Arquivo mensal: agosto 2014

SP precisa desostentar

O post do Bruno Paes no Blog do Estadão de ontem demonstra perfeitamente a nova relação que os cidadãos passam a ter com as cidades. Aos poucos estamos deixando de ver São Paulo como vias-asfaltadas-para-chegar-mais-rápido-no-trabalho, para vê-la como uma cidade feita para pessoas.

Por anos, a fórmula ir de carro ao trabalho, trabalhar, almoçar perto, voltar ao trabalho e voltar do trabalho de carro começa a te colocar em uma bolha da vida que você só toma conta (se tomar) depois de muitos anos.

A relação de uma cidade em que o trajeto lhe abre os olhos para os problemas que vão além dos seus problemas familiares/dos vizinhos/dos amigos, impõe uma dinâmica diferente para os cidadãos: eles passam agora a cobrar por uma cidade melhor, não só para o seu círculo de relacionamentos, mas também para as pessoas que utilizam o mesmo flow que você.

Vale a pena dar uma lida .

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MemorAmy <3

Microprojeto que eu ia fazer com uma conhecida, que desistiu no meio do caminho, assim como a Amy desistiu da vida. Algumas lembranças…

“If I died tomorrow, I would be a happy girl”
Amy WInehouse

“I don’t listen to a lot of new stuff. I just like the old stuff. It’s all quite dramatic and atmospheric. You’d have an entire story in song.
I never listen to, like, white music – I couldn’t sing you  a Zeppelin or Floyd song.” Amy Winehouse

“Since I’ve come home
Well, my body’s been a mess
And I miss your ginger hair
And the way you like to dress

Oh, won’t you come on over?
Stop making a fool out of me
Why don’t you come on over, Valerie?”

♫ Valerie

“I cheated myself
Like I knew I would
I told you I was trouble
You know that I’m no good”

♫ You know I’m no good

“You should be stronger than me
You’ve been here seven years longer than me
Don’t you know you supposed to be the man?
Not pale in comparison to who you think I am”
♫Stronger Than Me

“I just like tattoos”

“If you don’t throw yourself into something, you’ll never know what you could have had.” Amy Winehouse

Amy Winehouse Amy Winehouse Amy Winehouse Amy Winehouse Amy Winehouse Amy Winehouse Amy Winehouse

Matando o Desencantros

Alguns meses atrás tive a ideia de criar um Tumblr com microcontos sobre pequenas situações da vida sob diversos aspectos emocionais.

Hoje estou matando mais um Tumblr, para ganhar um pouco mais de tempo de vida. 🙂

Algumas peças do tumblr estão nesse post:

 


Casar ou comprar uma Bicicleta?

18 ou 21 Marchas?


Achei que era amor, mas era só mais uma canção


AMOR: CRTL+SHIFT+DEL


Amor: Erro 404


Azar no Jogo, Azar no Amor, e Sorte no Azar…


É tempo de cometer novos erros

E o meu erro foi te encontrar


– Entao é isso?

-Sim…

– Acabou?

– Exatamente!

– Houve Amor em algum momento?

– …

– … Nunca existiu.

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Lifeloggers - Aplicativos que guardam registros das suas atividades

Postei ontem no meu Blog de corrida sobre os novos Apps disponíveis para controlar os seus treinos. A maioria já tem um tempo no mercado e atende aos diferentes tipos de corredor: desde o iniciante até o cara que tá todo fim de semana nas montanhas.

Também aconselho ler o post do TechTudo que fala sobre uma nova geração de dispositivos que podem medir seu cansaço muscular através da Eletromiografia, uma técnica de monitoramento de atividade elétricas nos músculos, que por muito tempo esteve confinada em hospitais mas agora está disponível ao público na forma de gadgets voltados à saúde.

Vindo a calhar, essa semana encontrei no B9 um podcast sobre os lifeloggers, os dispositivos que monitoram a vida de alguma forma.

Bem vindo ao mundo dos Apps e dos Wearable Devices 😛

 

A melhor forma de implantar ciclovias nas cidades

 Radwende - Mapa colaborativo realizado por ciclistas

Como você pode prever o melhor caminho para as ciclovias? Às vezes podem ser construídas, e seu fluxo fica aquém do planejado. São Paulo está a cada dia mais caminhando para aumentar o número de ciclovias na cidade (ciclovia = faixas dedicadas para ciclistas, enquanto ciclofaixa = faixa compartilhada [Multimodal]), e nessa implantação, como dimensionar corretamente os melhores trajetos para os ciclistas?

Simples, observando qual é o percurso mais utilizado. Mas como fazer isso se você não anda de bike, não tem pesquisa de opinião com o público ou não conhece as necessidade de cada região (tanto das pessoas que NÃO utilizam bicicletas quanto os ciclistas).

Se liguem na solução que uma cidade Alemã adotou:

A cidade de Wiesbaden foi eleita a pior cidade da Alemanha para se locomover de bicicleta, então uma agência resolver ajudar a cidade a mudar isso através de um App: o Radwende.

[ Para quem já pratica esportes já deve imaginar como foi essa ajuda. Se você não corre, continue lendo ]

Através do App, eles conseguiram mapear as necessidades dos ciclistas através do fluxo de informações do App: “Nós acreditamos em mudança, porque um monte de gente na Câmara Municipal, bem como os cidadãos,  querem que isso aconteça”, diz o fundador da agência, Michael Volkmer, que foi a força motriz por trás do projeto. “Mas é um problema da galinha e do ovo: A cidade não investe se as pessoas não utilizarem as vias, e as pessoas tem receio de utilizarem porque não é seguro. ”

Desde Maio, os ciclistas locais já alimentaram uma base de dados com 3000 percursos realizados. Desta forma tem-se os dados de quais são as rotas com maior fluxo de pessoas e, assim, pode-se mapear em quais regiões existe uma demanda maior por ciclovias.

Você pode ver um pouco do trabalho do Robô e de como o projeto foi forjado no vídeo abaixo:

A prefeitura acompanha de perto a formação dos mapas e com o tempo, pode analisar a viabilidade da implantação destas vias. Os cidadãos também ajudam a construir este mapa, atendendo aos chamados dos eventos de pedalada quando convidados, mas o mapeamento é totalmente aberto: você contribui fazendo o seu trajeto normalmente enquanto vai levar o seu filho para a escola, vai para o trabalho ou ao supermercado. Essa é a verdadeira necessidade de mapeamento do coworking realizado em Wiesbaden.

Segundo o fundador da agência, outras cidades já sinalizaram interesse em utilizar a ferramenta para buscar soluções em mobilidade. Volker explica que os governos/empresas podem criar um ambiente de gamificação para atrair novos interessados e fomentar a economia/cultura na cidade. Se você quer mais ciclovias, a prefeitura poderia fazê-las mediante uma meta em quilômetros pedalados pelos cidadãos (a cada X KM’s pedalados, 1 KM de Ciclovia seria construído) ou as Lojas podem oferecer descontos para os consumidores que vão ao estabelecimento de bike, etc.

Tá aí uma ótima iniciativa que pode pegar bem nas outras cidades. A grande questão nas metrópoles como São Paulo é que a bike ainda é tratada como um equipamento de lazer. Com o adensamento populacional e a gentrificação cada vez mais tomando conta da cidade, vai ficar cada dia mais difícil se locomover em um espaço disputado por ônibus, carros particulares, táxis e outros modais. A conscientização de que a bicicleta irá tornar-se mais uma alternativa nas grandes cidades já está começando a tomar forma, mas sem a ajuda da estrutura pública para a construção de vias decentes, torna-se cada vez lenta a mudança da mentalidade dos cidadãos.

Mais informações no site do App: https://www.radwende.de/en/

Velô, Las Magrelas & Cultura Urbana

Dentro de algumas décadas, as pessoas vão redescobrir que mais importante que se locomover rapidamente, é aproveitar o tempo para fazer da sua vida algo útil. Automóveis são legais, rápidos e convenientes. Mas você consegue perceber que há um semelhante à sua frente? Ao seu lado, quando o ultrapassa, percebe que tem alguém com a mesma expectativa de chegar no trabalho/casa são e salvo? Foi assim que iniciei a conversa com a Camila, uma das integrantes do Velô, nova grife de roupas dedicadas à ciclistas urbanos, cuja coleção foi lançada no Las Magrelas, na Vila Madalena, bairro descolado de Sampa.

Eu era um total estranho no ninho: Nunca tinha ido lá, e não sabia como iria ser recebido. Claro que eu fui de bike, pra conhecer a galera e bater um papo legal sobre mobilidade urbana e essas iniciativas bacanas.Quem me conhece sabe que não sou muito de socializar, costumo ser mais objetivo com o que procuro. Mas tava sábado de boas aqui em casa e pensei: “cara, eu podia conhecer o Las Magrelas, que já estava afim de conhecer há muito tempo, e também dar um apoio no lançamento da grife, né? Afinal tem tudo a ver com o meu outro projeto [CycleChic].

Dito e feito: Calibrei a fixa, botei na rua e fui pra Vila Madalena conhecer um pouco e também fazer um pedal sabático. O céu nublado dominava naquela tarde, mas quem pedala tá ligando pra isso? Nada!

Quando cheguei, já notei que na frente do Las Magrelas, ao invés de um único carro parado, havia uma paraciclo com capacidade para umas 20 bikes. Pronto: Já fui conquistado!

Paraciclo - Las Magrelas

 

Ainda sem conhecer direito a galera, pedi pra parar lá e deixar a bike: no problem. Fui bem recebido pela galera que tava na oficina dando um trato em outras magrelas. Ao mesmo tempo, chegavam várias minas CycleChic, e eu me segurando pra não pirar, falar com elas e tentar pegar uma foto. As minas eram lindas demais! Não necessariamente pela beleza, mas por realmente representar o espírito Cycle Chic (de lenço, saia e bota) andando pelas ruas.

Cheguei no piso superior e me apresentei lá pra galera, pois não conhecia ninguém. O pessoal foi super receptivo: de cara conheci a Talita Noguchi, a Aline Cavalcante e a Laura Sobenes: Todas gente finíssimas! Conversamos sobre mobilidade, sobre cycle chic, documentários e sobre o coquetel das meninas do Velô. Aproveitei para tirar umas fotos da coleção que elas desenvolveram, que foi uma das razões que me motivou a sair de pedal de Interlagos até a Vila Madá.

Grife de Roupas Velô no Las Magrelas Grife de Roupas Velô no Las Magrelas Grife de Roupas Velô no Las Magrelas Grife de Roupas Velô no Las Magrelas Grife de Roupas Velô no Las Magrelas Grife de Roupas Velô no Las Magrelas Grife de Roupas Velô no Las Magrelas

Para quem não conhece, recomendo muito! É um ambiente super bacana, um espaço criativo e um lugar que pode render um bom papo e incitar sua criatividade, além dos lanches e das brejas que a galera vende por lá.

 

Las Magrelas: https://www.facebook.com/LasMagrelas?fref=photo

OGangorra: https://www.facebook.com/oGangorra

 

Las Magrelas – Bar e Bicicletaria e oGangorra
R. Mourato Coelho, 1344 – Vila Madalena

POWERADE ILLUMINATED SPORTS BOTTLE

Olha o q chegou aqui no meu humilde Home Office: A POWERADE ILLUMINATED SPORTS BOTTLE gentilmente fornecida pela Coca-Cola em comemoração à cobertura da Powerade na copa do mundo deste ano.

An, o q? Vcs nunca ouviram falar? Calma, é um Squeeze. Mas não é um Squeeze comum 🙂

POWERADE ILLUMINATED SPORTS BOTTLE

Além da estrutura plástico flexível , das cores do Brasil e do Design animal (Ninguém vai ter um desse no escritório/parque, hehehe), pra um cara que curte muita tecnologia ele me surpreendeu pela tecnologia.

Já vou avisando que não é tecnologia de arrefecimento ou de resfriamento, acho que já sabemos como funcionam os squeezes. Neste caso, o Squeeze da Powerade tem uma brincadeirinha no seu corpo plástico:

Ele veio com uma base e um carregador, então liguei pra ver o que era. Dei um tempo, e a Luz ficou azul enquanto eu mantive o Squeeze na base para ver o que rola. Então quando levantei ele…. >>>>

POWERADE ILLUMINATED SPORTS BOTTLE

Voilá! Um light Squeeze

Curti bastante, e depois de ver que ele tem esse efeito, quando virei acima de 45 Graus (Como se estivesse tomando o líquido), ele começou a piscar as letras, uma a uma. Tentei tirar uma foto com longe exposição, mas não vai mostrar o efeito mesmo…rs

POWERADE ILLUMINATED SPORTS BOTTLE

 

Também ganhei uma bola Irada, que é uma réplica da Brazuca. Mas como eu não manjo nada de Futebol e não jogo nada, ainda não pensei no que fazer com ela, rs (Acho que meu sobrinho vai gostar dessa parte 😛 ).

BRAZUCA MATCH BALL REPLICA TOP GLIDER

 

Então fui procurar umas informações sobre esse lance do Squeeze. Primeiramente, o painel de LED incorporado no Squeeze é alimentado por uma bateria que fica na base do Squeeze. A julgar pelo peso, a estrutura deve ser muito pequena, porque tem o peso de um Squeeze comum. Na base tem uma impressão descrita como #POWERTHROUGH (Energia Passando), um trocadilho com a tecnologia aplicada para recarregar os LEDS e o consumo do isotônico em atividades físicas.

idneo powerade

Na base, há uma marca (idNeo), fui pesquisar sobre ela e vi que trata-se de uma empresa que desenvolve novas tecnologias, como o wireless charging. Tem até um videozinho deles explicando o que eles fazem e tal.

Aí pesquisei sobre esse projeto, e descobri em um showcase que ele foi desenvolvido especificamente para a copa do mundo (sim, eu posto com atraso) que tivemos aqui no Brasil (Gol da Alemanha).

CONCEITO
A nova garrafa iluminada dará aos jogadores um design personalizado e melhor experiência de re-abastecimento.

ESTRATÉGIA
Produzir uma garrafa de esportes, reforçar a visibilidade da marca e reforçar a importância de um momento para hidratar.

Características / Benefícios
-Personalização: Cores do time e nomes na língua nativa
-Facilidade De beber: Aperte a válvula que se abre automaticamente quando
o frasco é apertado (Isso é realmente bom!!!)
Design responsivo: melhoria no fluxo do liquido
LEDs -Impressos: Tecnologia de ponta aumenta a visibilidade da marca
-Recharging Efeito quando beber

-Induction Carregamento: à prova d’água e sem fio
Conversa -Social: #powerthrough na parte inferior abre o diálogo com os consumidores

 

Esse produtinho bacana foi desenvolvido pela Propelland, em San Francisco, EUA (o conceito do Design e o Gerenciamento de Projetos). A produção final foi na IDNEO, na Espanha e teve uma produção limitada para a Copa do Mundo da FIFA 2014 ™, sendo que ele não é totalmente comercializável.

Fica a dica para um futuro em que os dispositivos serão bem diferentes do que nós imaginamos hoje. Poderemos ter esqueezes que indiquem à temperatura, o quanto já foi consumido de liquido no dia ou que pisque indicando que está na hora de você hidratar-se. O que acham? Eu acho que isso é só o começo…

Por isso mais uma vez agradeço à Sheila e à Rebeca pela prévia do futuro dos produtos 😉

Largo da Batata, em Pinheiros, ganhará bicicletário público gratuito neste sábado (02/08)

bicicletário largo da batata

Equipamento integra ciclovia da Faria Lima com Linha-3 Amarela do Metrô. Inauguração terá música, filmes, oficinas e atividades ligadas ao mundo da bike.

A Prefeitura de São Paulo entrega neste sábado à população um bicicletário que funcionará 24 horas no Largo da Batata, em Pinheiros, do lado da estação Faria Lima da Linha-4 Amarela do Metrô. A construção do equipamento atende a uma antiga demanda da sociedade e se configura como uma das primeiras ações de ocupação do Largo da Batata, resultado de um dialogo aberto com moradores, trabalhadores, usuários e ativistas da região.

O projeto foi elaborado e construído pela Prefeitura, com participação ativa de cicloativistas e representa grande avanço para uma melhor mobilidade na região, já que estimula o transporte intermodal (bicicleta – transporte público coletivo). A gestão do bicicletário será do Itaú, que através do termo de cooperação firmado com o município vai fazer a manutenção e conservação do espaço durante 36 meses, inicialmente.

Ao todo, serão 100 vagas gratuitas para que as pessoas possam deixar suas próprias bicicletas, e não as compartilhadas. Quem tiver interesse em usar o espaço, deve efetuar um cadastro pessoal e da bicicleta no próprio local. 

Festival Bike na Batata
Onde? Largo da Batata (encontro das Avenidas Teodoro Sampaio e Faria Lima)
02/08 – Sábado
As ações começam às 14h30 com um delicioso café de boas-vindas, Copa de Bike Polo, Tatuagem nas bicicletas (desenhos feitos à mão pelo artista Marcelo Siqueira), cobertura fotográfica do Instabike, oficina mecânica Mão na Roda, manobras de Bike Trial, projeções de curtas-metragens sobre ocupação de espaço público, oficinas com reaproveitamento de materiais e show da banda FORRÓ JAZZ que vai colocar todo mundo para dançar em pleno Largo da Batata. O evento acontece em uma parceria entre a Prefeitura, o Aromeiazero e o Banco Itaú. Toda programação é gratuita e aberta ao público.

03/08 – Domingo
O Festival continua a partir das 11h com a Escola Bike Anjo (EBA) para ensinar adultos e crianças a pedalar, Rodas de Leitura, mais jogos de Bike Pólo, Mão na Roda, Tatuagens nas Bikes, Bike Trial e, para encerrar, muita música brasileira com a banda Projeto da Mata.

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/739330062792518/

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