Arquivo mensal: abril 2015

Hacker Spaces e aprendizado compartilhado

  
A ideia dos Hacker Spaces que eu acompanhei pela primeira vez no Arduino chamou muito a minha atenção. Por mais que eu não programe com tanta excelência, creio que possa contribuir para ajudar outras pessoas com em outras áreas, como comunicação digital comportamento do consumidor e um dos mais importantes: conhecimento em excel. Nos lugares por onde passei, sempre tenho notado uma grande dificuldade das pessoas em entender a lógica por trás do excel. Não necessariamente a lógica matemática, mas algumas vezes também a lógica de raciocínio para chegar a um resultado ou agrupar dados e informações. Creio que tanto eu me desenvolveria como formador, quanto as pessoas as quais eu poderia ensinar ganhariam em conhecimento. A ideia para as próximas semanas/meses é a de encontrar, descobrir ou criar lugares que contenham pessoas que tenham interesse em aprender um pouco mais sobre. Além disso, depois de ter participado do Hacking na praça, no Largo da batata com a galera do garoa hacker clube, tive a ideia de procurar um estudo em grupo desses tipo de programas em praças. A ideia é encontrarmos com pessoas que tem uma determinada necessidade de aprendizado dentro da área de conhecimento que possuo, e eu como conhecedor poderia indicar resoluções de problemas através destes encontros. Isso seria um ponto positivo para eu que já estou de saco cheio de ficar várias horas em frente a tela do computador em casa ou no escritório, para compartilhar um pouco mais as experiências com pessoas que justamente estão procurando melhorar em alguns aspectos. Se você estiver lendo este post agora, tiverem interesse que estiver pela região de São Paulo, podemos lançar esse projeto piloto. Porque não? Somamos vontade de ensinar com a necessidade que você tem de aprender mais. Assim podemos compartilhar conhecimento e ampliar as conexões dentro pela cidade. Pode ser em praças, cafeterias, shoppings, etc. O importante é a disseminação do conhecimento e o compartilhamento de ideias.

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http://lounge.obviousmag.org/feminalis/2015/02/como-escolher-a-mulher-certa-para-se-relacionar-em-10-passos.html

Uma pequena frase para me consolar individual e profissionalmente

“Two roads diverged in a wood, and I – I took the one less traveled by, and that has made all the difference.” Robert Frost

Essa pequena frase me ajudou a perceber que não sou o único que sempre procura as coisas mais difíceis, complicadas e que nem todo mundo seque. Minhas escolhas profissionais e pessoais sempre penderam para situações que exigiam um aprendizado maior e muitas vezes parecia ter que recomeçar tudo do zero. Felizmente, percebi que nem todo mundo prefere o caminho mais óbvio

A vida solitária

Após a formação, uma pausa nas corridas e consumo de filmes europeus e cervejas alemãs, começou o processo de lonelyzação. Altas doses de trabalho para passar o tempo, a dedicação até altas horas para complementar o tempo que outrora era dedicado à faculdade. Junte isso a pilhas e pilhas de livros sobre comportamento, economia, neurociência e tecnologia. Pronto: o passatempo está montado. 

Os melhores amigos só te chamam agora quando vão casar ou quando a chegada do filho está próxima. As opções de companhia são reduzidas, ainda existem, mas são parcas.
Passeios de bike, long ou corridas pela cidade se tornam mais constantes ao passo que você não dispõe de muitas opções de lazer, embora elas existam mas você inconscientemente as nega.
Com o tempo, a pesquisa e estudo passam a se tornar um passatempo mais frequente: não é necessário sair de casa, tampouco ter que se aventurar pelo mundo é ser mal recebido quando você aparece.
E de repente, você começa a se tornar hipocondríaco, achando que tem todas as doenças do mundo. Se você sente o sangue circulando do pescoço até a nuca, começa a imaginar que algo está errado.
Nessas horas eu começo a perceber que tenho que sair de qualquer forma, mesmo que as amizades que combinam que vão sair com você cancelam o almoço de última hora. Neste dia, o que importa é efetivamente não ficar em casa.
A ida a casa dos parentes não são tão agradáveis, não pelos parentes, mas pelo costume de não estar no mesmo lugar de conforto.
Não seguir a norma tem seu preço: não casar cedo, não gostar da música popular, estudar e escolher demais a mulher da sua vida tem dessas.
Aproximar-se das pessoas nos últimos anos tem sido uma tarefa complicada, ainda mais quando não se tem vontade de conhecê-las. Exercitar a difícil tarefa de convívio em sociedade quando se deixa de tê-las por um período é bastante complicado. É como perder peso depois dos 30. Não é impossível, mas requer dedicação e tempo, duas coisas que achamos que nunca temos.
Enfim, voltar a socializar é uma tarefa complicada para quem se acostuma demais a viver a vida por si só. Quem está de fora não tem ideia da dificuldade que é conversar com um estranho ou tentar se enturmar em um grupo novo.
Seguimos tentando 

Livros sobre comportamento, economia e neurociência

Há uns anos passei a me interessar por estes temas com maior frequência. Durante muitas horas estes são os companheiros mais fiéis do dia a dia. Através de alguns destes exemplares obtive conhecimento de coisas que levaria um bom tempo para descobrir a cerca do comportamento humano e dos movimentos de mercado. Até hoje, os livros que mais me chamaram a atenção foram os títulos abaixo:

Livro: Rápido e devagar

Livro: Rápido e devagar

Rápido e Devagar – Daniel Kahneman
O vencedor do Nobel de Economia Daniel Kahneman nos mostra as formas que controlam a nossa mente em Rápido e devagar, as duas formas de pensar: o pensamento rápido, intuitivo e emocional e o devagar, lógico e ponderado. Daniel nos mostra a capacidade do pensamento rápido, sua influência persuasiva em nossas decisões e até onde podemos ou não confiar nele. O entendimento do funcionamento dessas duas formas de pensar pode ajudar em nossas decisões pessoais e profissionais.
Livro: A lógica do consumo

Livro: A lógica do consumo

A lógica do consumo – Martin Lindstrom

Estudos revelam que é preciso menos de dois segundos e meio para que um consumidor tome a decisão de comprar. As empresas sabem que têm menos de dois segundos para atrair seus olhos, capturá-lo e torná-lo um cliente. Em A lógica do consumo, o guru do marketing Martin Lindstrom leva o leitor aos bastidores das pesquisas que explicam por que determinado produto vende e mostra como o nosso cérebro responde aos muitos estímulos da propaganda. Num texto leve, Lindstrom apresenta casos reais de estudos de neuromarketing para desfazer mitos como, por exemplo, o impacto do sexo na mente do consumidor

Livro: O poder do hábito

Livro: O poder do hábito

O poder do hábito – Charles Duhigg

Segundo o autor, a chave para se exercitar regularmente, perder peso, educar os filhos, tornar-se mais produtivo, criar empresas revolucionárias e alcançar o sucesso é entender como os hábitos funcionam. Ele procura mostrar que, ao dominar esta ciência, todos podem transformar suas empresas e suas vidas.

Livro: A geração superficial: O que a internet está fazendo com os nossos cérebros

Livro: A geração superficial: O que a internet está fazendo com os nossos cérebros

A geração superficial – Nicholas Carr

O jornalista Nicholas Carr traz de forma bem-embasada a seguinte constatação: estamos ficando mais burros, e a culpa é da internet. Temos acesso quase ilimitado a informações na grande rede, mas perdemos a capacidade de focar em apenas um assunto. A mente do internauta está caótica, poluída, impaciente e sem rumo, e Carr faz um manifesto destacando a importância da calma e do foco, faculdades esquecidas neste mundo turbulento.

Livro: O sinal e o ruído

Livro: O sinal e o ruído

O Sinal e o Ruido – Nate Silver

Ter acesso à informação nunca foi tão fácil. Apesar disso, enfrenta-se no dia a dia o desafio de saber o que é relevante em meio a um volume cada vez maior de dados. Entre as diferentes notícias, opiniões e pesquisas que chegam ao conhecimento da população, como identificar o que é útil no momento de traçar um plano, de se preparar para determinado acontecimento, de acertar uma previsão? Para o economista Nate Silver, garantir a qualidade da informação é o primeiro passo. Em ‘O sinal e o ruído’, ele examina casos de sucessos e fracassos para determinar o que os melhores previsores têm em comum em diversos campos de atividade, como ao avaliar o desempenho de um político em campanha, o estrago esperado de um furacão ou o avanço de uma epidemia perigosa. Silver demonstra que a interpretação correta de dados numéricos é essencial para a segurança e o progresso de nossa sociedade.

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