. A sorte é que hoje qualquer pessoa com um smartphone uma conexão  Wi-Fi (disponível no aeroporto) se vira muito bem em qualquer cidade, e dá-lhe Google Maps para todo lado! Peguei o ônibus que ia para o Stayokay hostel, primeira parada na Holanda, e o espertinho aqui mal sabia como funcionava o sistema de ônibus de lá. Lá você compra um bilhete que lhe dá acesso a utilizar as linhas por um valor fixo, e na hora da saída tem que passar também no leitor para registrar que está partindo. Não há catracas restritivas como o sistema brasileiro: tudo é aberto e você tem a consciência que deve pagar pelo serviço prestado.

Depois de uma caminhada de cerca de 2 quilômetros, cheguei ao hostel em que havia feito a reserva, próximo ao parque mais famoso de Amsterdam, o Voldelpark.

Tudo diferente, pessoas, línguas, e muitas etnias distintas habitando aquele hostel, que ao meu ver er mais focado para jovens entre 18 e 25 anos, mas tudo bem, eu estava lá pela primeira vez, e em meu quarto haviam casais com idades bem mais avançadas que estas.

E por incrível coincidência, havia um casal de brasileiros no mesmo quarto que o meu. Conversamos bastante sobre a experiência de Amsterdam, suas diferenças e os próximos passeios. Resolvi ir almoçar com outra brasileira que estava hospedada no hostel, e fomos experimentar uma comida do oriente médio próximo dos famosos canais de Amsterdam.

Logo depois, resolvi ir conhecer a cidade solo, munido da minha Nikon D7000, que havia levado para registrar esse momento tão especial. Foram tantas fotos que até perdi a conta: seus prédios históricos, museus com obras de centenas de anos e um povo comedido, mas com uma civilidade difícil de ver em nossas cidades brasileiras. Notei também a grande presença de estrangeiros, que devem incomodar muito os nativos da região, mas Amsterdam é uma cidade mais aberta, com todo tipo de pessoa que você possa imaginar.

E é claro, não podia faltar o aluguel de bicicletas, que eu tratei de fazer para conhecer a cidade do melhor jeito: pedalando. Lá você pode alugar uma boa bicicleta por cerca de 15 euros a diária, e entregar até o fim do dia mesmo (normalmente até as 20 horas). Andei por lugares bem diferentes das famosas fotos do centro de Amsterdam. Bairros periféricos, Campos abertos e vilarejos em que se notava o cotidiano de uma cidade europeia. Após esses dias na cidade, usei a internet da estação de trem para comprar os bilhetes para a próximos parada: Colônia.

E eu que mal conhecia colônia e só selecionei pela proximidade com Amsterdam, achava que não ia encontrar muita coisa por lá. Mas fui surpreendido por essa pequena cidade alemã, e de uma cultura milenar interessante. Ao chegar, notei que já era menos movimentada que Ams, mas é claro: Na holanda todo turista acaba caindo na capital. Já em Köln, é diferente: cidadezinha mais tranquila, bacana e organizada. Fui de trem até lá (cerca de 1 hora e 20 minutos) e passei por campos, pastagens, paisagens interioranas do norte da Europa. No hostel, o atendimento é bem diferente: apesar de despojado, você notava a organização e seriedade do alemão. Tudo era bem organizado: o hostel era branco e cinza, em móveis com temporâneos (ficava ao lado de um supermercado), com todas os requisitos de segurança possíveis (Chaves, travas, câmeras e afins). O acesso via wi-fi era liberado por uma senha individual, presente no seu cartão para acessar o quarto. Eu sabia da organização do alemão, mas você sentir isso pessoalmente é muito impressionante. Os horários eram bem seguidos como os do ar condicionado, de funcionamento das lojas e transporte. Como eu não conhecia a cidade, acabei ficando pelas redondezas do centro, com algumas saídas de bike por bairros e parques mais próximos, mas nada que extrapolasse 20 quilômetros de distância do hostel. Já no primeiro dia, tratei de alugar uma bike e pedalar pela cidade, para conhecer um pouco mais. Andei beirando a margem do rio Reno, o rio de muita história para a cidade. Falando em história, eu tive que conhecer o museu romano-germânico em colônia, que para mim, foi uma das melhores experiências nessa cidade. Tenho tantas fotos dessa viagem que não tive coragem de acessá-las para postar aqui (foram cerca de 3.000 fotos).

Ao final dos dois dias em colônia, voltei para Amsterdam, e agora fiquei próximo à estação de trem Centraal Station, um dos lugares de maior fluxo em Amsterdam. Os últimos dias foram mais tranquilos, exceto pelo Hostel que era uma bagunça só, o Bulldog Amsterdam, que para quem quer só zueira e conhecer gente (que fuma muita maconha) deve ser fantástico, mas eu estava mais tranquilo, então senti como se tivesse sido uma má escolha passar os últimos dias nesse hostel.

Na sexta, lá estava eu acordando cedo, arrumando a mochila e partindo para o Aeroporto, de volta pra terra natal.

Essa viagem foi simplesmente incrível: conheci gente nova, me aventurei por lugares (realmente) desconhecidos pra mim, tive que me virar sozinho e o melhor de tudo: aprendi a sair de uma zona de conforto que estamos quando já conhecemos tudo à nossa volta. Acho que toda pessoa deveria fazer um mochilão ao menos uma vez na vida, para notar como o mundo é grande e às vezes ficamos presos à uma parte muito pequena da chamada realidade.

Mente disruptiva ou defensiva? A escolha é sua

Lego's Tsumani

Até que ponto você é inovador na sua profissão ou área em que atua? Sua empresa é ágil e competitiva o suficiente para manter-se em grandes crises? Qual a cultura que você procura disseminar para o seu time? São aspectos importantes para vencer no mundo empresarial, afinal os mais fracos são derrotados, e os mais fortes sobrevivem. Assim como na selva, este é o lema para a sociedade atual dos negócios.

Para dar certo, é importante que você se prepare o suficiente para novos desafios, situações desconhecidas, revezes e mudanças drásticas (pivotagem) em sua atuação. Prever as ondas a seguir é essencial para saber quanto esforço você deve investir para manter-se de pé. Mas como? Podemos usar um exemplo de uma situação muito diferente do mundo empresarial, mas que ao mesmo tempo pode ser totalmente aplicável ao mundo dos negócios: o Surf.

Isso mesmo, mais especificamente na prática do surf na Califórnia.

Há apenas duas semanas no ano em que as ondas em Mavericks, Califórnia do Norte, são grandes o suficiente para atrair surfistas do mundo inteiro. Estas ondas são conhecidas como as maiores mundo. Mas como é que os melhores surfistas que vivem em diferentes lugares ao redor do mundo sabem quando os grandes ondas estão quebrando? Eles ouvem atentamente as previsões vindas de rádios especiais que carregam com eles onde quer que eles vão. Estas previsões são originárias de boias especialmente colocadas no Oceano Pacífico, que enviam informações para meteorologistas sobre o tamanho das ondas que se aproximam da área. Quando as ondas atingem um tamanho específico, os meteorologistas enviam uma mensagem de “Alerta Mavericks” para a comunidade surfista de ondas grandes.  Da mesma forma, a sua empresa tem “boias” para se certificar de que vocês raramente serão surpreendidos quando ondas começarem a bater à sua porta?

Os melhores profissionais raramente são atordoados por ondas deste tamanho, pois são leitores vorazes das tendências econômicas, sociais e políticas, o que os ajudam a ter um senso do inevitável que se aproxima. Eles procuram entender as implicações destas “ondas”, formulam estratégias e partem para a execução o mais rápido possível. Por isso é importante refletir: você tem os melhores profissionais para lerem o cenário atual, entenderem a necessidade dos clientes e também trabalharem em equipe com todas as áreas? Se a resposta for não, sinto-lhe informar meu amigo, mas você pode ser engolido pela onda…

Não há dúvidas que ter um mindset disruptivo é essencial para manter-se na liderança nos dias de hoje. Afinal, só lidera quem tem controle do seu futuro, e tem a capacidade de antecipar grandes mudanças de forma benéfica para si e para a sociedade.

(A foto deste artigo foi tirada durante a exposição The art ot the brick, na Oca, Parque Ibirapuera).

 

YELP me ajudando a sair de casa :)

Quem me conhece pessoalmente sabe que nunca fui um cara de viajar muito. Nem de curtir badalações, postar fotos em restaurantes, expor minha vida pessoal para desconhecidos. E vim assim por uns bons anos, sempre utilizando apps que não-demonstrassem-coisas-demais-da-vida-alheia. Mesmo tentando manter certa descrição, eu era fã da antiga versão do Foursquare, principalmente porque eu corria, e a cada ponto ou descoberta nova pela cidade, eu fazia questão de dar check-in para marcar por onde já andei. Também gostava muito das recomendações que os amigos e outras pessoas faziam por lá. Era uma rede social de cunho geográfico que funcionava bem: você pesquisava os locais, via as recomendações primeiramente dos seus amigos, lia outras recomendações de pessoas que já estiveram lá e decidia quais eram os bons lugares, parecia bom demais para ser verdade…

E era mesmo… o que aconteceu alguns anos atrás foi a divisão do aplicativo em dois apps: um para check-in, e outro para as recomendações. Lembro até hoje que quando houve essa cisão, muitos usuários ferrenhos do app ficaram furiosos, e começaram a criticar essa mudança. E para mim, tínhamos total razão: não faz sentido ter um app apenas para Check-in (que é uma parte da experiência do local) e outra para recomendações, etc. Tudo estava ali, em um único lugar.

Foi aí que percebi uma queda acentuada na utilização, pois hoje você só faz check-in e coloca fotos, se quiser ler recomendações tem que ir para o Foursquare (que eu não instalei desde que houve o spin-off). Então ficamos órfãos da feature mais poderosa do app.

Até que…

Em maio, conheci uma garota pela internet, e começamos a conversar bastante sobre redes sociais, marketing, aplicativos, estilo de vida, etc. Durante essas conversas, ela me mostrou um app que até o momento eu não tinha ouvido falar. Ela também era sociaholic, usava muitos aplicativos, inclusive Foursquare e o Swarm, assim como eu. Estávamos conversando sobre a dificuldade de ter que gerenciar dois apps para essas coisas, e tal, e daí ela me mostrou o Yelp, app que promove interações sociais através das recomendações de diversos locais e com a função de usar o tão querido check-in. Eu, que sou muito crítico à sugestões (não costumo baixar tudo que me recomendam), gostei da proposta do serviço.

Tive a oportunidade de ser levado por essa garota a um evento físico que o Yelp promove entre seus usuários, e foi a partir daí que fui convencido do diferencial dessa rede: diferentemente do Swarm, que não possui representação ou contato físico por aí, o Yelp me parece muito mais “próximo” das pessoas, fazendo com que você resenhe, publique ou interaja com os usuários da rede, esse tipo de dinâmica não ocorre no Swarm, que é praticamente focado para que você fale com quem está em sua rede de contatos.

O evento em que participei foi em pinheiros, e assim que cheguei, fui muito bem recebido pelos participantes. Parece que já me conheciam ou que partilhávamos do mesmo propósito. Todos foram muito simpáticos e o clima de alto astral dominava o ambiente. Neste evento, cada participante já ativo do Yelp poderia levar um novo usuário como “iniciante” na rede, onde tive que me cadastrar previamente na rede, e lá no evento fazer o meu primeiro Check-in. Achei muito legal o propósito de agregar mais usuários através do meio físico, algo que é pouco utilizado ainda.

Também gostei da proximidade entre os usuários do app, pude ver várias pessoas que realmente são muito ativas, e que na vida real estavam lá do meu lado comentando sobre diversos temas, vida, saúde, esporte, etc. Mesmo eu que fui sozinho (só conhecia a garota que me iniciou no Yelp), pude conversar com muitas pessoas durante o encontro, e olha que eu não sou das pessoas mais sociáveis que existem, rs. Outro ponto bacana aqui: a teoria dos seis graus de separação entre as pessoas não cola: aqui devem ser no máximo dois (Alguém que você conhece conhece a outra pessoa). A Vivian me apresentou a Fernanda, community manager do Yelp em São Paulo. Ela é a pessoa que cria a “cola social” entre as pessoas, promove as interações entre os membros, sugere alguns eventos e representa o Yelp por aqui. Achei demais!!! Quando é que você pode tomar uma cerveja e conversar com a pessoa que está promovendo os encontros de um app? Quase sempre nunca, mas com a Fernanda não tem tempo ruim, muito simpática, sempre acessível e sorridente o evento inteiro.

Esse modelo de negócio é muito benéfico para todos: Primeiramente, ele te ajuda a sair de casa, pois mesmo sem companhia você pode se programar e bater um papo pessoalmente com as pessoas que você vê pelo app. Depois, pela lógica, para todos se encontrarem é claro que você vai precisar de um local de encontro, que vai ser em algum estabelecimento comercial, e então o estabelecimento ganha com a visita de vários usuário qualificados e que promovem o local ou marca em seus posts e publicações, com recomendações e elogios (claro, se o lugar tiver algum ponto de melhoria também será descoberto pelas recomendações). Em terceiro e o mais importante pra mim: ele me ajuda a sair de casa, Ahahahahaha! Sério: depois que passei a utilizar o app, passei a sair do padrão de casa, Starbucks, trabalho, academia e casa. Parece coisa pouca, mas estar dentro de uma rede como essa, onde você vê que os usuários são ativos e sempre descobrem novos lugares, te faz pensar em também ser um explorador da cidade, ajudando a comunidade e também se ajudando a sair de uma rotina de lugares batidos e conhecidos. Posso falar por experiência própria sobre a transformação por que passei depois de começar a utilizar o app. Nas primeiras vezes que saímos eu me perguntava porque a Vivian usava tanto o app enquanto estávamos andando por aí, antes de escolher um lugar para comer. Pensava que era mais um “foursquare” da vida, e agora percebi que o ecossistema era diferente: havia algo a mais que chama a atenção dentro do serviço, que é fazer das experiências sociais algo realmente vivo. E agora, eu sou um desses “viciados” no Yelp, pesquisando antes de almoçar se existe algum lugar ali perto do trabalho com uma boa recomendação ou um novo negócio interessante. Ah, para que não fique a impressão de que o Yelp só serve para restaurantes, confirmo aqui que ele praticamente faz tudo o que o Swarm e o Foursquare têm, só que tudo em um lugar só! Lá você também tem recomendações de teatros, museus, parques, baladas, eventos, etc. Não é restrito à comida, e você pode colocar praticamente qualquer coisa lá dentro (Claro, não vá me fazer ele virar um Facebook da vida, rsrs). Só senti falta de postar minhas fotos nos eventos criados pelo Yelp (Hoje só está disponível pelo navegador web, não pelo app) e também de fazer check-in em eventos específicos (Um coisa que o Swarm tem, mas que também é meio fictícia, pois lá os ~eventos~ são criados como locais físicos, o que não é verdade). Como todo serviço, o Yelp está em evolução constante, e imagino que mais para frente ele deva providenciar essas facilidades para o usuário. Como eu disse, o que me chamou mais a atenção é a experiência social promovida por ele, e como podemos ajudar outras pessoas através das nossas visitas, recomendações e pontos de vista.

Olha, eu sou um cara que recomenda poucas coisas, pois só promovo algo quando realmente acredito que algo possa fazer a diferença na vida das pessoas. No meu caso, o Yelp está contribuindo para ajudar em meu momento de vida atual, minha evolução como cidadão ~usuário~ da cidade, de seus restaurantes, eventos e demais urbanidades. Pode ser que o Yelp te ajude a conhecer pessoas, fazer um círculo maior de amigos (que eu também adoraria) ou simplesmente descobrir aquele restaurante bacana na rua detrás da sua casa, que você nem sabia que existia. Enfim, há inúmeros benefícios em fazer parte de uma comunidade com estes propósitos, e que ao contrário do Trip Advisor, Foursquare, Swarm, GetGlue (que não existe mais), FoodSpotting, KeKanto e outros, o Yelp é mais focado na interação entre as pessoas. Por essas e outras te convido a fazer parte dessa comunidade, e quem sabe um dia podemos conversar pessoalmente em algum bar sobre como você conheceu essa rede?

Se alguém quiser ver por onde ando e o que estou fazendo, me adicionem por lá:

http://ismapsan.yelp.com.br

Claro, tb tem o Yelp no Face e o site oficial

Espero te ver em breve por aí!

 

 

#SnapPacking

Putz, lendo o post do HostelWorld entendi perfeitamente o que eu estava com vontade de fazer há alguns anos. Denominado snap packing, é o ato de fazer aquela viagem rapidinha pra algum lugar, de preferencia sem muito planejamento, para descobrir a cidade na surpresa e conhecer gente nova. Em uma pesquisa recente realizada pelo Hostelworld descobrimos que aumentou em 88% o número de adultos brasileiros indo fazer snap-packing em 2015 em comparação à 2014. O grande motor que está impulsionando este movimento nos últimos anos provavelmente é a experiência social: conhecer gente diferente, socializar, fazer programas fora o que é “comum” para você.

Nos últimos 3 anos passei a fazer mais esse tipo de viagem, não me importando que eu vá sozinho, uma vez que é difícil encontrar pessoas que topam fazer este tipo de passeio com você.

Se quiser ler o post da HostelWorld, ele tá aqui.

Tips & Tricks – Anotando no papel

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Parece que a máxima de “tomar nota” está voltando, não é?

Li em vários artigos, e no livro The Glass Cage que tomar anotações em papel aumenta as chances do cérebro registrar as informações por conta do exercício do registro manuscrito. E foi assim que eu, totalmente digital, voltei aos meus tempos de criança/adolescente registrando nas folhas de sulfite ou moleskine os principais temas no meu trabalho, e também na vida pessoal.

Comecei a criar um hábito que também passei a adotar depois de algumas leituras interessantes, que reforçam que a repetição acaba deixando alguns resíduos no comportamento, e é isto que venho fazendo escrevendo mensagens positivas diariamente em meu caderno de notas pessoais, e também no trabalho. Frases como “hoje será um dia bom”, “estarei de bom humor o dia todo”, “você vai conseguir o que quiser” são alguns dos registros. E o mais legal: realmente funciona.

Venho fazendo isso e tenho notado que minha reação a alguns acontecimentos tem se tornado mais positivos e entendíveis que em outras situações. O efeito de pensar positivamente ao repetir diariamente certos hábitos realmente faz efeito.

E você? O que faz para manter o otimismo, a alegria e não deixar o mau humor tomar conta de você?

Abraços,

Transtorno de comportamento e aumento da inteligência: correlação?

Li um artigo esses dias na lifehack de uma pesquisa que correlacionava a alteração frequente no humor com altos níveis de inteligência. Não me julgo super inteligente, mas confesso que estudo bastante para sempre saber mais. Isso é bom e é ruim ao mesmo tempo: você acaba se isolando mais das atividades costumeiras com as pessoas, e também quanto mais conhecimento adquire, ironicamente me sinto mais restrito a conversar com as pessoas sobre eles.

Até certo ponto, esse sentimentos que vivo tendo são muito similares a alguns comportamentos identificados no artigo, como a parte em que fala que o cérebro possui uma área que trabalha com a interação social. Quando essa área não é utilizada para este fim (a minha ultimamente está trabalhando pouco, rs), o cérebro acaba liberando processamento para outras atividades.

Enfim, claro que se tornar super inteligente e permanecer sozinho não adianta em nada para sua vida: o melhor é saber o meio termo, afim que conviver com as outras pessoas mas também aumentar o seu aprendizado continuamente.

Você pode ler a matéria original aqui

Não seja esse profissional do Circus Hair

Um belo dia fui cortar meu cabelo na rua augusta. Estava entre o retrô hair e o circus hair (que depois fui descobrir que eram a mesma coisa). Desde que a minha cabeleireira saiu de São Paulo, nunca consegui me firmar com um(a) profissional decente. Foi quando tentei ir ao Circus hair cortar meu cabelo. Como passo sempre pela rua Augusta, vejo que este salão é bem frequentado e bem falado também. Nas duas primeiras vezes não tive problema algum, elogiei inclusive o atendimento, cordialidade e clima descontraído do salão. Mas na terceira vez que fui cortar o cabelo, acabei sendo atendido por um profissional chamado Marco. Achei que por conta do atraso de 10 minutos, ele estava de mau humor, mas pelo visto não era só isso. Realmente não entendi o problema, mas foi visível que o profissional passou o seu mau humor para o seu trabalho. Em tantos anos frequentando diversos salões, nunca fui tão mal atendido como desta vez. E se fosse somente isso seria bom, o problema é que o corte estava visivelmente errado! E não havia muito o que fazer (pois eu não iria raspar a cabeça toda), a não ser deixar registrado no balcão de atendimento a péssima imagem que um profissional pode fazer de uma empresa inteira.

Portanto, fica aqui a minha dica: Evite ser aquele tipo de profissional que passa suas angústias e irritações da vida pessoal para o âmbito profissional. Pode ser a empresa que for, com toda a sua cultura divertida, alegre, etc como era a do Circus Hair, mas se você tem no time um profissional que não age com estes padrões, certamente algo lá dentro não está sendo bem gerenciado.

Resultado da história: acabei deixando de frequentar o Circus Hair, e estou procurando outros salões onde os profissionais sejam no mínimo educados.

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