O papel das escolas para o profissional de inteligência

Na última semana eu estava responsável pela seleção dos estagiários que vão entrar na minha área de Business Intelligence. Essa foi a primeira vez que estava responsável pela avaliação e seleção das pessoas para que deem seus primeiros passos na jornada de trabalhos. Como se já não bastasse o nível acirrado de seleção, onde quase 20.000 se inscrevem e chegamos a uma seleção em torno de 100 candidatos, o peso de ser uma empresa multinacional tanto agrada aos olhos dos estagiários quanto deve dar mais tensão em função do nível exigido para poder entrar aqui.

Recebi vários grupos durante os dias em que passamos. Esse anos pedimos ajuda para o RH para aumentar a diversidade no grupo, isto é, não exigir somente faculdades de primeira linha, inglês avançado ou coisas do tipo, para não restringir ainda mais o número de pessoas diversas. Até pela pouca idade para o mercado de trabalho, o publico costuma vir com pouca bagagem profissional, mas muita criatividade, vontade, histórias de vida e formações diferenciadas.

Um dos pontos que mais me chamou a atenção, e que foi a origem desse post foi com relação ao perfil que está chegando da faculdade e as expectativas para o mercado de trabalho. Dentro desse ponto, notei que há um grande buraco entre o que se aprende na faculdade e os requisitos das vagas para o mercado do trabalho. Para que você se posicione: as seleções eram para vagas na área de inteligência e marketing, onde os graduandos se inscreveram muito mais por conta do interesse em uma posição na área de marketing (a minha área de BI estava no dia porque vejo que o perfil do profissional deve ter muito conhecimento de marketing). Para minha surpresa, na própria descrição das tarefas diárias da área de marketing também se comentou muito sobre fazer análise, que é receber informações, estudá-las, trabalhar nelas e recomendar ou direcionar ações com base no que foi visto.

Especificamente para a minha posição, e aí falando sobre a necessidade do mercado, encontrar o perfil analítico é bem complicado, uma vez que não é só isso que faz o profissional de BI atualmente. Essa pessoal é responsável sim por fazer análise mais complexas, apresentar planos de trabalho e também ser a interface entre as áreas decisoras (Líderes do negócio e também áreas mais técnicas) e vendas (que são os profissionais que realizam o trabalho ou trazem os resultados). Meu conselho para quem está iniciando nesse mercado: foco em capacidades analíticas, pois as áreas estão ficando cada vez mais orientadas a dados e números, e um perfil assim tem vantagem sobre outros candidatos. Não se limite a esperar o que a faculdade irá lhe trazer (até porque elas precisam mudar muito a grade curricular) e procure fazer cursos presenciais ou pela internet e análise de dados, cálculos, projetos e design thiking. Tenho certeza que você irá notar uma melhora significativa da sua performance nos processos seletivos ou de trabalho.

 

Anúncios

Publicado em 15 de novembro de 2017, em Negócios e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: