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DataLab Serasa Experian

Fui convidado pela Serasa Experian para participar do open house realizado no dia 07/11 do novo lançamento deles: o DataLab Serasa Experian. O DataLab fica localizado na Vila Olímpia, na Zona Sul de São Paulo, e conta com um time de cientistas de dados, engenheiros de software, programadores entre outros diversos profissionais. Com essa proposta de inovação, os profissionais terão foco na criação de soluções com base nas tecnologias de Analytics, Big Data e Inteligência Artificial, focada na análise do uso de novas fontes de dados, combinado com algoritmos de inteligência artificial e a aplicação de técnicas tradicionais ou inovadoras. O objetivo da unidade é resolver desafios complexos.
Quando necessário, além do desafio de pesquisa aplicada, o DataLab também realiza o trabalho de ida e avaliação de mercado para o serviço ou produto criado, operando como uma startup junto a consumidores e empresas.

Esse é o primeiro DataLab da empresa na américa latina (trabalhando em conjunto com as unidades de San Diego e Londres), além de todas as unidades de negócio e serviços da Serasa Experian. Entre os produtos e serviços do projeto está o Sinergy, escritório de coworking, que agora está ampliado, e o RWA (Real World Analytics), uma plataforma criada com base em dados de geolocalização para entender melhor o comportamento dos consumidores dentro e fora do comércio.

https://www.serasaexperian.com.br/datalabs/

Algumas fotos do evento:

 

 

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Aventurando-se pelo mundo do Data Science: R

Pessoal, tudo bem? Cerca de 2 anos pra cá venho acompanhando a cena do Data Science pelo mundo, e muita coisa tem evoluído de lá pra cá. A área passa cada dia mais a ser reconhecida como o cérebro do negócio, trazendo insights para a tomada de decisão mais profundo que nos últimos anos. Antes restrita aos profissionais de finanças e engenharia, os novos profissionais do conhecimento usam números e tecnologias para resolver um problema, antecipar tendências, desenhar cenários, criar um novo produto, enfim, muitas aplicações em negócios hoje são baseadas em números e tecnologia.

Na semana passada terminei um curso muito bacana no Udemy e R Studio. Se você trabalha com cálculos e ainda não ouviu falar desse software, é melhor ir tomando conhecimento. O R é um software de análise de dados muito objetivo: a partir de uma programação você pode extrair respostas, análises e resultados e uma base de dados que necessita de insight. Para você ter uma ideia eu comecei o curso no sábado e terminei no domingo à noite, são 10 horas de conteúdo muito útil para quem trabalha em Business Intelligence ou pretende inciar na área.

Minha dica de hoje é justamente esse software, você pode baixar o R no site oficial do projeto, e depois para programar você vai precisar baixar o R Studio, uma ferramenta mais visual e amigável para utilização do R.

Que tal começar o dia com um brainstorm?

design_thinking

  1. Adie o julgamento, não existem más ideias nesta etapa, o importante é pensar;
  2. Tenha idéias malucas! Essas ideias são as que geram inovação;
  3. Construa sobre ideias de outros, desafie a si mesmo a construir algo sobre a ideia de outra pessoa e torná-la melhor;
  4. Esteja focado no tema, melhores resultados são obtidos quando todos mantém a disciplina;
  5. Seja visual, tente recrutar o lado lógico e o lado criativo do cérebro, use e abuse dos post-its, lousas, desenhos e protótipos;
  6. Converse com apenas uma pessoa por vez, as ideias precisam ser ouvidas;
  7. Estabeleça um objetivo alto para o número de ideias, depois, ultrapasse esse número;
  8. Experimente colocar as idéias em prática, imagine-se nelas;

Tenham uma ótima semana!

Como ser objetivo quando se trabalha com inteligência de mercado

O post da GeoFusion dá 4 dicas de como acertar nas entregas de inteligência:

  1. Seja Objetivo

    Prefira o one-page-report ao invés daqueles intermináveis textões para ser mais direto no assunto (gráfico, tendências, ações e impactos):

     

  2. Use recursos gráficos

    Mapas indicam mais facilmente a evolução das vendas por região do que um texto ou tabelonas. Sempre que possível procure explicar de forma visual o que você tem a dizer.

     

  3. Pense no leitor

    Não adianta encher um texto com linguagem técnica ou detalhes de um assunto quando o seu público (normalmente responsáveis pelas equipes de venda) procura objetividade no assunto.

     

  4. Dissemine informação periodicamente

    E como não podia faltar: sempre trace suas entregas de acordo com a necessidade de empresa e o momento em que ela vive. Repita periodicamente as entregas para ter consistência no que você está dizendo e comprovando a evolução ou involução dos índices reportados mensalmente.

Aprendendo um pouco mais sobre Precificação

gerência de preços como ferramenta de marketing 4ª edição

Nessas minhas andanças pelas livrarias de São Paulo, e pela necessidade de me especializar um pouco mais na área de pricing (cuja literatura é escassa no Brasil), estava procurando alguns livros interessantes sobre o tema nessas últimas semanas. A princípio estava em busca do livro O Preço Inteligente, mas no Brasil os exemplares em lojas físicas praticamente não existem. Então saí da Livraria Cultura e fui para a FNAC, onde encontrei um exemplar do livro “Gerência de Preços como ferramenta de Marketing”. do Brasileiro Roberto Assef.

Foi um descoberta bem interessante, pois consegui absorver o conteúdo do livro em uma semana. De leitura fácil (para quem já conhece um pouco de estatística, dinâmica comercial e custos), o autor traz em seu livro os principais conceitos para uma boa administração de preços: desde o conhecimento do ciclo de vida do produto, passando pelos aspectos mercadológicos como fatores internos e externos, definição de preços, métodos de adequação de preços até aspectos tributários, natureza das operações, avaliações financeiras e indicadores de resultados e de desempenho.

Os primeiros capítulos do livro me lembraram muito os primeiros semestres da minha faculdade de marketing, onde estudamos o ciclo de vida do produto. O autor sugere como os mercados precificam seus produtos conforme a estratégia em cada ciclo (Não baixar preços no lançamento de produtos [ a não ser para prática de skimming], manter o preço para uma boa margem de contribuição em sua maturidade e aplicar preços mais agressivos em seu declínio para fazer caixa). Aspectos como o posicionamento do produto (Liderança em custos, qualidade ou participação do mercado) também são ricos em exemplos e com explicações bem objetivas.

Mas os capítulos que mais me interessaram foram o 5 e 6: Metodologia de definição de preços e Métodos de adequação de preços. Nestes capítulos, o autor expõe métodos de precificação a partir da concorrência, custos ou valor percebido pelo consumidor. Também aborda técnicas centradas no preço e relacionadas com o preço, nas quais podem abranger o PSM (Price Sensitivity Meter), Gabor-Granger, Point-Of-Sale e BPTO. Cada uma com seus ganhos e cuidados a serem tomados. Uma boa abordagem fica por conta da análise conjunta, em que se pesquisam vários aspectos do preço para tomar uma decisão ou recomendação. Os principais pontos de uma análise conjunta são o Histórico, a Definição e a Utilidade.

Já no conteúdo sobre métodos de adequação de preços, a abordagem dos micromercados para a gestão de preços e consecutivamente os métodos para adequação dos mesmos são demonstrados pelas melhores práticas atuais de Gestão de Pricing, como o Revenue Management, onde os preços são dinâmicos, variando conforme o perfil e percepção de cada cliente. O autor é muito feliz ao citar a dinâmica de preços adotada pelas companhias aéreas, e o ganho obtido através da diversificação de preços conforme o tempo e necessidade de cada passageiro, ao invés de definir um preço para todos.

Revenue Management

Também e abordada a discriminação de preços (Onde a estratégia é que alguns paguem e outras pessoas que fazem parte do processo de decisão pagam menos ou nada – Restaurantes, Baladas e Estádios de Futebol), Preços psicológicos (R$10,00 ou R$9,99) e preços com desconto.

Com exemplos bem simples e práticos, com tabelas de exemplos e um detalhe muito grande apesar de ter apenas 240 páginas, recomendo fortemente o livro para os profissionais que procuram entender um pouco mais sobre métodos claros e objetivos de precificação, ou pretendem obter maiores receitas através de uma gestão orientada pelo lucro conforme o segmento e percepção de seus clientes.

Livro: Gerência de Preços como ferramenta de Marketing

Autor: Roberto Assef

Editora: Campus

ISBN: 978-85-352-8193-4

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